A Trindade

Contemplamos neste a manifestação da Trindade: o Pai que envia seu Filho que se encarna pelo poder do Espírito Santo, esta Trindade está representada pelos três raios que saem do céu.

Os anjos

O ícone apresenta três anjos, evocação simbólica da Trindade, cuja segunda pessoa se inclinou sobre a criatura. Dois destes estão inclinados e com as mãos encobertas em sinal de adoração e reverência, o terceiro anjo é encarregado de anunciar aos pastores, o nascimento do Salvador

A montanha

    A cena acontece na montanha que representa a dureza dos corações, mas também a encarnação do Verbo. Na ladeira da montanha messiânica

está recostada a Virgem, ela representa a montanha que Deus escolheu para morar. E desse monte, sem interferência humana, quis desprender-se o Cristo pedra angular.

No centro do ícone, abre-se uma gruta que avança para o interior da montanha. Dento da gruta a Virgem deu a luz ao primogênito. A entrada da gruta está representada a Mãe de Deus, estendida e recoberta com púrpura real, a Virgem foi ornada com púrpura para receber o Rei. Ela não dirige o olhar ao menino, mas para o infinito, para guardar no coração tudo de extraordinário que estava acontecendo nela. A Virgem evoca a sarça ardente do Horeb, pois seu parto iluminou o mundo mantendo intacta a sua virgindade. A Virgem esta envolta em um manto marrom que simboliza a sua humildade.

Entre a Mãe de Deus e a gruta, pode-se ver o menino no presépio, que tem a forma de um sepulcro. Está ornado como se estivesse morto. As faixas são os mesmos lençóis encontrados no sepulcro vazio.

Logo, a gruta é a representação dos infernos que se abrem, pois o Unigênito descansou entre os mortos. No interior da gruta aparecem o boi e o asno. Um e outro representam os pagãos: o boi figura o culto idolátrico e o asno, a luxúria. São além disso, uma tremenda interpelação para Israel, acusada de, ao contrário dos animais desprovidos de razão, não reconhecerem o seu Senhor.

José

Na parte inferior esquerda do ícone, aparece José, sentado e meditativo. É coberto pelas trevas da noite, uma concretização de sua dúvida ao descobrir a gravidez da Virgem Maria. O pastor que aparece a sua frente em pé é um enviado de satanás para tentar José. Os arbustos representam o tronco de Jessé onde repousa o Espírito do Senhor. E estes arbustos são a resposta às insinuações do pastor, posto que Deus não é escravo das leis naturais, podendo dar a Virgem a capacidade de gerar um filho.

A parteira e o banho do menino

Na parte inferior direita do ícone encontramos duas mulheres ocupadas com o banho do menino.

Uma é Eva, a virgem por quem entrou o pecado no mundo, e a outra é Salomé, hebréia que ao saber do prodígio de Deus, quis pegar com suas próprias mãos o filho da Virgem, para poder acreditar.

O gesto do banho valoriza uma ação puramente humana e com ela a verdadeira e não aparente humanidade de Cristo. Com isso, também prefigura-se o batismo.

Os Magos

Do lado esquerdo da gruta estão os magos. Embora não pertencendo a Israel, são convidados a sentar-se a mesa do Senhor. Representam todos aqueles que virão adorar o menino.

Os magos também são a prefiguração das mulheres a caminho do sepulcro e portadoras de aromas.

O pastor

O pastor com a trombeta anuncia a chegada do Senhor.

O ícone da Ressurreição de Cristo, é a representação gráfica deste grande mistério: a descida do Senhor à mansão dos mortos para libertar as almas dos justos. Este é um ícone do séc. XVIII e XIX da escola grega-romana.

 Os justos

Aos pés de Cristo aparecem desencaixadas as portas da mansão dos mortos. No primeiro plano, respectivamente à sua direita e à sua esquerda, estão Adão e Eva, vestida de encarnado como símbolo da humanidade, visto que ela é a mãe de todos os viventes.

Atrás dos primeiros pais aparecem os justos. Alguns são facilmente identificáveis pela forma

como são representados. Com efeito, junto de Adão e na primeira fila são identificáveis o barbado rei Davi e seu filho Salomão, vestidos com vestes de rei. Na segunda fila são igualmente reconhecíveis João Batista e Daniel, com seus característicos barretes na cabeça. Atrás de Eva estão Moisés, com as tábuas da Lei nas mãos, Jonas e outros Profetas, que habitavam no Hades com todos os mortos. 

Aos pés de Cristo glorioso se abre o Hades como uma furna negra e muito semelhante á gruta de Belém, no ícone da Natividade, e às turvas e escuras águas, no ícone do Batismo.

Ao fundo elevam-se algumas montanhas que, além de significar a profundidade dois infernos, simbolizam a solidez dos fundamentos de nossa fé. Com efeito, a montanha da direita se inclina para a montanha defronte  pretende evocar simbolicamente a Cristo segunda pessoa da Santíssima Trindade, que aceitara se encarnar assumindo a condição de servo, humilhando a si mesmo.

Jesus Cristo

Suas vestes são brancas, o branco em  uma palavra, é o símbolo da revelação, da transfiguração deslumbrante. O resplendor das vestes de Cristo emana luz: tudo ao seu redor aparece efetivamente, como uma grande auréola ou o arco- íris como símbolo de todas as cores.

Essa alvura triunfal torna mais perspicaz o entendimento, são as mesmas vestes que Pedro, João e Tiago contemplaram no monte Tabor.

Este é um ícone do séc. XVIII e XIX, da escola de russa-grega.

Neste Ícone, notamos a ausência da Mãe de Deus, isto porque tendo Ela concebido por obra do Espírito Santo, sua pessoa já estava transformada pelo próprio Espírito. O ícone mostra o colégio dos doze Apóstolos, representando também as doze tribos de Israel.

O estrado e as línguas de fogo

Cobrem os espaços laterais até o extremo superior da figura, duas casas com aspecto de torres. Deseja-se significar com isso que a cena ocorre no "pavimento superior" de Sião, o da ultima Ceia, que vem a ser, depois da Ressurreição, o lugar onde se

reuniam os Apóstolos para orar. Os Apóstolos aparecem sentados num banco em forma de ferradura de cavalo, que representa, não o trono comum que encontramos nas absides das antigas Igrejas, onde tomavam lugar os celebrantes, mas a transposição de um costume litúrgico siríaco: chamado bema ou ambão; onde era realizada a liturgia da palavra. Mostra-nos assim que após Pentecostes os Apóstolos anunciariam a Palavra.

O ancião rei

No centro da ferradura e no dintel da gruta obscura, aparece um ancião vestido de rei e com um lençol branco nas mãos. Tem o nome: Ho Cosmos (o mundo).

Ancião Rei aparece tal qual se costumava apresentar o rei Davi, e estaria simbolizando os “muitos profetas e justos que desejariam ver o que vêem vossos olhos, e não viram, e ouvir o que ouvem vossos ouvidos, e não ouviram, como diz o próprio Senhor Jesus”.

A obscuridade que o rodeia representa as trevas da morte: o inferno universalizado. Em contraste com este acima é a nova terra abrasada pelo fogo divino. O Ancião representa todos àqueles que são batizados; saindo das trevas para a luz do "novo mundo", abrasado pelo Espírito Santo.

 Os doze

Sentados um  do lado do outro em um semicírculo são os doze. Pode-se apreciar, entre ambos os grupos um lugar vazio. É o trono da segunda vinda, sinal da contínua espera do Esposo.

Com efeito, se nos detivermos a analisar as figuras dos Apóstolos, observaremos que cinco deles tem um livro nas mãos, enquanto os outros sete tem uma inscrição. E o detalhe não é insignificante: a inscrição simboliza a pregação; o livro, por sua vez, a “matéria-prima” da pregação.

Olhando os personagens situados no semicírculo esquerdo, no centro, logo depois do lugar vago, é fácil reconhecer Pedro, a cujo lado estão Mateus e Marcos, os dois evangelistas representados com respectivo livro. Por sua vez, como cabeça  do semicírculo direito é facilmente reconhecível o Apóstolo Paulo, a seu lado aparece sem barba João, seguido de Lucas: os três têm livro nas mãos.

Pedro e Paulo são os príncipes dos Apóstolos. Paulo é o “vaso de eleição” que vem a ser o mesmo que “ministro da promessa por meio do Evangelho, conforme o dom da graça de Deus que se lhe concedera por força do alto.” Suas cartas constituem, juntamente com os Evangelhos, o núcleo do Novo Testamento. Eis aí, pois, porque tem um livro nas mãos.

O ícone da Transfiguração fala precisamente de luz: aquela revelada aos apóstolos, manifestação do esplendor divino, da glória além do tempo. essa imagem é, mais que qualquer outra o exemplo do princípio segundo o qual um ícone não há de ser um objeto apenas do olhar, mas de contemplação. tal imagem, com efeito, eleva a inteligência ao conhecimento de Deus.
Neste a cena acontece no monte santo que é escalado para se obter o conhecimento de Deus. Escalá-lo, guiados por Cristo, significa pois negar-se a si mesmo e orientar o espírito para os mais elevados graus da virtude. Em outro significado a montanha é rochosa, isso representa a dureza dos corações humanos. 

    As personagens que compõe a cena são: na parte superior à esquerda Elias representando os profetas, na outra extremidade à direita está Moisés representando a Lei.

Moisés possui a barba curta e semblante juvenil pois está escrito que "ao morrer com 120 anos não tinha diminuído a visão nem tinha perdido o vigor"(Dt 54,7). Levemente inclinado e em atitude reverencial parece oferecer ao Cristo o grosso livro da Lei.

No centro está o Cristo, sendo ele o cumprimento da lei e dos profetas. Na parte inferior, o primeiro da esquerda para a direita, com a cabeça levantada é Pedro que exclama: "Mestre, é bom estarmos aqui, façamos, pois, três tendas, uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias"(Lc 9,33). No meio Tiago e à direita João, eles representam os homens.

Cristo transfigurado destaca-se na cena, dele irradia luz que ilumina todo o ícone. Suas vestes brancas são as mesmas da ressurreição. Dele também saem três raios fazendo uma alusão à Trindade, raios esses que incidem diretamente sobre os apóstolos possibilitando que eles contemples sua imensa glória.

Neste a Virgem aparece com os olhos melancólicos expressando a tristeza do mundo. Está levemente encurvada, os lábios são finos e pálidos, privados de toda materialidade; a face  como que hipnótica acentuam a espiritualidade. 

A Virgem se encontra triste também porque já sente as dores da paixão de seu Filho, o cumprimento da profecia de Simeão: "Este menino será causa de queda e elevação de muitos em Israel, ele será sinal de contradição, quanto a ti uma espada transpassará sua alma" (Lc 2,34).
A Virgem aponta para o menino com a mão esquerda. Esse gesto tem ricos significados. Efetivamente, indica o Menino Deus como caminho a seguir. Como nas bodas de Caná nos dirige ao mesmo tempo um mandato: "Fazei tudo o que ele vos disser" (Jo 2,5).

Este gesto também simboliza sua intercessão junto ao Cristo.

A Virgem também possui três estrelas, uma sobre a cabeça e outra sobre cada um dos ombros. Isso significa a sua santificação pela Trindade. Foi virgem antes, durante e depois do parto.

Enquanto o rosto da Virgem nos mostra certa confusão o Menino é apresentado com o rosto sério demonstrando sua majestade e a segurança que conforta: "Não temas, pequeno rebanho, pois foi do agrado do vosso Pai dar-vos o Reino" (Lc. 12,32). Os rostos colados expressam a ternura do relacionamento da Virgem com o seu Filho.

Este é um ícone da tradição bizantina feito no séc. XV. Cristo aparece como Pantocrator, ou seja Todo-Poderoso. Seus traços podem ser definidos assim: o rosto alongado, sobrancelhas arqueadas, olhos grandes e abertos voltados para o espectador, pois não somente nós o contemplamos mas Ele também nos contempla, nariz longo e delicado, a barba longa terminando em ponta arredondada, seu pescoço é grosso e forte simbolizando que Cristo quer soprar seu Espírito, sua cabeleira vasta representa sua sabedoria, sua orelhas mostram sua atitude de escuta do Pai, e também de quem o contempla, sua boca pequena indicam seu silêncio. Ele é o único dentre todos os ícones que tem uma cruz na auréola acima da cabeça, esta possui três letras gregas em cada uma das três pontas, que significam Eu sou aquele que sou, mais acima nas duas extremidades aparece as iniciais

em grego IC XC que significam Jesus Cristo. Em uma das mãos Ele leva um livro aberto, que é o livro indicado no Apocalipse o qual só Cristo é digno de abrir, com a outra mão levantada Ele abençoa.O manto marrom que cobre o corpo de Cristo representa sua humanidade, já a túnica esverdeada mostra sua divindade e eternidade, a estola dourada em seu ombro representa sua realeza.

Neste a Virgem aparece com os olhos melancólicos expressando a tristeza do mundo. Está levemente encurvada, os lábios são finos e pálidos, privados de toda materialidade; a face  como que hipnótica acentuam a espiritualidade. 

        A Virgem se encontra triste também porque já sente as dores da paixão de seu Filho, o cumprimento da profecia de Simeão: "Este menino será causa de queda e elevação de muitos em Israel, ele será sinal de contradição, quanto a ti uma espada transpassará sua alma" (Lc 2,34). 

    A Virgem aponta para o menino com a mão esquerda. Esse gesto tem ricos significados. Efetivamente, indica o Menino Deus como caminho a seguir. Como nas bodas de Caná nos dirige ao mesmo tempo um mandato: "Fazei tudo o que ele vos disser" (Jo 2,5).

Este gesto também simboliza sua intercessão junto ao Cristo.

A Virgem também possui três estrelas, uma sobre a cabeça e outra sobre cada um dos ombros. Isso significa a sua santificação pela Trindade. Foi virgem antes, durante e depois do parto.

Enquanto o rosto da Virgem nos mostra certa confusão o Menino é apresentado com o rosto sério demonstrando sua majestade e a segurança que conforta: "Não temas, pequeno rebanho, pois foi do agrado do vosso Pai dar-vos o Reino" (Lc. 12,32).

Os rostos colados expressam a ternura do relacionamento da Virgem com o seu Filho.