CULTURA  POPULAR
E  INCLUSÃO

Segundo o teólogo Clodovis Boff: - “A formação histórica do povo brasileiro explica um traço especial, ainda que não exclusivo, da atual cultura no Brasil: - a sua forte tendência para o sincretismo. O ‘brasileirismo’ pode caracterizar-se através de uma capacidade particular pela arte combinatória, por uma arguta capacidade de misturar, de mesclar tudo, de articular o um e o múltiplo, de trabalhar com a lógica da inclusão, enfim, de privilegiar a diversidade, a variedade e a complementariedade.”

Frei Clodovis Boff - Nossa Senhora e Iemanjá, Maria na cultura brasileira Petrópolis, Vozes, 1995. p. 8

INTRODUÇÃO

Apresentamos aqui alguns pensamentos surgidos na experiência concreta da convivência com o povo.

Há quinze anos moro na antiga Colônia Sanatório de Santa Isabel, em Betim-MG. Por isso, falo dos hansenianos e do Coral dos Tangarás de Santa Isabel.

Antes, morei em Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha (MG). Durante dez anos, trabalhava na formação dos líderes das comunidades eclesiais de base, fundei o Coral Trovadores do Vale, e dediquei-me à Irmandade de Nossa Senhora dos Homens Pretos de Araçuaí. Quem pensa sobre a relação entre a cultura e a organização popular, se vê diante de uma realidade complexa. Para progredirmos na reflexão é necessária a boa colocação dos problemas desde o começo.

INCLUIR

“Inclusão” é um termo recente, que tem uma história que aqui resumimos destacando os principais conceitos usados.

Nos anos anteriores à ditadura militar, visava-se a “conscientização” dos direitos, surgiu o Movimento da Educação de Base(MEB) e Paulo Freire escreveu a “Pedagogia do Oprimido”. A cultura popular, sinônimo da identidade de um povo, é considerada um elemento básico para o desenvolvimento das comunidades e do País. Glauber Rocha e outros artistas do Cinema Novo carregaram esta bandeira; assim como vários músicos e escritores.

Depois da ditadura, continuam a conscientização e a luta pelos direitos. Intelectuais e religiosos partem do centro para a “periferia”, para viver a “inserção” em meio aos “marginalizados”. - Enquanto na Igreja acontece a chamada “opção pelos pobres”, valorizando-se a religiosidade popular, a teologia da “libertação” ainda não valoriza a cultura popular. (O mesmo fazia o socialismo de Estado, na Europa.) A irreverência do carnaval, a fartura das festas, a magia da umbanda, a paixão pelo futebol lhes pareciam estar atrapalhando a virada revolucionária. Articulam-se movimentos contra a “discriminação” do negro e da mulher. Aos poucos, os “marginalizados” passam a ser chamados de “excluídos”.

Num terceiro momento, surge maior respeito. Os “menores abandonados” são chamados de meninos e meninas de rua, os “leprosos” insistem em ser chamados de hansenianos, a “macumba” vira culto afro-brasileiro. Além disso, a luta anti-manicômio visa a volta dos deficientes mentais à suas famílias e comunidades. Rampas em prédios públicos e o acesso a próteses de boa qualidade facilitam a participação dos deficientes físicos na vida social. Os hansenianos recebem o tratamento no posto de saúde da suas cidades e as colônias são desativadas.

Inicia-se assim a era da “inclusão” que significa uma emancipação social, cultural e política.  Na minha experiência, vejo a luta do hanseniano, que visa sua integração na sociedade, a peleja do pobre do Jequitinhonha para conseguir um nível de desenvolvimento igual às outras regiões de Minas e o sonho dos negros das Irmandades do Rosário de ver a memória da escravidão e da África e a sua experiência religiosa valorizadas nas igrejas cristãs. Tudo isso faz parte da busca de uma sociedade inclusiva. Com urgência, precisamos de uma educação inclusiva.

CULTURA POPULAR

            No Vale do Jequitinhonha (MG), registrei parte da cultura popular em 15.000 folhas datilografadas. O material classificado em pastas mostra a vida do pobre do levantar ao deitar e do nascer ao morrer; e inclui, o trabalho da parteira, a vida da criança, o tempo do namoro, a religião, o amor, o lazer e a festa, toda forma de trabalho, os perigos, a defesa contra inimigos, as doenças, a sabedoria e a morte. Há cantos, histórias, rezas, provérbios e muitas entrevistas. Observamos que o povo guarda suas coisas enquanto tiverem sentido na sua vida. Para quem não é pobre, é difícil pensar a partir do pobre para compreender o porquê da reza da espinhela caída, das simpatias e de muitos outros assuntos. Mas uma coisa é certa: A cultura é vida. É o rico patrimônio dos pobres.

Outros aspectos essenciais: a cultura é vivida em comunidade e tem tudo a ver com a história de cada grupo. Importante é lembrar que a história do pobre e do deficiente não foi escrita. Isto fica muito claro no caso dos “leprosos”, nas colônias. Encontramos a história dos médicos, dos padres e das religiosas em revistas e monumentos. Não encontramos a história dos doentes(os suicídios na colônia; o que acharam dos tratamentos; quem fundou o primeiro time de futebol) a não ser na memória deles próprios.

Fora disso, é importante lembrar que a cultura brasileira não é uma coisa singular. De acordo com as classes sociais, a variedade racial e o lugar geográfico, existe uma grande diversidade de culturas.1

Finalmente: a inclusão tem tudo a ver com a maneira de se entender a sociedade brasileira como um todo. Enquanto continuar a injusta distribuição de renda, enquanto houver excluídos, enquanto existir uma alienação forçada, será difícil falar de uma cultura popular que expresse a união na diversidade do povo brasileiro. Na realidade, existem a cultura da elite privilegiada, a cultura dos marginalizados, e uma terrível cultura de massa controlada pelos poderosos donos da mídia. É necessário que sejam rompidas as correntes visíveis e invisíveis do poder econômico que condicionam nosso povo. Na opinião do músico Leonardo Sá, "o caminho alternativo não é apenas uma alternativa, mas o único espaço que nos resta. É nosso espaço real que precisamos ocupar no sentido de compromisso, de engajamento."2 Do outro lado, a cultura é elemento de transformação. Isso nos permite acreditar que, através de um difícil amadurecimento social e democrático haveremos de chegar a uma cultura que é nossa. 

OS HANSENIANOS DA COLÔNIA DE SANTA ISABEL

Na antiga Colônia de Santa Isabel e no bairro anexo Citrolândia (20.000 hab.) moram cerca de 1500 pacientes hansenianos. O hanseniano ainda é discriminado, embora estejamos convencidos que a melhoria do tratamento paulatinamente fará desaparecer a feiura dos doentes e o medo exagerado do contágio.3 Numa política assistencialista, durante 50 anos, o governo providenciava casas, tratamento, alimentos, rede de água, eletricidade e esgoto, mas tornava o doente socialmente inútil. Hoje, muitos ex-doentes e não doentes pedem esmolas por carta dizendo “estou neste triste leprosário, sem recursos, longe dos meus parentes, cumprindo a sorte que Deus me deu”. Isto chama-se “bater gato”. Desta maneira eles mesmos continuam divulgando o antigo estigma do doente confinado; e até hoje chegam em Santa Isabel as caravanas de vicentinos, espíritas e outras boas almas distribuindo roupas, alimentos e esmolas, principalmente na época de Natal. Boa parte dos pedintes não precisa destas doações. Muitos tem  3 ou 4 aposentadorias com nomes diferentes. Outro tanto prefere pedir e não trabalhar.

Pois bem, nesta mesma colônia encontramos o Movimento da Reintegração dos Hansenianos(MORHAN) que faz campanhas de esclarescimento sobre os novos remédios e sobre os direitos do doente. No dia mundial do hanseniano, a entidade organiza anualmente o “Concerto contra o Preconceito”. Além disso, mantém uma rádio comunitária. O Coral dos Tangarás de Santa Isabel, fundado em 1936, ensaia 3 horas por semana, canta música popular brasileira e religiosa. Já esteve várias vezes na TV, e seus 40 músicos doentes e não doentes pretendem ser um pedaço de uma nova sociedade, na qual o doente seja respeitado e incluído. Estamos preparando a gravação de um CD. O coral, cantando fora da colônia, representa a comunidade dos doentes e mostra a dignidade do hanseniano.Outro exemplo desta representatividade está na escola de samba "Unidos de Citrolândia", que faz parte da nossa comunidade. No carnaval de 1986, ela ganhou o primeiro lugar entre as 5 escolas de samba convidadas pela Prefeitura de Betim. Imaginem o que significa para o doente, marginalizado por defeito físico, ser premiado justamente na exibição do corpo. Ora, antes do sucesso, a escola e seus ensaios não levavam boa fama. Era aquela turma barulhenta, tropa sem vergonha etc. Após a vitória, observei o povo comentando: A escola de Samba de Citrolândia ganhou! Outros diziam: Nossa escola de samba ganhou! Alguns até falaram: Nós ganhamos!

OS POBRES DO JEQUITINHONHA

Nas pesquisas em Araçuaí (1968 - 1978), tive a indispensável companhia da amiga e artesã negra Maria Lira Marques Borges. Gravamos muitas músicas que se tornaram o repertório  do coral Trovadores do Vale. Os membros do coral são pobres, cantam músicas frequentemente gravadas com seus próprios pais. Nos anos de convivência com o grupo, vi como é difícil fazer a turma acreditar que suas músicas têm valor. É que na cidade existe um conceito de cultura que provoca no povo pobre um sentimento de inferioridade. Concretamente, fizemos uma cantoria em São Paulo. Ao verem a dança dos batuques locais aparecer na TV, algumas pessoas da alta sociedade de Araçuaí (se é que existe isso por lá) comentaram: - “Isto é só para mostrar como Araçuaí é atrasada”.  Para vencer isto dentro do coral, tivemos o apoio dos estudantes do Campus Avançado (PUC - MG/ABC Paulista) que frequentavam os ensaios com entusiasmo. O coral cantou no Programa Som-Brasil e hospedou-se no Othon Palace Hotel, em São Paulo. Em 1983, ganhou o prêmio Entidade Cultural do Estado pelo Conselho Estadual de Cultura. Gravamos um LP, etc.  Aos poucos aprendi que ajudar o povo é, em primeiro lugar, dar valor àquilo que ele já tem. Isso tentamos colocar em prática. Ninguém no Coral entende a escrita musical. Mas nós apresentamos as músicas do mesmo jeito que o povo nos ensinou.  Para cantar folia, dançar batuque, brincar de roda, nunca foi preciso conhecer a teoria musical dos conservatórios. O Coral tem um conselho eleito de seis pessoas que se mostrou capaz de enfrentar qualquer problema do grupo. A secretária faz a crônica dos Trovadores há 30 anos. É o pobre escrevendo a sua própria história. Há 23 anos saí de Araçuaí, mas vejo o grupo caminhando com as próprias pernas. Também, pudera, nunca fiz coisas que eles não pudessem fazer.

A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Araçuaí estava em vias de extinção. Tanto a Irmandade, como o grupo dos tamborzeiros estavam sem estímulo e sem liderança expressiva. Em 1977, descobri por acaso o documento da fundação da Irmandade datado em 1879. Por isso, juntei tudo o que nas pesquisas registramos sobre a cultura negra: documentos de venda de escravos na região, retratos e descrição da festa do rosário, lista cronológica de reis e rainhas, costumes dos tamborzeiros, a triste história dos conflitos entre Igreja e Irmandade etc., a fim de publicar um livro de 318 páginas para comemorarmos o centenário da Irmandade. O próprio documento da fundação da Irmandade mandei encadernar em couro e ouro para entregá-lo publicamente aos irmãos no dia da festa. A partir daquele momento, a Irmandade começou a reviver. Os Homens Pretos, vendo valorizadas  a sua história e sua cultura, descobriram-se a si mesmos. Comparo isso com o que disse Eduardo Galeano, falando dos 500 anos da chamada 'descoberta da América Latina': "Parece-me porém evidente que a América não foi descoberta em 1492, do mesmo modo que as legiões romanas não descobriram a Espanha quando a invadiram no ano 218 A.C. E também me parece  de cristalina evidência  que está em tempo de a América descobrir-se a si mesma. (...) A história oficial com seu elitismo e racismo desfigura o passado. Para que ignoremos o que podemos ser, ocultam-nos e mentem-nos o que temos sido". 4 Fato é que a Irmandade do Rosário recentemente festejou o Centenário da Abolição (1988) com uma participação popular  e uma consciência negra  vigorosa antes inimagináveis em Araçuaí. É o negro, ele mesmo, valorizando a sua cultura. O antropólogo Carlos Rodrigues Brandão, analisando 100 questionários com 28 perguntas respondidas por negros de Araçuaí há 11 anos, chama a atenção pelo fato de que a consciência de valor próprio e o conhecimento da história e da cultura estão mais fortes entre os negros organizados nos terreiros de umbanda e na Irmandade de Nossa Senhora do Rosário daquela cidade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Reforçamos a pluralidade da cultura popular e a necessidade da união na diversidade. A inclusão significa: participar.

O hanseniano integrado na sociedade não vai deixar de ser hanseniano, nem para si, nem para a sociedade.

Em muitos doentes, a exclusão prejudicou o equilíbrio emocional. Criou agressividade e carência. Encontramos hansenianos que optam pela auto-discriminação. A participação do deficiente também é ameaçada pelo assistencialismo que cria e mantém dependência. Não é fácil chegar a uma sociedade inclusiva.

Também na própria sociedade encontramos problemas. Em Santa Isabel, observamos que muitos benfeitores carismáticos em seu discurso colocam a solução dos problemas no céu, e que os espíritas colocam a causa do sofrimento do hanseniano no passado, numa outra vida, fazendo caridade para tornar-se um espírito de luz; mas não entregam seus privilégios, sendo extremamente conservadores social e politicamente. É preciso que pobres e deficientes lutem pela mudança da sociedade.

A cultura popular é vida, é dinâmica. Mas seu desenvolvimento não é um processo neutro. A história e a cultura de pobres e deficientes são pouco conhecidas na educação formal. Além disso, a massificação, a globalização, os meios de comunicação controlados por grupos interesseiros ameaçam a sobrevivência desta cultura.

Na cultura popular, a resistência poucas vezes é explícita: [tocar violão]

- Palmatória quebra dedo chicote deixa vergão Cassetete quebra costela mas não quebra opinião. (Verso de roda)

- O dinheiro de São Paulo é dinheiro excomungado Foi o dinheiro de São Paulo que levou meu namorado. (Roda)

- Esses pretos se soubessem a força que o negro tem, não atoleravam cativeiro de ninguém. (Congado)

- Os filhos dos ricos em berço dourado e Vós meu Menino, em palha deitado.  (Bendito de Natal)

Mais comum é a resistência implícita que está no própria fato da cultura existir. Explico melhor:

Enquanto as farmácias estão cheias de remédios sintéticos, a medicina popular continua usando as plantas medicinais. Enquanto o radio toca musica em inglês, continua o samba de roda, a catira, o beira-mar, o acalanto em português. Enquanto as lojas estão cheias de vasilhames de alumínio e de plástico, subsiste o uso de panelas de pedra e butijas de barro.

Muito falamos da história. Escrever a história é uma questão política. A historiografia moderna conta a história do povo e não apenas de uma elite vitoriosa. O primeiro trabalho de promoção de uma comunidade ou grupo é escrever a sua história.

E para terminar, solidarizando-me à fé dos pobres do Jequitinhonha e dos doentes de Santa Isabel, digo: “Vamos gente! O pouco com Deus é muito!”

frei Francisco van der Poel ofm

www.religiosidadepopular.uaivip.com.br/artigos.htm

NOTAS

1) Existe diversas culturas brasileiras. Segundo Alfredo Bosi, "estamos acostumados a falar em cultura brasileira, assim, no singular, como se existisse uma unidade prévia que aglutinasse todas as manifestações materiais e espirituais do povo brasileiro. Mas é claro que uma tal unidade ou uniformidade parece não existir em sociedade moderna alguma e, menos ainda, em uma sociedade de classes".( BOSI, Alfredo. Dialética da Colonização. São Paulo, Comp.das Letras, 1987. p.308.)

2) Boletim do Centro Latino-Americano de Criação e Difusão Musical. No1. 1988. Belo Horizonte. p.9.

3) Excelente análise destes preconceitos encontramos em: Abreu, Eduardo. Dr. Hanseniase,um estigma através da história. Betim, l984 (manuscrito).

4) Galeano, Eduardo. “O Jaguar Justiceiro”. In: Sem Fronteiras. Março l989. Páginas 28 e 30.

5) Marques, Maria Lira Borges. Gontijo, Altina Maria. Poel, Francisco van der. Brandão, Carlos Rodrigues. Ser Negra No Vale. São Paulo/Araçuaí. l989. (manuscrito) - pág. 92.

BIBLIOGRAFIA

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POEL, Francisco van der. O Rosário dos Homens Pretos. Edição comemorativa do Centenário da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Araçuaí. Belo Horizonte, Imprensa Oficial, 1981. 318 págs.

POEL, Francisco van der. Os Homens da Dança. Religiosidade Popular e Catequese. São Paulo, Ed.Paulinas, 1986. 56 págs