PAPA  SÃO  GELÁSIO I

Nasceu em Roma, de origem africana.

Eleito em 1º de março de 492 como sucessor de Félix III, de quem havia sido conselheiro, deu continuidade à política

bastante rígida deste em relação ao imperador Anastácio I e ao patriarca de Constantinopla, que o cisma causado por Zenão havia afastado de Roma.

Tomou atitudes enérgicas também quanto às heresias maniquéia e pelagiana, que tentou eliminar.

Levam o seu nome, mesmo sendo de autoria incerta, um Decretum Gelasianum em 5 partes: De sedibus patriarchalibus (As sés patriarcais), De Spiritu Sancto (O Espírito Santo), De synodis oecumenicis (Os sínodos ecumênicos), De libris recipiendis et non recipiendis (Livros aprovados e não-aprovados). Escreveu um livro litúrgico, o Sacramentarium Gelasianum (Sacramentário gelasiano), coletânea de orações para recitar durante a missa. Também é muito importante uma carta escrita por ele a Anastácio I, na qual se faz uma nítida distinção entre poder político e poder religioso.

Instituiu o Código para uniformizar funções e ritos das várias Igrejas.

Amou os pobres e viveu na pobreza. Por sua caridade, foi chamado "Pai dos pobres".

Defendeu a supremacia da Igreja e permaneceu firme contra as heresias do Oriente.

Viveu em vida de oração e insistia com os presbíteros para que fizessem o mesmo.

Morreu em 21 de novembro de 496.