SÃO  BASÍLIO  MAGNO

A Patrologia grega oriental alcançou seu ponto mais elevado com os chamados "Padres capadócios": Basílio Magno, Gregório de Nissa, seu irmão, e Gregório de Nazianzo. Basílio é, com certeza, o mais importante dos três. Devido à sua personalidade fértil, ativa, tanto na reflexão, na produção literária, quanto na organização e na administração das comunidades de sua diocese, a história eclesiástica o consagrou como o "Grande", pai e doutor da Igreja. O que é característico e exemplar nestes Padres capadócios é o fato de provirem da alta aristocracia e não usarem deste privilégio para se impor, mas, desprezando toda glória e riqueza do mundo, dedicaram-se aos necessitados tanto quanto à vida intelectual, à meditação, à oração. De fato, Basílio empenhou todas as suas forças intelectuais e físicas na interpretação da doutrina cristã, na reforma da liturgia, na edificação da vida monástica, na defesa da ortodoxia, sem se descuidar, ao mesmo tempo, dos necessitados.

Origens, infância e formação acadêmica

Basílio nasceu e viveu no período conhecido como "idade de ouro" da patrística. Nesse período, ocorreram grandes mudanças e transformações sociais, principalmente a ascensão da aristocracia dos grandes latifundiários ao poder, que é de extrema importância para a compreensão de Basílio e sua ação.

Descende de família rica, numerosa e de tradição cristã. Seu pai já vinha de família rica e considerada latifundiária, da região do Ponto. Sua mãe era de família nobre da Capadócia. Macrina, a avó paterna, fora educada sob a orientação de Gregório Taumaturgo, que, por sua vez, fora discípulo de Orígenes. Desde muito cedo, esteve Basílio sob a influência desta sua avó. Em várias cartas, sempre sublinha o papel de educadora da fé ortodoxa junto de seus netos: "Que prova mais clara poderia ter em favor de nossa fé, que o fato de ter sido educado por uma avó que era mulher bem-aventurada(...)? Quero falar da ilustre Macrina, que nos ensinou as palavras do bem-aventurado Gregório (o Taumaturgo), todas as que a tradição oral lhe convervara que ela guardara e das quais se servia para educar e formar na piedade os pequeninos que éramos, então" (Epist. 104,6; 110,1; 123,3). O pai, notável retórico, ensinou-lhe os primeiros elementos culturais: "Na primeira idade, foi sob a direção do ilustre pai, que o Ponto se propunha então como modelo de virtude, que desde as línguas ele (Basílio) recebeu uma formação eminente e muito pura" (testemunha Gregório de Nazianzo, In Basilio, XII,1).

A família é numerosa. São dez irmãos, entre os quais se destacam a irmã Macrina, a jovem, os irmãos Gregório, bispo de Nissa, e Pedro, bispo de Sebástia.

Os avós paternos sofreram a última perseguição movida pelo imperador Diocleciano. Alguns anos mais tarde, Constantino dará liberdade de culto através do Edito de Milão, mas agora, por volta de 301-303, ao lado de reformas administrativas, fiscais e econômicas, Diocleciano publicou um edito contra a alta dos preços e, talvez instigado por Galeno, desencadeou uma dura perseguição contra os cristãos que se estendeu por quase dez anos. Seus avós paternos tiveram que se refugiar nas florestas do Ponto por 7 anos, tendo os bens confiscados.

Seus anos de juventude foram marcados por freqüentes viagens. Depois dos estudos fundamentais em sua cidade, foi enviado a Bizâncio, Antioquia e Atenas para completar os cursos de aperfeiçoamento. Durante os anos de estudo em Antioquia, é preciso sublinhar a figura de Estáquio de Sebástia, importante para a história do monaquismo na Ásia Menor.

Filósofo, depois bispo (356- 380), foi o propagador do ascetismo na Armênia e no Ponto. Basílio evoca várias vezes a influência dele na conversão (Epist. I; 123,2-3). Estudante em Atenas, sua irmã Macrina lhe interpretava, através de cartas, a "filosofia" de Eustácio. Na Carta I, Basílio declara que a reputação de Eustácio o atingiu quando o encontrou na Grécia: "Deixei Atenas por causa do renome de tua filosofia".

Atenas lhe dera tudo o que um jovem como ele podia buscar. Foi ali também que nasceu e se fortificou, entre ele e Gregório de Nazianzo, uma amizade rara e dura- doura. Ali completou seus estudos de retórica aprendendo ainda a filologia e a filosofia.

Retomando de Atenas, em 355, estabeleceu-se em Cesaréia como retórico. Arrebatado pelo sucesso de seu ensino, dedicou-se cada vez mais à filosofia sofística. Contudo, os desejos de perfeição, as constantes advertências de sua irmã mais velha, Macrina, acabaram dobrando-o aos projetos de vida perfeita concebidos em Atenas. Empreendeu, então, novas viagens, desta vez, visitando os ascetas do Egito, da Palestina, da Síria e Mesopotâmia (cf. Carta 1 e 223). De volta para sua terra, em 358, foi batizado pelo velho bispo de Cesaréia, Diânios. Com a morte prematura de seu pai, neste mesmo ano, vendeu os bens recebidos em herança e distribuiu aos pobres o resultado desta venda. Em seguida, retirou-se, na companhia de sua mãe e da irmã Macrina, para Anesi, no Ponto, numa propriedade da família, às margens do Íris, vivendo como eremita. Gregório de Nazianzo vai juntar-se a eles. Juntos, estudam as obras de Orígenes e com- põem uma antologia de textos originianos que levará o nome de Filocália.

Há consenso entre a maioria dos autores modernos em fIxar Cesaréia como lugar de nascimento de Basílio. Cesaréia da Capadócia, a mais importante dentre tantas Cesaréias espalhadas pelo império romano, na Ásia Menor, na Palestina, na Síria, Mauritânia, fundadas em honra de César Augusto. Hoje, Kayseri, no centro da Turquia atual. O imperador Trajano (98-117) transformou-a na capital da província romana da Capadócia, região que incluía o Ponto e a Armênia. Parece ter sido evangelizada bem cedo, visto que a primeira carta de Pedro escrita, provavelmente um pouco antes da perseguição de Nero, pelo ano 64, se dirige aos cristãos desta região: "Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos que vivem dispersos como estrangeiros no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia" (lPd 1,1).

Embora fosse homem de intensa atividade, sua saúde foi sempre frágil, impedindo-o, talvez, de fazer mais. Suas cartas estão cheias de queixas sobre seu estado de saúde e da oposição que recebe de seus adversários. Aos 40 anos, sentia-se velho: "... Afim de que nós, os velhos, recebêssemos de verdadeiro filho as amabilidades que nos são devidas..." (Carta 176). "Tinha desde longo tempo respondido às questões que tua piedade nos havia pro- posto, mas não te enviei a carta, porque estive retido por longa e grave doença..." (Ibidem). Na Carta 200, diz: "Conosco as doenças sucedem às doenças, e as ocupações que provêm dos afazeres eclesiásticos, como aquelas que nos criam aqueles que procuram perturbar as igrejas, nos retiveram todo o inverno e até o momento em que escrevemos esta carta. É por isso que não nos foi possível nem enviar alguém, nem ir visitar tua piedade. Supomos que tal é também tua situação para o resto, não o digo pela doença"... Na Carta 201, a mesma queixa: "Mas, porque a mesma causa nos reteve todos os dois, vós a doença que vos sobreveio, e a nós, nossa má saúde que data de mais longo tempo e que não nos deixou ainda.. .". Após uma viagem ao Ponto, deixa sua situação física transcrita na Carta 218: urive o corpo quebrado em conseqüência de minha viagem ao Ponto e estou atacado de um mal intolerável. É que desde longa data queria fazer saber à tua prudência (...), mas te informo agora...". Seu amigo, Gregório de Nazianzo, o retrata na "sua palidez, sua barba, seus afazeres habituais, e quando falava, sua ausência de precipitação, seu ar pensativo ordinariamente, e seu recolhimento interior" (Disc. 43,77,1).

2. Pai do monaquismo

O projeto de vida perfeita o leva para a solidão de Anesi: "Este lugar nutre o mais agradável para mim de todos os frutos, a tranqüilidade, não somente porque está distante do tumulto das cidades, mas ainda porque ele não deixa sequer passar um viajante, à exceção dos que se juntam a nós durante suas caçadas" (Epist. 14,2; cf. Gregório de Naz. Epist. 4,12). Nesta vida de eremita, iso- lado, movido pela penitência, passava necessidades, segundo relata seu amigo Gregório: "Se esta grande e verdadeira nutriz dos pobres, quero dizer: tua mãe, se não nos tivesse rapidamente tirado de lá mostrando-se na hora oportuna propícia como um porto para aqueles que soçobram na tempestade, desde muito tempo nós seríamos apenas cadáveres" (Epist. 5,4).

Entre religiosos, visitando muitos cenóbios, conheceu o monaquismo por dentro, com suas grandezas e fraquezas. Sua ação era movida para uma vida comunitária que evitasse as excentricidades praticadas por alguns anacoretas e para promover um esforço teológico e exegético para equilibrar a vida monástica. Foi assim que, respondendo aos quesitos a respeito da interpretação do Evangelho, surgiram o Pequeno Asceticon e o Grande Asceticon. A estas obras costumam dar o nome de "Regras", impropriamente. São, na verdade, duas obras ascéticas. A primeira, mais breve, conservada somente numa tradução latina. A segunda, a "Grande Regra", mais extensa, se encontra na versão grega. Trata-se de obras elaboradas no esquema de perguntas e respostas, transcrevendo as conversações entre Basílio e os monges, em suas visitas. Expõem as diretrizes e orientações para a vida cotidiana e a organização de uma comunidade monástica. Estas "Regras", que incorporam ainda preceitos de Eustácio de Sebástia, estão na base do monaquismo oriental e são chamadas até hoje basilianas.

Contudo, teve pouco tempo para desfrutar a solidão, o silêncio. Ordenado presbítero, chamado à luta por seu bispo, empenhou-se na defesa da fé cristã contra o arianismo.

3. O episcopado

Não obstante as constantes tensões com o bispo de Cesaréia, Basílio acedeu ao sacerdócio e conquistou grande autoridade, graças à sua atividade ascética e caritativa. Sua pregação era severa, especialmente contra os ricos. Quando da morte do bispo Eusébio, em 370, desencadeou-se forte oposição à eleição de Basílio, que, ao contrário do que acontecia entre o clero, era muito querido pelo povo. Parece que a oposição se fazia mais em vista de sua precária saúde. Perguntou alguém: "Vós quereis um atleta ou um doutor da fé?". Sucede, então a Eusébio no episcopado de Cesaréia, em 370. Nove anos bastaram para que fosse chamado, ainda em vida, o "Grande".

Em sua atividade episcopal, continuou na luta contra os arianos, que gozavam do apoio explícito do imperador Valente. Este, para enfraquecê-Io, dividiu sua diocese, reduzindo seu território geográfico e o número de bispos sob sua jurisdição. Mas Basílio não se deixou intimidar pelas ameaças arianistas. Nestas circunstâncias, para multiplicar as sedes episcopais em seu território jurídico, impôs ao irmão Gregório a diocese de Nissa e a seu amigo Gregório de Nazianzo a diocese de Sásima, reforçando o episcopado ortodoxo. Apesar de todos os esforços de Basílio, seu irmão Gregório perderá a sede episcopal para os arianos em 376-378.

Embora sempre muito preocupado com a unidade da Igreja e com a defesa da ortodoxia contra os arianos e macedônios, manteve-se muito próximo do povo, vivendo com ele a situação de miséria. Não só escreveu e pronunciou muitas homilias em favor do povo sofrido, mas agia diretamente ajudando os pobres, construindo hospital para acolher doentes, vítimas de epidemias, viajantes, estrangeiros, abandonados. Assim se faz pioneiro não só na defesa da consubstancialidade do Espírito Santo com o Pai e com o Filho, mas também na ação social. De fato, vendo o povo empobrecido, esmagado pelo fisco, exploração e usura, prega contra o luxo e a avareza. Defende a igualdade fundamental de todos os homens diante de Deus, a eminente dignidade da pessoa humana, a necessidade da redistribuição dos bens para eliminar a avareza e o enriquecimento. Seu hospital era verdadeira cidade operária com forno comunitário, alojamento para em- pregados, asilo para velhos, ala reservada para doentes contagiosos. Posteriormente, este hospital será chamado "Basilíades".

De fato, foram tempos difíceis, anos terríveis para o bispo Basílio: crise moral, econômica, política, religiosa. A fome se abate sobre regiões inteiras, atingindo toda a Capadócia.

Ao mesmo tempo em que se dedicava à reflexão teológica, à assistência e defesa dos pobres, ao trabalho de unir as igrejas, à orientação espiritual dos monges, Basílio se interessava também pela vida de oração, pelas celebrações da comunidade. É assim que se explica sua presença no movimento litúrgico. A Carta 2 expõe um programa de santificação do dia. A Carta 207,3 responde às críticas da igreja mais conservadora em relação à liturgia. As homilias sobre os Salmos 1 e 28, sobre a Ação de Graças e tantas outras desenvolvem os temas do louvor divino. Um formulário eucarístico bizantino marcado com o nome de Basílio existe em siríaco, aramaico, eslavo e árabe. Introduziu nova maneira de cantar e reformou o ofí- cio litúrgico dos mosteiros. A tradição oriental atribui- lhe a liturgia que traz seu nome e que as igrejas de rito bizantino ainda usam nos dias da quaresma e na celebra- ção das grandes festas do ano.

4. Atividade literária

Apesar de viver sempre num estado de saúde precária, de sua intensa atividade social, espiritual e litúrgica, não foi menor sua atividade literária. Tratados teológicos, ascéticos, pedagógicos e litúrgicos, além de grande número de sermões e de cartas, estão aí para provar esta afirmação. Em seus escritos se revelam sua têmpera e sua formação cultural.

Os tratados teológico-dogmáticos estão voltados contra os arianos e os pneumatômacos (os que negavam a divindade do Espírito Santo). Entre 363-365, compôs o tratado Contra Eunômio, líder mais intransigente dos arianos e dos anomeus, em três livros. Eunômio de Cízico fora secretário e discípulo de Aézio. Ordenado diácono em 357 por Eudósio e depois bispo de Cízico, em 360 havia escrito uma ApoZogia imprimindo vigoroso impulso à tendência ao arianismo extremo. Toda a igreja da Capadócia estava mergulhada na crise ariana por causa do apoio do imperador Valente. Eunômio representava o arianismo radical, chamado anomeísmo, para quem só o Pai é Deus, seu Filho Jesus Cristo é apenas uma criatura. Na refutação, Basílio defende a igualdade perfeita do Filho e do Espírito Santo com o Pai. Recolheu a herança de Atanásio de Alexandria e se apoiou na autoridade do bispo de Roma para tentar debelar o erro ariano.

Os escritos ascéticos estão voltados para a vida monástica, fixando as normas da conduta dos monges. São atribuídos a Basílio, nesta área, treze tratados, porém a maior parte são apócrifos. Os originais são apenas três.

Quanto à exegese, Basílio não desenvolveu um trabalho sistemático. Compreendem-se, nesta área, homilias e sermões com intenção prática. Sua exegese é literal e a homilética é determinada pelos textos das Escrituras. "O auditório ao qual se dirige Basílio comanda inteiramente a estrutura literária de suas homilias. Tanto no Hexaemeron quanto nas Homizias acerca da origem do homem, encontram-se quatro traços bem caracterizados: 1) a adaptação litúrgica; 2) a exegese literária e sistemática, na qual o texto escriturístico determina a unidade da com- posição; 3) exortação moral graças a uma ilustração tomada da vida ambiental; e, enfim, 4) a recusa de uma problemática especializada na evocação de questões mais delicadas sobre a origem do mundo ou sobre o valor simbólico dos nomes". (1)

Há ainda uma obra pedagógica, embora várias se apresentem com seu nome, esclarecendo o problema da relação que os cristãos devem ter com a literatura clássica pagã: Exortação aos jovens a respeito do modo de tirar proveito das letras helênicas. Sob o pretexto de guiar os sobrinhos nos estudos, Basílio explica como a filosofia e a "paidéia" atenienses podem conduzir o homem a uma atitude que se avizinha do ascetismo cristão. Os cristãos devem, portanto, saber o que é útil para segui-lo e o que é necessário deixar de lado: "Devemos imitar as abelhas: sugar o mel e deixar o veneno", dizia ele. O tratado indica, pois, tanto o perigo que o estudo dos escritos pagãos podem acarretar para os cristãos quanto o proveito que se pode tirar deles.

Sua atividade literária se engrandece ainda por seu rico e vasto epistolário. Sua correspondência é uma das mais consideráveis da antiguidade cristã. Através dela podemos conhecer melhor a vida cotidiana da Igreja Oriental do século IV. Em suas 366 cartas, vemos desfilar uma vasta gama de temas como: questões sociais, a situação de exploração em que vivia o povo, recomendações, consolações, orientações para a vida monástica, para a vida cristã dos leigos, problemas morais, ascéticos, dogmáticos, litúrgicos, históricos. Além do mais, revelam- se nelas seus sentimentos de amizade, de equilíbrio, a força de seu caráter e a sensibilidade do pastor atento às necessidades de suas ovelhas. Enfim, em todos os seus escritos, revela-se um espírito penetrante, severo, reservado, capaz da mais alta especulação e rigoroso em suas deduções.

Tímido, mas de grande coragem, encontrou ao longo de sua vida muitas incompreensões..e insucessos. Feito mais para o recolhimento, não fugiu às responsabilidades da ação para servir à fé. É flexível. Homem do diálogo, da conciliação a serviço da paz e da ortodoxia. "Este homem morre esgotado pelas austeridades e pelas tribulações, prematuramente, à idade de cinqüenta anos, em 1 Q de janeiro de 379. A vitória estava próxima. Basílio não a experimentou, mas havia-a preparado. Seus funerais foram um triunfo. O povo avaliava a perda que sua morte representava. Dez anos foram suficientes para mostrar o que ele era e fazer dele um bispo incomparável". (2)

Os elogios fúnebres, brilhantes, de Gregório de Nazianzo e de Gregório de Nissa, seu irmão, tiveram enorme influência sobre a hagiografia posterior.

Roque Frangiotti - Coleção Patrística Vol 14, Basílio de Cesaréia

 

BIBLIOGRAFIA

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CLARKE, W. K. L., Saint Basil the Great: A study in monasticism, Cambridge University Press, 1913.

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DÕRRIES, H., De Spiritu Sancto. Der beitrag des Basilius zum Abschluss des llinitarischen Dogmas, Gotinga: Ruprecht, 1956.

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-(org.). Basil of Caesarea: Christian, Humanist, Ascetic, 2 vols. 'Ibronto, 1981.

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NOTAS

(1) Basile de Césarée. Sur l'origine de l'homme. Coll. Sources Chrétiennes
160, Paris: Cerf, 1970, pp. 82-83).

(2) A. HAMMAN, Os Padres da Igreja. Paulus, 1980, p. 138