IDENTIDADE  E  ESPIRITUALIDADE  DO  PRESBÍTERO

"Mediante a consagração sacramental, o presbítero é configurado a Jesus Cristo enquanto Cabeça e Pastor da Igreja. Graças a esta consagração, operada pelo Espírito na efusão sacramental da Ordem, a vida espiritual do presbítero fica assinalada, plasmada, conotada por aquelas atitudes e comportamentos que são próprios de Jesus Cristo Cabeça e Pastor e se compendiam na sua caridade pastoral. Jesus Cristo é Cabeça da Igreja, seu Corpo. E "Cabeça" no sentido novo e original de ser "Servo", segundo a suas próprias palavras: "O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a própria vida em resgate por todos" (Mc. 10,45). O serviço de Jesus atinge sua plenitude com a morte na cruz, ou seja, com o dom total de si mesmo, na humildade e no amor: "Despojou-se a si próprio, assumindo a condição de servo e tomando-se igual aos homens; aparecendo em forma humana, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte e morte de cruz"(Fl 2,7-8). A autoridade de Jesus Cristo Cabeça coincide, portanto, com o seu serviço, o seu dom, a sua entrega total, humilde e amorosa pela Igreja. E tudo isso em perfeita obediência ao Pai: Ele é o único verdadeiro Servo Sofredor, conjuntamente Sacerdote e Vítima" (PDV 21).

A PDV afirma que o presbítero é sacramento, epifanía, ícone, transparência de Cristo Pastor (cf. PDV 15, 21, 22, 25, 49, 72). Utiliza vários verbos para explicar o ser e o agir presbiteral:

FORMA

COM-FORMAR    Sacramento de Cristo Pastor na ordem do SER
TRANS-FORMAR

Trata-se de um processo de conformação, isto é, "cristificar-se", mudar a forma para transformar-se, identificar-se com Cristo Pastor, chegar a "ter os mesmos sentimentos e atitudes de Cristo" (Fl. 2,5). "Para mim viver é Cristo" (Fl. 1,21). "A semelhança é a medida do amor" (Charles de Foucauld). O sacramento da Ordem atinge ontologicamente a pessoa do presbítero, toma conta dele a partir do seu ser mais profundo.

FIGURA

COM-FIGURAR    Revela o Cristo Pastor através do AGIR
TRANS-FIGURAR

A figura denota exterioridade, relaciona-se com o agir. Percebe-se a forma a partir das manifestações exteriores. Os gestos, as atitudes, as palavras e o comportamento do presbítero devem ser sinais sacramentais do Cristo Pastor, revelação do caráter indelével que o sacramento da ordem imprime nele. Por isso, a caridade pastoral constitui a "alma e a forma" do ministério presbiteral e também a marca registrada da espiritualidade do presbítero diocesano.

1. BREVE MEMÓRIA HISTÓRICA DO MINISTÉRIO PRESBITERAL

O que aconteceu com a figura do presbítero e por que hoje perguntamos sobre a sua identidade? Alguns flaches sintéticos ajudam-nos a entender a evolução da imagem do presbítero no decurso da história:

1. "Martirialitas": a característica principal dos cristãos e, de um modo especial, dos líderes da Igreja nos três primeiros séculos, foi o martírio. Para receber o Batismo o catecúmeno devia manifestar predisposição para enfrentar o martírio da forma como ele viesse. E quem era escolhido pela comunidade para exercer algum ministério tomava-se ainda mais visado pelos perseguidores. Os primeiros santos da Igreja são quase todos mártires à semelhança do nosso divino Fundador.

2. "Regalitas": quando o cristianismo deixou de ser perseguido para se tomar religião oficial do Império Romano, a Igreja começou a aceitar privilégios e honrarias. Ela mesma foi se tornando uma "senhora imperial" (monárquica). As principais autoridades eclesiásticas assumiram atitudes e comportamentos de senadores, príncipes e reis. Esse modo de exercer o ministério conduziu a um beco sem saída, mas na medida em que os regimes de cristandade foram desaparecendo, a "regalitas" foi sendo eliminada.

3. "Magisterialitas": o ministro ordenado é homem do saber, faz parte da elite instruída e culta, tem a pretensão de conhecer e saber tudo (magis-stare) através do domínio da "suma teológica". Hoje, porém, o ministro exerce a missão profética de outra forma, pois o "saber tudo" ultrapassa sua competência e possibilidades humanas. Além do mais, aquele que tem autoridade (o maior) deve tornar-se o menor (minus-stare), o servidor de todos. Por isso, a forma de exercer o ministério como "magisterialitas" também foi superada. Pode-se também dizer que o termo ministro vem de "minor" e "mister"(oficio) significando "aquele que faz o menor serviço" ou, no sentido evangélico, que presta serviço sobretudo aos pequenos, aos excluídos. Na ótica do Reino, conforme a prática de Jesus, "os últimos devem ser os primeiros.

4.  "Sacerdotalitas": o ministro ordenado é acima de tudo sacerdote, "sacer dos", isto é, homem do sagrado, executor dos serviços religiosos, intermediário entre Deus e os homens. Esta concepção sacerdotal agregou muitos elementos do judaísmo e do paganismo. O candidato recebia uma formação que o isolava do convívio com as pessoas e o segregava da sociedade Vivia uma espiritualidade mais identificada com a dos os monges do que com a dos cristãos batizados, com os quais devia conviver para melhor poder evangelizar. A sociedade secularizada colocou em crise este modelo, embora ainda persista em muitos que não conseguiram superar a espiritualidade dualista e a pastoral meramente sacramentalista.

Onde estamos? Até a metade do século passado, o padre tinha sua identidade uniforme e estereotipada que podia ser reconhecida em qualquer parte do mundo: o uso da batina, a oração do breviário, a missa em latim, os idênticos ritos sacramentais, a autoridade inquestionável. O Concílio Vaticano II, novo Pentecostes, provocou uma revolução copernicana no seio da Igreja e nas relações com o mundo contemporâneo.

Do Vaticano II herdamos 16 documentos e um espírito novo. A letra pode envelhecer, mas o Espírito vivifica: "Pois a letra mata, mas o Espírito comunica a vida" (2 Cor. 3, 6). O espírito do Concilio pode ser sintetizado cm três palavras: aggiornamento, fidelidade aos sinais dos tempos, diálogo em três direções: com o mundo contemporâneo, com os irmãos separados (ecumenismo) e com os pobres (Medellin, 1968). "A Igreja deve ser a casa de todos, mas principalmente a casa dos pobres" (João XXIII). Na caminhada pós-conciliar, a identidade dos presbíteros foi assumindo novas configurações na fidelidade ao espírito do Vaticano II e aos seus desdobramentos na América Latina. Por isso, não nos deve causar estranheza que os padres tenham sido os primeiros a entrar em crise de identidade e muitos tenham deixado de exercer o ministério.

1. 1960 a 1970 - Igreja, quem és? O que dizes de ti mesma?

A Igreja nasce da Trindade Santa e se constitui como Povo de Deus. A Lumen Gentium destaca a igualdade fundamental dos seus membros a partir do Batismo que toma todos cristãos partícipes da missão profética, sacerdotal e pastoral de Jesus Cristo. Presbítero, quem és? A "Presbyterorum ordinis" procura apresentar a identidade do presbítero a partir do novo modelo de Igreja. Num dos melhores comentários sobre o presbítero que emerge do Vaticano II, o teólogo Severino Dianich, no livro "Teologia do Ministério Ordenado", o descreve despojado das vestes sagradas, das insígnias, dos privilégios e de poder sobre a sociedade civil. Não se lhe reconhecem "vicarias divinas" nem títulos altissonantes como "alter Christus", "sacerdos in aeternum".

As principais tentativas de superação da crise foram:

1. Busca de posição e influência social através da conquista de diplomas para garantir uma profissão civil qualificada e bem remunerada;

2. Casar-se para deixar de ser considerado estranho e levar uma vida normal como qualquer cidadão e membro de Povo de Deus; 3. Aprofundar a própria identidade a partir das orientações do Vaticano II e da sensibilidade aos "sinais dos tempos". Em 1967 Paulo VI publicou a 2 encíclica "Sacerdotalis caelibatus". Em 1968 aconteceu a Conferência de Medellin para aplicar o Vaticano ii à América Latina. A evangélica opção pelos pobres e pelas CEBs restituíram credibilidade à Igreja e ajudaram os presbíteros a descobrir seu espaço na Igreja e na sociedade. Em 1971 o Sínodo dos bispos teve como tema "o ministério dos presbíteros e a justiça no mundo". A luta pela justiça é assumida como dimensão integrante da evangelização e amplia a missão dos presbíteros na Igreja e na sociedade.

2. 1970 a 1980 - Presbítero, o que fazes?

Que serviço prestas ao mundo? Dez anos apos o término do Vaticano II realizou-se o Sínodo dos Bispos sobre a evangelização. Dele resultou a Evangelii Nuntiandi (1975), carta magna sobre "a evangelização no mundo contemporâneo". Percebe-se a extraordinária influência desta exortação pós-sinodal pelas vezes em que é citada no documento de Puebla (1979) e nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. A EN confirma a caminhada das CEBs, da opção pelos pobres, da teologia da libertação, da evangelização inculturada. Não há evangelização sem libertação, sem ação transformadora das pessoas e das estruturas sociais.

A prioridade absoluta da Igreja passa a ser a evangelização. Presbítero, onde te colocas? Dentro da Igreja toda evangelizadora e ministerial, o presbítero não é "a síntese dos ministérios", mas o "ministério da síntese", da animação e coordenação dos carismas e ministérios dos cristãos. Na Igreja "comunidade - carismas e ministérios" supera-se a oposição criada pelo binômio hierarquia X leigos. O presbítéro não se situa acima, mas no âmbito da comunidade dos discípulos e discípulas de Jesus. O sacerdócio comum é anterior e mais abrangente que o sacerdócio ministerial. O ministério ordenado está a serviço do sacerdócio de todos os batizados. Por isso, na Lumen Gentium, o capítulo sobre a hierarquia vem depois do capítulo sobre o povo de Deus.

3. 1980 a 1990 - Presbítero, como vives?

O que sustenta teu ministério? Surge a necessidade da espiritualidade. Solicitados pelas inúmeras comunidades que exigem sua presença mais constante e pelas pastorais e movimentos que cobram o acompanhamento do presbítero, corre-se o risco de cair no ativismo, tomar-se funcionário do sagrado, burocrata da instituição. Por isso fez bem imenso a chamada de atenção da CNBB: "O êxito da evangelização depende, em grande parte, da espiritualidade e da mística de quem evangeliza" (CNBB Doe 45, n. 186). Ainda trazemos resquícios de etapas anteriores em que rezáva-se muito, mas se possuía pouca espiritualidade. Confundia-se espiritualidade com práticas de piedade de tipo devoeional, às vezes não muito evangélicas.

O   Concílio Vaticano II e a secularização colocaram em crise as práticas de piedade e demorou-se algum tempo para se encontrar uma sólida espiritualidade para substituí-las. Levamos algum tempo para entender e colocar em prática a espiritualidade da "caridade pastoral" proposta pelo Vaticano II na "Presbyterorum ordinis".

4. 1990 a hoje - Presbítero, qual o sentido de tua vida e missão? De quem és sinal?

A Conferência de Santo Domingo (1992) assumiu a nova evangelização com acento na inculturação do Evangelho, no protagonismo dos leigos e na promoção humana. A exortação pós-sinodal "Pastores dabo Vobis" (1992), colhendo a reflexão do Sínodo sobre "a formação dos presbíteros nas circunstâncias atuais" (1990) e do magistério da Igreja desde o Vaticano II apresenta uma síntese completa, harmoniosa e profunda da doutrina do presbiterado e nos ajuda a responder esta questão: Presbítero, de quem és sinal?

"Certamente, há uma fisionomia essencial do presbítero que não muda: o padre de amanhã, não menos que o de hoje, deverá assemelhar-se a Cristo.(...) Jesus ofereceu em si mesmo o rosto definitivo do presbítero, realizando um sacerdócio ministerial do qual foram os apóstolos os primeiros a ser investidos; aquele é destinado a perdurar, a reproduzir-se incessantemente em todos os períodos da história" (PDV 5). Na Igreja mistério, comunhão e missão (cf PDV 16) o presbítero é sacramento do Cristo Cabeça, Pastor, Servo e Esposo da Igreja. O acento não recai na ação, mas no ser sinal sacramental. As configurações anteriores (martirialitas, regalitas, magisterialitas, sacerdotalitas), em parte corretas, porém parciais, são reassumidas e reinterpretadas sob a 3 sacramentalidade do Cristo Pastor. Passamos da razão instrumental (mãos para agir) para a razão simbólica (coração para significar-amar). A razão instrumental acentua o fazer, as atividades, os resultados, a eficiência. A razão simbólica, sem menosprezar a ação, concentra-se na qualidade do testemunho, na espiritualidade que sustenta a missão, na mística que anima a militância. Redescobre-se o que significa ser luz, sal, fermento na massa.

Na espiritualidade da caridade pastoral, em sua dupla vertente, amor apaixonado à pessoa do Bom Pastor e amor-serviço aos irmãos e irmãs que Ele confia ao presbítero, encontra-se o caminho para superar o ativismo, a dispersão e unificar as múltiplas e diversificadas atividades do seu ministério. Além disso, no próprio exercício do ministério encontra-se a fonte principal da espiritualidade presbiteral (cf PO 12): ensinando, o presbítero também escuta e aprende; pregando a Palavra, toma-se discípulo e evangelizado (cf. PDV 26); celebrando com o povo, reza e se santifica; servindo e coordenando a comunidade, descobre os carismas, confia ministérios, toma realidade o protagonismo dos leigos; realizando todas atividades com "os sentimentos de Jesus" e conduzido pelo Espírito Santo, toma-se sacramento e epifania do Cristo Bom Pastor (cf. PDV 15).

Podemos sintetizar em quatro chaves fundamentais a identidade do presbítero:

- Chave da sacramentalidade: presbítero sacramento do Cristo Pastor.

- Chave da ministerialidade: seguidor do Mestre-Servo que lava os pés dos discípulos; "minus-stare" significa estar aos pés para servir; não ceder à tentação dc "magis-stare", colocar-se acima porque sabe mais e tomar-se arrogante, autoritário.

- Chave da relacionalidade: presbítero é um homem de relação e de diálogo, que sabe acolher, escutar, aconselhar, reconciliar, buscar o consenso.

- Chave da totalidade: homem marcado ontologicamente pelo sacramento da Ordem consagra inteiramente o seu ser e o seu agir ao Cristo Pastor e aos irmãos e irmãs que Ele confia ao seu amor pastoral.

À luz da "Pastores dabo Vobis", a CNBB realizou ampla revisão das "Diretrizes Básicas da Formação dos Presbíteros" (CNBB doc. 30, 1980). A 320 Assembléia Geral, em 1994, após acurada preparação e atenta discussão, aprovou por unanimidade o novo texto. A Congregação da Educação Católica, a 10 de maio de 1995, aprovou as Diretrizes Básicas, com algumas modificações. Foram promulgadas pela CNBB e passaram a vigorar a partir de 01 de agosto de 1995.

Nossas Diretrizes Básicas procuram traçar um "perfil" do novo presbítero que vale a pena confrontar com as quarto "chaves" citadas acima.

"É igualmente certo que a vida e o ministério do sacerdote se deve adaptar a cada época e a cada ambiente de vida" (PDV 5). As circunstâncias atuais levam a ressaltar, especialmente no Brasil, algumas qualidades que a missão do presbítero exige:

- a prioridade da tarefa da evangelização, o que acentua o caráter missionário do ministério presbiteral nesta hora;

- o testemunho pessoal de fé e de caridade, de profunda espiritualidade vivida, de renúncia e despojamento de si;

- a capacidade de acolhida a exemplo de Cristo Pastor que une a firmeza à ternura, sem ceder a tentação de um serviço burocrático e rotineiro;

- a solidariedade efetiva com a vida do povo, com especial sensibilidade para com os pobres, os oprimidos, os sofredores, em fidelidade à caminhada da Igreja na América Latina;

- a capacidade de diálogo com todos, também com aqueles que pertencem a tradições culturais e religiosas diferentes, no respeito à pluralidade;

- a maturidade para enfrentar os conflitos existenciais que surgem do contato com um mundo ainda não impregnado pelo Espírito do Evangelho"(DBFP 19).

Este perfil completa-se com aquele que o cardeal Aloísio Lorscheider apresentou na manhã de espiritualidade do 90 Encontro Nacional de Presbíteros, em Itaici - SP, de 01 a 06 de fevereiro de 2002. Numa das meditações, dom Aloísio respondeu esta pergunta: "Como deve ser o presbítero no Brasil hoje?

Ele não deve jamais ser um dominador ou explorador; deve ter grande carinho e dedicação para com o povo, tão pouco considerado e tão massacrado.

O padre deve escutar mais e falar menos. Ele não deixa de ser aquele que deve ensinar, mas também não deixa de ser o discípulo que deve sempre aprender. Ele evangeliza, sem deixar, porém, de se evangelizar. Não levar ao povo receitas prontas. Não ser professor, mandante ou feitor, mas sempre amigo, irmão, aberto para o povo, vivendo no meio dele, ouvindo seus problemas e angústias, com ele procurando as respostas à luz da Palavra de Deus;

A celebração dos sacramentos não seja simples administração. Os sacramentos devem ser para o povo gestos salvadores, gestos que curem as feridas do povo; gestos libertadores, gestos que dêem liberdade aos cativos; gestos que expressem o ano da graça do Senhor;

Como pastor, o presbítero deve ir à frente das ovelhas (por sua doação, disponibilidade, amor fraterno, prática da justiça, verdade, solidariedade), conhecendo-as e sendo por elas conhecido (não só tomar conhecimento do sofrimento do povo, mas engajando-se, compadecendo, fazendo-se tudo para todos) e dando a vida pelo povo (morrendo todos os dias no cumprimento do seu ministério: "o meu cansaço a outros descanse").

O padre revestido da "exousia" (poder) de Jesus Cristo pelo sacramento da Ordem, não será comandante, mas animador da comunidade, inteiramente disponível, totalmente a serviço. Ele recebeu "poder" para ser o servo de todos - Servo de Javé, Pastor que se consagra na verdade (Jo 17,19). E preciso caminhar com o rebanho, mais no meio do que à frente, cuidando para não obscurecer em nada a figura do grande e verdadeiro Pastor, Jesus Cristo. É assim que o "alter Christus" adquire outra fisionomia (servo-pastor);

O presbítero seja homem de oração: interiorizar a Palavra de Deus dentro do contexto em que vive e exerce o ministério, para, com humildade e simplicidade, comunicá-la de modo vivo e vivido ao povo. O ponto culminante da Palavra de Deus seja a celebração eucarística. A Eucaristia é a Páscoa da Nova Lei. A páscoa da Antiga Lei recordava a saída dos filhos de Israel do Egito. Mais do que a páscoa da Antiga Lei, a Páscoa da Nova Aliança deverá ser a arrancada constante do povo de Deus para a autêntica libertação em Jesus Cristo;

A vida do padre seja simples, pobre e austera. Apascentar o rebanho de Deus não forçado, mas de boa vontade, como um irmão entre os irmãos, não por lucro sórdido, mas com prontidão de ânimo, não como tirano que domina sobre o seu fendo, mas como modelo para o rebanho (1 Pd. 5.2-4). Não dominador da fé do povo (cf 2 Cor. 1,24), mas colaborador da sua alegria e esperança (Rm 12,12) REB 246 (abril 2002) pag. 305 – 306.