SOBRE  AS  IMAGENS

São Gregório de Nissa († 394)

"O desenho mudo sabe falar sobre as paredes das igrejas e ajuda grandemente"(Panegírico de são Teodoro, PG 46, 737d). São Gregório Magno († 604), Papa e doutor da Igreja, a Sereno, bispo de Marselha: "Tu não devias quebrar o que foi colocado nas igrejas não para ser adorado, mas simplesmente para ser venerado. Uma coisa é adorar uma imagem, outra coisa é aprender, mediante essa imagem, a quem se dirigem as tuas preces. O que a Escritura é para aqueles que sabem ler, a imagem o é para os ignorantes; mediante essas imagens aprendem o caminho a seguir. A imagem é o livro daqueles que não sabem ler" (Epístola XI 13 PL 77,1128c).

São João Damasceno († 749)

"O que a Bíblia é para os que sabem ler, a imagem o é para os iletrados".(De imaginibus I 17 PG 94, 1248 c) "Antigamente Deus, que não tem corpo nem face, não poderia ser absolutamente representado através duma imagem. Mas agora que Ele se fez ver na carne e que Ele viveu com os homens, eu posso fazer uma imagem do que vi de Deus." "A beleza e a cor das imagens estimula minha oração. É uma festa para os meus olhos, tanto quanto o espetáculo dos campos estimula o meu coração para dar glória a Deus" (CIC, 1162).

 II Concílio de Nicéia (787)

"Nós definimos com todo o rigor e cuidado que, à semelhança da representação da cruz preciosa e vivificante, assim as venerandas e sagradas imagens pintadas quer em mosaico, quer em qualquer outro material adaptado, devem ser expostas nas santas igrejas de Deus, nas alfaias sagradas, nos paramentos sagrados, nas paredes e nas mesas, nas casas e ruas; sejam elas a imagem do Senhor Deus e Salvador Jesus Cristo, a da imaculada Senhora nossa, a santa Mãe de Deus, dos santos anjos, de todos os santos justos" (DS, 600 - 601).

 Concílio de Trento (1545 - 1563)

"As imagens de Cristo e da Virgem Maria, Mãe de Deus, e dos santos, devem ser guardadas nas Igrejas, onde se lhes devem prestar a devida honra e veneração; não por crer que haja nelas "Divindades" ou "virtude alguma", a quem queremos adorar ou pedir favores imitando os antigos gentios, que punham toda a sua confiança em seus ídolos; mas porque as honras que lhes prestamos as referimos aos protótipos que elas representam, de sorte que, quando beijamos uma imagem, ou nos descobrimos ou prostramo-nos diante dela, adoramos Jesus Cristo e veneramos os santos por elas representadas".

Martinho Lutero

"Penso que no que diz respeito às imagens, símbolos e vestes litúrgicas ... e coisas semelhantes, deixe-se à livre escolha. Quem não quiser essas coisas deixe-as de lado. Se bem que as histórias inspiradas na Bíblia ou em histórias edificantes, parecem-me serem muito úteis"(Carta 1528).