Confrei

symphytum officinale

Partes usadas: rizoma, raízes e folhas.

Família: Borragináceas.

Características: É constituída de folhas lanceoladas e ásperas. A coloração de suas flores varia de brancas, rosadas ou violáceas. Também é conhecido como capim-roxo-da-rússia, erva-de-cardeal.

Dica de cultivo: Adapta-se bem a solos pouco ácidos e bem drenados. O plantio é feito por divisão de touceiras, em qualquer época do ano.

Preparo e dosagem: 

  • Cataplasma e banhos locais: várias vezes ao dia.

  • Emplasto: esmagar folhas em água morna e colocar diretamente sobre ferimentos (cicatrizantes), lavar e repetir 2 vezes ao dia. No caso de contusões e inchaços colocar o emplasto dentro de um pano antes de aplicar.

  • Tintura: 1 parte de sumo das folhas em 5 partes de álcool, preparar pomadas e ungüentos.

  • Outros usos: foi muito utilizada como forrageira, pelo alto teor de proteína e excelente produção de massa verde.

Princípio ativo: Possui alto teor de proteína, cálcio, ferro, simpetina, sais minerais, vitaminas, colina, consolidina, fósforo, etc.

Propriedades: Cicatrizante, tônico, depurativo, antiinflamatório, adstringente e analgésico.

Indicações: Suas folhas e raízes, usadas para uso externo, agem como cicatrizantes nas contusões, ferimentos, reumatismos e tromboflebites. Utilizando para favorecer o crescimento de tecidos novos em ulcerações, feridas e cortes, fraturas e afecções ósseas (onde age como indutor da produção calcárea).

Toxicologia: Evitar o uso interno, pois produz irritação no fígado e estômago.Seu uso prolongado é cancerígeno.

Existem referências que tratam da presença de alcalóides cancerígenos no confrei, principalmente em folhas jovens. O uso externo sobre feridas pode promover rápida cicatrização externa, sendo que o processo inflamatório pode continuar internamente. A absorção dérmica, das substâncias tóxicas, parece não ser significativa.