CRISMA

§ 1286 - No Antigo Testamento os profetas anunciaram que o Espírito do Senhor repousaria sobre o Messias esperado em vista da sua missão salvífica. A descida do Espírito Santo sobre Jesus por ocasião do seu Batismo por João Batista foi o sinal de que era ele quem devia vir, que ele era o Messias, o Filho de Deus. Concebido do Espírito Santo, toda a sua vida e toda a sua missão se realizam em uma comunhão total com o mesmo Espírito, que o Pai lhe dá "sem medida" (Jo 3,34).

 

§ 1287 - Ora, esta plenitude do Espírito não devia ser apenas a do Messias; devia ser comunica da a todo o povo messiânico. Por várias vezes Cristo prometeu esta efusão do Espírito, promessa que realizou primeiramente no dia da páscoa (Jo 20,22) e em seguida, de maneira mais marcante, no dia de pentecostes. Repletos do Espírito Santo, os Apóstolos começam a proclamar "as maravilhas de Deus" (At. 2,11), e Pedro começa a declarar que esta efusão do Espírito é o sinal dos tempos messiânicos. Os que então creram na pregação apostólica e que se fizeram batizar, também receberam o dom do Espírito Santo.

 

§ 1293 - No rito deste sacramento, convém considerar o sinal da unção e aquilo que a unção designa e imprime: o selo espiritual.

A unção, no simbolismo bíblico e antigo, é rica de numerosos c significados: o óleo é sinal de abundância e de alegria, ele purifica (unção antes e depois do banho) e amacia (unção dos atletas e dos lutadores); é sinal de cura, pois ameniza as contusões e as feridas, e faz irradiar beleza, saúde e força.

 

§ 1294 - Todos estes significados da unção com óleo voltam a encontrar-se na vida sacramental. A unção, antes do Batismo, com o óleo dos catecúmenos, significa purificação e fortalecimento; a unção dos enfermos exprime a cura e o reconforto. A unção com o santo crisma depois do Batismo, na Confirmação e na Ordenação, é o sinal de uma consagração. Pela confirmação, os cristãos, isto é, os que são ungidos, participam mais intensamente da missão de Jesus e da plenitude do Espírito Santo, de que Jesus é cumulado, a fim de que toda a vida deles exale "o bom odor de Cristo”.

 

§ - 1302 Da celebração ressalta que o efeito do sacramento da Confirmação é a efusão plena do Espírito Santo, como foi outorgado outrora aos apóstolos no dia de Pentecostes.

 

§ - 1303 Por isso, a confirmação produz crescimento e aprofundamento da graça batismal:

- enraíza-nos mais profundamente na filiação divina, que nos faz dizer "Abbà, Pai"  (Rm. 8,15);

- une-nos mais solidamente a Cristo;

- aumenta em nós os dons do Espírito Santo;

- torna mais perfeita a nossa vinculação com a Igreja;

- dá-nos uma força especial do Espírito Santo para difundir e defender a fé pela palavra e pela ação, como verdadeiras testemunhas de Cristo, para confessar com valentia o nome de Cristo e para nunca sentir vergonha em relação à cruz:

Lembra-te, portanto, de que recebeste o sinal espiritual, o Espírito de sabedoria e de inteligência, o Espírito de conselho e força, o Espírito de conhecimento e de piedade, o Espírito do santo temor, e conserva o que recebeste. Deus Pai te marcou com o seu sinal, Cristo Senhor te confirmou e colocou em teu coração o penhor do Espírito.

 

§ 1309 - A preparação para a Confirmação deve visar a conduzir o cristão a uma união mais íntima com Cristo, a uma familiaridade mais intensa com o Espírito Santo, a sua ação, seus dons e seus chamados, a fim de ele poder assumir melhor a responsabilidades apostólicas da vida cristã. Por isso a catequese da Confirmação se empenhará em despertar o senso da pertença à Igreja de Jesus Cristo, tanto à Igreja universal quanto à comunidade paroquial. Esta última tem uma responsabilidade peculiar na preparação dos confirmandos.