FOBIA  SOCIAL

1 - Conceito

A fobia social consiste no mesmo tipo de temor do fóbico somente que se atem às situações sociais ou atuações em público nas quais a vitima da fobia social se vê exposta diante de pessoas que não pertencem ao seu âmbito familiar.

Deste modo, sofre diante de situações comuns como falar em público, assistir reuniões sociais, tomar refeições em companhia de terceiras, etc.

Não pode ser confundido esse sintoma com a timidez. Uma pessoa tímida pode ter medo de falar em público mas não experimenta a sensação de ansiedade que sofre o que padece de uma fobia.

Uma pessoa afetada de fobia social pode sentir-se totalmente a vontade com outras pessoas na maior parte do tempo porém de uma hora para outra pode sentir uma profunda ansiedade

Este tipo de fobia, a diferencia das específicas, e costuma aparecer na adolescência ou na meia idade, e em alguns casos entre a adolescência e a meia idade

Os investigadores descobriram que um progenitor com fobia social ou outros transtornos psicológicos, assim como certos tipos de comportamento parental como rejeição, proteção excessiva, parecem contribuir no desenvolvimento da fobia social.

A fobia social ou ansiedade social é um, problema que se propaga nos Estados Unidos, e se calcula que afeta 15 milhões de pessoas.

A fobia social produz uma incapacidade nas relações sociais e profissionais inclusive em pessoas jovens e esta pode associar-se muitas vezes a outros estados clínicos como a depressão ou consumo de drogas".

Na Espanha em estudos recentes feitos no Institut Universitari Dexeus de Barcelona. aponta que um em cada dez habitantes apresenta algum tipo de fobia o medo irracional diante um determinado estímulo ou situação externa porém as. mais freqüentes são a fobia social e a agorafobia.

A pesquisa diz que "o fóbico social" tem um temor extremo a cair no ridículo em situações sociais.

TIPOS DE FOBIA SOCIAL

Existem dois tipos de fobia social: fobia social geral e fobia social "específica"

O fóbico social se preocupará em tornar-se o centro de atenção de outras pessoas em qualquer situação que se encontre passará a ficar preocupado como os outros o encaram para ver o que está fazendo

Exemplos: passará a se preocupar ansiosamente como as pessoas o vêm preocupando-se inclusive de comer ou beber em público Encontrará dificuldade para entrar em lojas, restaurantes, lanchonetes, ou poderá sentir forte aversão num vestiário em que se encontrem outras pessoas de tirar a roupa para colocar um maiô ou sunga para desfrutar o lazer de uma praia ou piscina

Também é possível que seja difícil dirigir-se a seu chefe ou colegas incluso quando realmente tem necessidade de efetuar o encontro.

Nas festas encontra grande dificuldade vacilando em entrar em locais que se encontram duas ou mais pessoas, e sendo portador de fobia social então recua radicalmente em tal enfrentamento achando ou justificando que tem claustrofobia(vide glossário) Quando finalmente consegue entrar sendo portador de fobia social achará que estão todos acompanhando seus passos observando-o e criticando-o.

Muitos então usam o expediente perigoso de ingerirem antes bebida alcoólica. Com freqüência cria-se um condicionamento de consumir alguma bebida alcoólica para facilitar o enfrentamento das situações tão temidas. consumindo antes do evento altas doses achando que vai ficar relaxado para poder desfrutar a situação.

Fobia social "específica"

É uma fobia particular que afeta pessoas que por sua profissão ou modo de vida têm que ser inevitavelmente centro de atenção do público.

A fobia social específica somente causa problemas quando sucede na atividade profissional tais como professores, sacerdotes, vendedores, atores, políticos etc.

As pessoas portadoras desse tipo de fobia podem relacionar-se com as demais sem maior problema, porém quando se encontram numa situação de ter que falar em público ficam muito ansiosos, transpiram muito, as mãos ficam frias, o rosto enrubesce, perdem o fio da idéia e chegam a ter dificuldades de pronunciar palavras tendo crise de dispnéia isto é dificuldade na respiração ou outros chegam a emudecer por completo.

Este tipo de transtorno pode afetar inclusivamente pessoas que estão acostumadas a falar em público e que o fazem regularmente.

A crise pode se agravar nos casos de serem acometidos de alguma dificuldade que torna-se difícil de falar em público e lhe são feitas perguntas do tipo: "O que aconteceu com você?"

Sendo a vitima portadora de fobia social ficará demasiadamente preocupada de ser considerada ridícula perante os outros sendo acometida de grande ansiedade antes de enfrentar situações que considera temerosa.

O grau de exigência aumentará passando a ser portador de um perfeccionismo exagerado revisando, com grandes detalhes aquilo que passa a considerar muitas vezes fantasiosamente que poderá colocá-la em apuro. A ansiedade se tornará tão aguda que torna-se incapaz de dizer o que deseja.

Depois que tudo terminou passará a se preocupar com o acontecimento iniciando a fase de auto critica aumentando os índices de auto exigência Teme que os outros percebam que está preocupado e o que realmente acontece é o aumento de tensão que faz transparecer que está preocupado.

A preocupação passa a ser a partir de tal comportamento a sua perigosa companheira, ou em outras palavras o seu grande inimigo.

As pessoas que sofrem destes tipos de fobia social, e passam a psicossomatizar una serie de sintomas físicos já descritos, isto é a boca fica muito seca, a transpiração é abundante, as palpitações são intensas com batimentos rápidos e irregulares, a diurese é intensa acompanhada de desarranjo intestinal.

Outras pessoas passam a ter sintomas mais evidentes como enrubescer ou sofrer palidez, gaguejar, sofrer de intensos tremores nas pernas e nas mãos, a respiração torna-se ofegante e rápida, com a sensação de adormecimento ou formigamento nos dedos, mãos e pés. Estes sintomas em si mesmos, podem ser tão alarmantes fazendo que a ansiedade piore consideravelmente.

Em algumas ocasiões, os sintomas de ansiedade podem finalizar em ataque de pânico, de curta duração isto é por alguns minutos no qual o paciente passa a ter uma ansiedade assustadora com a sensação de terror e perda de controle, chegando inclusivamente a pensar que está ficando louco ou que vai morrer. Tais sensações desagradabilíssimas chegam a atingir o ápice e passam rapidamente, deixando a pessoa com grande cansaço e debilidade.

O pior é que as pessoas que cercam a vítima acham que tudo o que ela está sentindo é "frescura".

Embora estes ataques são muito alarmantes passam sem deixar seqüela fica porém um terrível registro que a qualquer momento pode se repetir, tornando a sua vitima numa constante expectativa ansiosa que a qualquer momento vão se repetir tão assustadores sintomas de pânico.

O grande sofrimento que a fobia social causa à vitima é ver que os outros podem viver uma vida sadia e destemida e ela não.

Também prevalece na mente do fóbico social que os outros o achem tedioso preocupando-se muito com o julgamento que fazem da sua imagem.

O fóbico social é muito suscetível e receia molestar outras pessoas mesmo quando for necessário. Vive em constante depressão e com lamentações sempre em torno da infelicidade mesmo não sendo essa verdadeira.

O fóbico social cria o seu estranho mundo de esquisitices privando-se e também os seus familiares de muitos momentos agradáveis.

Ficam amolados em visitar o colégio de seus filhos, de comparecerem a festas escolares ou sociais, ir às compras inclusive fugindo de qualquer oportunidade que surja em termos de promoção no trabalho mesmo quando são capazes de ocupar um posto de maior responsabilidade.

O grande pesadelo do fóbico social é sobre o juízo de valor que os outros farão de si.

Os que têm fobia social principalmente os do sexo masculino, tem dificuldades para estabelecer relações duradouras quer afetivas sentimentais como sociais.

A freqüência de fobia social grave entre o sexo masculino é de 1 a 2% e de 2 a 3% do sexo feminino.

Alguns fóbicos sociais ficam tão transtornados pelo sofrimento que tornam-se vulneráveis a virem sofrer de depressão de caráter grave.

O condicionamento mental do fóbico social é tão forte que evita locais onde é freqüentado por muitas pessoas que depois passa a desenvolver medos e de forma constante evita lugares de mesmo teor mesmo sem a freqüência de pessoas, não tendo mais condições de sair de casa desenvolvendo assim a agorafobia.

Muitos passam a consumo abusivo de álcool, fármacos sem prescrição médica, drogas pesadas tais como cocaína tornando- se com o tempo adictos isto é dependentes de drogas.

Uma observação curiosa de se salientar é o fato de que apesar do grande sofrimento psicossomático que os fóbicos sociais sofrem e a grande ansiedade de que são portadores e de seus ataques de pânico, as pessoas com fobia social não parecem ter mais ataques de coração em relação a outras pessoas que não são portadoras de fobia social e da síndrome do pânico.

São desconhecidos o agentes etiológicos da fobia social Alguns estudiosos admitem que poderia ser devido a fase normal de timidez que geralmente as crianças atravessam entre os 3 e os 7 anos.

Os fóbicos sociais podem ser ajudados de varias formas, cujos métodos podem ser empregados independentemente ou em conjunto segundo as necessidades individuais de cada paciente.

3 - Auto-ajuda

Para uma pessoa tímida por natureza pode ser dada através de cursos de eficiência pessoal destinados a aumentar a autoconfiança e assertividade

Exercícios de relaxação

Podem ajudar o fóbico social a sentir-se geralmente menos ansioso. Psicoterapia

É recomendável porque orienta os padrões de vida do portador dos sintomas a diminuir a tensão e a procurar grupos amigos que ajudam muito o fóbico recupera a sua auto confiança

Prática do "feed-back"

É recomendável porque a pessoa se auto avalia praticando num vídeo traçando assim uma idéia do que está fazendo e a impressão que poderá causar nos demais.

A terapia de exposição

Consiste em ajudar a pessoa a relaxar-se quando se encontra na situação que considera ameaçadora. Uma das terapias de exposição e é conhecida como "inundação" em que o paciente aprende primeiro como relaxar-se numa situação conflitante, e a seguir se situa numa situação que normalmente o preocuparia, como por exemplo um salão abarrotado de pessoas. Daí é ajudado a relaxar-se até que sua ansiedade desapareça, no qual acontece em poucos minutos.

Terapia cognitiva.

Baseia-se no fato que as coisas que pensamos condicionam nosso estado de animo. Com freqüência ficamos nervosos em razão do modo que pensamos. Este tipo de tratamento ajuda a mudar a forma como as pessoas pensam de si mesmos e dos demais. Exemplo: quando surge um silêncio durante uma conversação, o fóbico social pensará que por sua causa estabeleceu-se o silêncio e começará a sentir-se ansioso. Na terapia cognitiva, o terapeuta lhe mostrará que o mais provável é que a outra pessoa ficou sem assunto, uma forma muito mais realista e menos preocupante de pensar sobre a situação.

Tratamentos farmacológicos.

Por antidepressivos que buscam estabilizar a ansiedade e o pânico, com dois inconvenientes: a melhora pode demorar e o paciente pode se tornar um dependente do fármacos além de fazerem diminuir a pressão arterial no qual pode gerar no paciente uma sensação de fraqueza

Alguns alimentos como queijos salgados, cervejas e vinhos tintos, chocolates, podem gerar perigosas reações hipertensivas, de forma que os pacientes que tomam este tipo de fármacos devem fazer dietas rigorosas nas quais surgem os alimentos citados. Os antidepressivos clássicos não parecem dar resultados eficientes na fobia social.

Os antidepressivos mais recentes têm dado resultados mais alentadores no tratamento da fobia social, embora possam provocar dores de cabeça e tonturas nas primeiras semanas de tratamento.

Mais uma vez convém salientar que os fármacos são aditivos e que não ajudam quando o seu consumo é de longo prazo.

A fobia social é outro elemento das anomalias da ansiedade.

Rebatizado atualmente como "ansiedade social", se trata de medo desmedido a ser avaliado, assim como o fato de ser o centro das atenções de outros, fato que se presta a uma fácil confusão com a timidez.

A diferença é que a pessoa tímida somente sente-se incomodada quando esta com outras, porem nem sempre evita com ansiedade estas situações.

Por outro lado o fóbico social não é necessariamente tímido.

Este problema, pode surgir em 14% das pessoas, e se apresenta geralmente na infância ou na adolescência e pode persistir toda a vida.

A gravidade é que a vertente do mal na maioria das vitimas desemboca no alcoolismo ou na drogadição.

A obsessão compulsiva, atinge limites extremos já que pode culminar em suicídio.

A compulsão em realizar sempre os mesmos rituais reiteradamente, a vitima passa a sofrer uma sensação de angustia e de pressentimentos negativos. Desta forma perde horas lavando as mãos ou percorrerá o mesmo caminho centenas de vezes.

A ansiedade enganosamente o induz a recorrer ao álcool, com os conseqüentes agravamentos digestivos, ou cardiológicos. Por outro lado, os ataques de pânico são situações particulares porém podem surgir em todos os transtornos de ansiedade, e chegam a ser mais uma reação.

As pessoas com predisposição sofrem um acontecimento que vai desde a morte de um ente querido até o fato hasta agachar-se bruscamente que desencadeiam uma série de sintomas como palpitações ou falta de ar.

Com o tempo ou mesmo concomitantemente, aparece a crise de pânico: embora geralmente a sua duração é de poucos minutos.

Os tremores se apossam da vitima e pensa que vai descontrolar-se e perderá a razão o que a mantém em estado de desespero constante.

Um dos transtornos de ansiedade mais traumático é a agorafobia. mais freqüente no sexo feminino em relação ao sexo masculino, marcado por um temor de distanciar-se de casa ou andar pela rua sem companhia. Se encontra intimamente relacionado com o pânico, ja que em muitos casos o agorafóbico sente terror de sofrer uma crise em lugares públicos, o que paulatinamente o vai confinando a ficar fechado em casa.

Quando a vítima se vê forçada a sair para um cinema ou restaurante, procura ficar próximo a porta de saída para poder fugir caso venha a ter uma crise.

Poucos são os portadores de crise de agorafobia que vão a um especialista e ai começa uma via cruci indo de médico em medico, fazem inúmeros exames e nada é constatado.

As estatísticas de entidades psiquiátricas demonstram que 32% das vítimas correm ao cardiologista por apresentarem hipertensão arterial ou problemas cardiológicos, 19% recorrem ao endocrinologista; e 9% a médicos de transtornos respiratórios e 8% ao dermatologista. O demais recorrem a ginecologia, urologia e outras especialidades. De forma que existem pessoas que passam 20 ou 30 anos de sua vida sofrendo verdadeira paralisia emocional dependendo dos outros, evitando movimentar-se para desfrutar a vida privados de liberdade.

Em síntese a fobia social ou os ataques de pânico não podem ser controlados pelo paciente Como então se pode livrar-se deles?" A resposta correta é: somente através de tratamento.

Roque Theophilo