SANTA  ROSÁLIA

Nascida em Palermo, viveu por alguns anos na corte da rainha Margarida, esposa do rei Guilherme I, da Sicília (1154 - 1156). Rosália, estabeleceu sua morada no monte Pellegrino, que obteve como presente da rainha. Escolheu este lugar, como lugar de retiro, pela áspera solidão que ofereciam seus penhascos rochosos, inclinando sobre o mar azul.

 

Levou uma vida de penitência, sendo enterrada nesse local. Provavelmente, depois de haver procurado outros lugares ainda mais escondidos das distrações do mundo, seguindo os exemplos dos antigos anacoretas.

 

Em 15 de julho, foi encontrado os restos mortais de Santa Rosália, mas, os ossos, recolhidos em uma gruta escavada entre as rochas, não traziam inscrição. O arcebispo de Palermo, Giannetino Doria, constituiu uma comissão de peritos, composta de médicos e teólogos, que, em 11 de fevereiro de 1625, se pronunciou pela autenticidade das relíquias.

 

Isso reacendeu a devoção popular. Inseriu o nome da santa no Martirológio Romano em 15 de julho e em 4 de setembro.

 

Em 25 de agosto de 1624, quarenta dias após a descoberta dos ossos, dois pedreiros, enquanto executavam trabalhos junto ao convento dos dominicanos, de Santo Estevão de Quisquina, acharam, numa gruta, uma inscrição latina, muito rudimentar, que dizia: "Eu, Rosália Sinibaldi, filha das rosas do Senhor, pelo amor de meu Senhor Jesus Cristo, decidi morar nesta gruta de Quisquina." Isso confirma as tradições orais, recolhidas pelo próprio Gaietani.