NATAL - EPIFANIA DO SENHOR

 

Importa acentuar, dentro deste momento da igreja, o aspecto da manifestação do Senhor, razão pela qual se deveria visualizar seu nascimento dentro do conjunto do mistério pascal. É claro que não se pode deixar de lado a contemplação do aspecto histórico de seu nascimento, favorecida em boa parte pelo costume popular dos "presépios".

Em todo caso, pode-se inserir esse costume dentro do aspecto da manifestação do Senhor; a partir dos presépios será possível fazer uma boa catequese sobre a manifestação do Senhor na humildade de nossa carne.

Uma festa que se deveria potenciar, no sentido antes exposto da manifestação do Senhor, é precisamente a da epifania, festa por excelência da manifestação de Jesus Cristo como Homem-Deus. Não se pode circunscrever essa festa a um só de seus aspectos, como o da adoração dos magos, mas seria preciso desdobrar plenamente todo o seu conteúdo, que também abarca o batismo do senhor, celebrado particularmente no domingo depois da epifania, e o sinal das bodas de Caná com a conversão da água em vinho.

É certo que o costume popular de dar presentes no dia dos reis não favorece a vivência dessa festa , que fica absorvida unilateralmente pelo tema da adoração dos magos, não obstante, nos presentes que trocamos podemos descobrir Jesus que se manifesta no irmão.

O tempo de natal-epifania seria tempo propício para aprofundar no conhecimento de Jesus que se manifesta a nós a fim de que, conhecendo-o mais e melhor, percebamos o fulgor de sua manifestação.

Esse tempo, também é tempo propício, da mesma forma que o advento, para o culto à Maria, uma vez que, além da festa específica própria de primeiro de janeiro, a figura e a missão de Maria constituem tema de fundo constante nesse período da manifestação do Senhor em seu nascimento e nos acontecimentos da sua infância.