SOBRE  O  BATISMO

Didaquè – a Doutrina dos Apóstolos n. 30

 “Quanto ao batismo, batizai assim: depois de terdes ensinado o que precede, batizai em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, em água corrente; se não existe água corrente, batize-se em outra água. Se não puder ser em água fria, faze em água quente. Se não tens bastante,  de uma ou de outra, derrama água três vezes sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Antes do Batismo, jejuem: o que batiza, o que é batizado e outras pessoas”.

São Ireneu (140 - 202)

“Jesus veio salvar a todos os que através dele nasceram de novo [pelo batismo] de Deus: os recém-nascidos, os meninos, os jovens, os velhos”. “O batismo nos concede a graça do novo nascimento em Deus Pai por meio do seu Filho no Espírito Santo. Pois os que têm o Espírito de Deus são conduzidos ao Verbo, isto é, ao Filho; mas o Filho os apresenta ao Pai, e o Pai lhes concede a incorruptibilidade. Portanto, sem o Espírito Santo não é possível ver o Filho de Deus, e, sem o Filho, ninguém pode aproximar-se do Pai, pois o conhecimento do Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus se faz pelo Espírito Santo”. (Dem. 7)

Orígenes – bispo de Alexandria (184 - 285)

“A Igreja recebeu dos Apóstolos a Tradição de dar o batismo também aos recém-nascidos”. (Ep. Ad. Rom.LV, 5,9)

São Cipriano, bispo de Cartago (210 - 258)

“Do batismo e da graça não devemos afastar as crianças” (Carta a Fido)

 São Gregório Nazianzeno (330 - 379) - doutor da Igreja

“Sepultemo-nos com Cristo pelo Batismo, para ressuscitarmos com Ele; desçamos com Ele, para sermos elevados com Ele; subamos novamente com Ele, para sermos glorificados nele. “(Or. 40,9)

Santo Hilário (310 - 367)

 “Tudo o que aconteceu com Cristo dá-nos a conhecer que, depois na imersão na água, o Espírito Santo voa sobre nós do alto do Céu e que, adotados pela Voz do Pai, nos tornamos filhos de Deus”. (Mat. 2)

Tradição Apostólica de Hipólito (sec. III)

“Batizar-se-ão em primeiro lugar as crianças, todas aquelas que podem falar por si mesmas, que falem: quanto às que não podem fazer, os pais ou alguém de sua família devem falar por elas” (La Trad. Apostolique - ed. Botte Munster 1963 - pg. 44s).

Santo Agostinho († 430)

“As crianças são apresentadas para receber a graça espiritual, não tanto por aquelas que as levam nos braços, ... mas sobretudo pela sociedade universal dos santos e dos fiéis ... é a mãe Igreja toda, que está presente nos se os santos, a agir, pois é ela inteira que os gera a todos e a cada um”(Ep. 98,5 PL 33,362).

O Concílio de Cartago

(418), que  condenou o pelagianismo, rejeitou a posição “daqueles que negam que se devam batizar as crianças recém-nascidas do seio materno” - “Também os mais pequeninos que não tenham ainda podido cometer pessoalmente algum pecado, são verdadeiramente batizados para a remissão dos pecados, a fim de que, mediante  a regeneração, seja purificado aquilo que eles têm de nascença”. (Cânon 2, DS,223)

Concílio de Florença (1442)

 Exigiu que fosse administrado o batismo aos recém-nascidos “o mais depressa que se possa fazer comodamente” (DS. 1349)