FUNDAMENTOS

01. A crisma seja administrada pelo arcebispo, dentro da santa missa, expressando assim a participação e inserção do crismando na Igreja particular.

02. Os vigários gerais, como os colaboradores próximos do arcebispo, têm delegação para administrar o sacramento da crisma. Quando houver necessidade, o arcebispo poderá delegar a outros sacerdotes a administração da Crisma (cf. CDC 887).

03. Nos casos de perigo de morte, ou na Iniciação cristã dos adultos, o presbítero deve administrar o sacramento da crisma.

04. Cada comunidade deve organizar sua equipe de agentes de pastoral do sacramento da confirmação, a qual, devidamente preparada, programará os encontros necessários.

05. Haja, para os crismandos, uma preparação especial de, pelo menos, um ano com encontros semanais, sendo que o conteúdo inclua doutrina, celebração e vivência comunitária. Pode haver adaptação da preparação para as diversas realidade e casos especiais contanto que seja apresentada a proposta à coordenação de pastoral.

06. Nesta preparação, haja momentos fortes de celebração envolvendo os crismandos, seus pais, padrinhos e a Comunidade.

07. A crisma, sacramento da maioridade cristã, quando administrada fora do rito de iniciação de adultos, seja feita preferencialmente por volta dos 15 anos.

08. "A catequese da confirmação se empenhará em despertar o senso da pertença à Igreja de Jesus Cristo, tanto à Igreja universal quanto à comunidade paroquial. Esta última tem uma responsabilidade peculiar na preparação dos confirmandos" (cf. CIC 1309).

09. A preparação para a crisma ajude os crismandos a se integrarem na comunidade, incentivando-se, entre outras atividades, o entrosamento na pastoral da juventude e na vocacional.

10. Os catequistas da crisma procurem trocar experiências, ajudando-se mutuamente, promovendo para isto encontros de nível regional para todos e, a nível de arquidiocese, para os coordenadores. Este trabalho ficará a cargo das comissões de catequese e liturgia.

11. A preparação para a crisma de jovem ou adulto, ainda não batizado, seja feita com a preparação completa para a iniciação cristã.

12. Aconselha-se que haja um padrinho ou madrinha para cada crismando. Escolham-se, para essa função, pessoas de vivência cristã e que, já tenham recebido os sacramentos da Iniciação Cristã. É conveniente que se assuma como padrinho/madrinha o mesmo que assumiu esse encargo no batismo (cf. CDC 893 e DB12).

13. Quando a celebração da crisma for realizada em tempos fortes do Ano Litúrgico, seja respeitada a liturgia do dia.

14. Para provar a administração da confirmação, anotem-se os nomes dos confirmandos, mencionando o ministro, os pais e padrinhos, o lugar e o dia da confirmação no livro a ser conservado na cúria arquidiocesana.

15. Como preparação próxima do candidato à crisma, celebre-se o Sacramento da Penitência, com atendimento individual do mesmo e pregação prévia adequada.

16. Tanto a preparação quanto a celebração do sacramento da confirmação sejam feitas, quanto possível, na paróquia ou na comunidade à qual o confirmando está ligado por vínculos de participação.

17. A preparação para o sacramento da crisma seja anunciada com boa antecedência, aproveitando-se a ocasião para uma catequese comunitária, mostrando aos fiéis o sentido, grandeza e necessidade deste sacramento, bem como seu valor para a vida cristã e apostólica na Igreja.

18. Os casos especiais, depois de discutidos com os catequistas da crisma, devem ser levados ao pároco.

19. Em se tratando de portador permanente de deficiência mental, seja administrada a crisma quando solicitada (cf. CDC 889.890.891).

20. Para que a celebração da crisma seja feita com solenidade, recomenda-se a reunião das comunidades próximas, em lugar apropriado.