ADOLESCÊNCIA X DROGA

            Se por um lado o mercado das drogas está em crescimento, por outro lado está cada vez menor a faixa de idade dos adolescentes que entram nesse submundo. Para entendermos um pouco mais o porque de cada vez mais jovens estarem envolvidos em drogas, precisamos antes falar sobre as modificações que ocorrem numa fase da vida pela qual todos nós passamos: a adolescência. Uns conseguem vivê-la sem problemas significativos, porém todos a vivem (ou viveram) com conflitos.

            Os conflitos da adolescência sempre existiram. É um assunto em pauta ao longo das gerações. Desde antes de Cristo, esses conflitos já eram descritos pelo filósofo grego Sócrates (470 a.C. - 399 a.C.) "Os jovens rebelam-se contra a autoridade e não respeitam os mais velhos. Contradizem seus pais, cruzam as pernas e tiranizam seus mestres"; e Aristóteles (383 a.C. - 322 a.C.) "São cheios de esperança, por não haverem sofrido muitos desenganos e se comprazem na convivência valorizando, mais que as pessoas de outras idades, a amizade e o companheirismo, já que buscam mais o amigo do que o interesse. Tudo fazem com excesso: se amam, se odeiam, se enfim, agem, o fazem com veemência". Adolescência e puberdade caminham juntas.

            A adolescência é o amadurecimento emocional e a puberdade o amadurecimento físico, as transformações biofisiológicas que objetivam a maturação sexual, tem seu início entre 11, 12 anos e se completa por volta dos 15,17 anos. Na menina seu início é marcado pela menarca (primeira menstruação) e no menino pela primeira ejaculação com semem. E as transformações que ocorrem na puberdade, influenciam no amadurecimento emocional. Essas mudanças da puberdade geram um enorme conflito, o que contribui para o amadurecimento emocional. É nesse momento que surgem os lutos:

O luto pelo corpo infantil: A voz começa a mudar, e outras mudanças ocorrem sem que possam exercer algum controle a essas mudanças. O adolescente se sente impotente para controlar essas transformações. E no afã de não "perderem" seus corpos o marcam com tatuagens ou pierces (espécies de brincos colocados no umbigo, sobrancelha, língua, etc.), ou se sentem envergonhados de seu próprio corpo. Um corpo diferente, desconhecido, novo.

 

            O luto pela definição sexual: Nessa fase da adolescência começa a se pensar na diferenciação sexual. Precisa haver uma definição e uma postura condizente com o seu sexo, o que até então não era pensado com tanta responsabilidade.

 

            O luto pelos pais da infância: Os pais, grandes heróis, agora são vistos como seres humanos falíveis, susceptíveis a erros, a fracassos e a tantos sentimentos que não os fazem mais serem vistos como invencíveis.

 

            O luto pelo papel e pela identidade infantil: O conflito entre serem dependentes ou independentes. Entrar no mundo dos adultos é um misto de desejo e temor. Significa a perda definitiva da condição de ser criança.

            E é em meio a todos esses conflitos que a droga surge como um elemento capaz de solucioná-los. Oferece uma fuga à realidade e por alguns instantes, sob o efeito dela, se sente o todo-poderoso, "em paz", independente (pois se torna "onipotente de fato"). E é em meio a tantas mudanças, no afã de conquistar a tão sonhada independência, que se junta a grupos. E com medo de não ser aceito por eles, se submete às suas regras. A busca pela independência o leva a ser dependente das regras desse grupo e muitas vezes dependente da droga. É neste ajuntamento que ele consegue muitas vezes ser ouvido na sua "linguagem", pois para eles os pais são ultrapassados, caretas e não sabem nada da vida. Ocorre que muitas vezes a regra desse grupo é se drogar. E se em casa não houve um diálogo suficientemente capaz de envolvê-lo, ele facilmente, e fatalmente, cederá a essas regras. Vale ressaltar que se unir a grupos é extremamente saudável. Quando não o consegue é um sintoma de dificuldade na elaboração dos lutos. O que não é saudável é negar-se, se despersonalizar em função do outro.

            O adolescente/jovem se sente onipotente diante da morte e não teme nenhum risco que possa correr. Crê piamente que no momento em que resolver parar com a droga, irá conseguir. Só que este mesmo jovem não conta com o poder destrutivo dessas substâncias, que atuará até mesmo na sua vontade em parar de usá-las. A linha limite entre o prazer que a droga dá e a sua dependência, é imperceptível. Quase invisível. E um simples prazer, até mesmo a nível social, pode levar a um caminho sem volta. O início é sempre inocente. Uma curiosidade..., um desejo de ser aceito..., a sensação de onipotência... O que não dá para acreditar é que um dia essa mesma droga tão prazerosa irá exercer um total domínio, e o fará totalmente controlado por ela. Estatísticas do CEBRID (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas), mostram que em 10 capitais pesquisadas, os solventes são o tipo de droga mais experimentada por estudantes do ensino médio (13,8%). Isto mostra que a busca pelo prazer transcende as vias do possível.

            Se drogas como cocaína, maconha, não são acessíveis, pelo seu alto custo financeiro, outras substâncias são utilizadas. Permanece portanto o mesmo objetivo: a busca pelo prazer imediato. É inegável que as drogas proporcionam uma sensação agradável por um período de tempo, mas este mesmo objeto de prazer é capaz de levar a um caminho sem volta - a morte. A dependência química é um problema social que fica atrás apenas do desemprego e do atendimento à saúde. Afetando a produção do mercado de trabalho de uma forma direta. Com faltas, acidentes de trabalho, baixa produtividade. De acordo com a ABEAD (Associação Brasileira de Estudos sobre Alcoolismo e Drogas) existem hoje no Brasil 15 milhões de dependentes químicos, o que corresponde a 5% do PIB (Produto Interno Bruto).

            A droga promove o afastamento da família, ansiedade, perda da saúde, perda dos amigos, decadência financeira, acidentes de trabalho e no trânsito, impotência, perda do auto controle e em última instância a morte. Especialistas no assunto estão cada vez mais convencidos de que é muito melhor e mais produtivo um trabalho de prevenção às drogas, de conscientização de seus malefícios. Pois o trabalho de recuperação muitas vezes não ultrapassa o índice de 30%, em clínicas de tratamento e nos hospitais-dia é de apenas 12%. Estatisticamente está provado que a terapêutica preventiva oferece resultados mais positivos e menos onerosos do que a terapêutica curativa. Ainda continua sendo "melhor prevenir do que remediar". B - ADOLESCÊNCIA X DROGA Os adolescentes estão sempre em busca de sua independência e de estabelecer a sua identidade, seu lugar, encontrar seu espaço no mundo. Não se enquadram mais no grupo das crianças e nem ainda no grupo dos adultos. Ficam num estágio intermediário a procura de descobrir seu lugar no mundo e conquistar o seu espaço, o que está sempre aliado a conquista de sua independência.

            Em busca do registro da sua existência, os adolescentes parecem que andam todos com o mesmo uniforme. As meninas amarram um casaco pela cintura pra esconder as formas que o corpo começa a tomar e que elas não sabem ainda o que fazer com esses contornos. Os meninos vestem calças bem largas e camisas que são pelo menos 3 manequins acima do que de fato caberia neles. Conversam sempre usando gírias que parecem estar falando em outro idioma. E assim que percebem que as gírias são usadas por elementos estranhos ao grupo, ou seja, pelos adultos, as trocam imediatamente. Esses elementos característicos funcionam como suas marcas no mundo.

            O adolescente/jovem acredita ser onipotente, tem a sensação de poder desafiar a morte. É comum vê-los praticando esportes radicais, fazendo piruetas e dando saltos mortais sobre skates. Daí encontrarmos maior dificuldade em falar sobre os perigos das drogas com eles. Eles são "imortais", "invencíveis". Desafiar a morte é extremamente excitante para o jovens, dá prazer. E cada vez mais acreditam que exercem poder sobre as drogas, e têm a certeza que poderão parar com elas quando quiserem. A mídia reforça a onipotência desses jovens, quando veiculam comerciais de cigarros e bebidas alcoólicas, mostrando modelos com faces rosadas, aspectos saudáveis, praticando esportes (quase sempre esportes radicais). Mas na realidade, quem tem seu pulmão escurecido pela nicotina, ou seu fígado encharcado pelo álcool, não possui a vitalidade desses figurantes. Um dado assustador do Ministério da Saúde é que existem hoje 30 milhões de fumantes, sendo que 30 mil tem menos de 10 anos. Essas crianças são fumantes passivos, que absorvem, 30% da nicotina do cigarro fumado pelos pais, familiares, e pessoas que as cercam.

            O índice de usuários do álcool, se encontra em maior escala, entre jovens da classe média-alta. Pois em suas casas existem bares abastecidos com todos os tipos de bebidas alcoólicas, e o uso social é o primeiro degrau na escalada da drogadicção. O uso social do álcool e da nicotina estão cada vez mais disseminados, pois são drogas lícitas, permissivas. O índice de usuários dessas drogas, hoje, é maior do que da cocaína. A escalada da dependência, começa com o uso experimental. Primeiro bebe por curiosidade, não tem padrão de uso. Depois, o uso social, só nos finais de semana, esporadicamente. Depois passa para o uso habitual, quando escolhe pessoas e lugares ligados à droga, não indo a festa, por exemplo, que não tenha bebida alcoólica. Depois passa a ser uso abusivo, por compulsão, pela busca ao prazer que a droga trás. Nessa fase inicia-se a perda do controle, dificilmente conseguirá parar. Até que por fim chega à dependência química.

            De início a droga é prazerosa, e o usuário passará a vida inteira tentando resgatar o prazer inicial, mas não vai consegui-lo nunca mais. O uso daí pra frente será única e exclusivamente destrutivo. Vivemos na era do imediatismo. O crescimento da tecnologia, nos remete a uma sensação de que temos que ter tudo aqui e agora. por fax, por email, via internet. O prazer também "tem que ser" assim: imediato. Se diante de alguma dificuldade o "mais prático" é fugir da realidade, a saída é se render às drogas, onde o prazer é imediato. Ocorre que as conseqüências do uso das drogas, nem sempre tão imediatas quanto o prazer que elas trazem. Mas é certo que virão e só trarão o oposto dessa tão sonhada sensação prazerosa. A falta de limite tem sua parcela de responsabilidade nesse desejo desenfreado da busca pelo prazer. Muitos pais confundem autoritarismo com imposição de limites. Porém o limite na educação dos filhos é de suma importância. Não precisa ser autoritário, precisa se estabelecer regras, limites.

            Estabelece-los implica tempo, desgaste emocional, mas é um preço a ser pago que com certeza trará recompensas. O papel do filho é fazer exigências aos pais e o papel dos pais é impor limites à essas exigências. A falta de limites o fará querer sempre mais e mais. E quanto mais prazer tiver com as drogas, mais prazer irá querer ter. O fim será fatalmente a overdose. Dizer não a um filho, o ensinará a dizer também não, amanhã, para as drogas. Aqui estão alguns itens que nos ajudam a identificar um usuário de drogas:

            - Mudanças bruscas de comportamento: se afastam dos amigos "caretas" (que não se drogam) e das atividades que exercia.

            - Falta de motivação para as atividades comuns.  Queda no rendimento escolar ou abandono dos estudos.

            - Perda de interesse por atividades antes favoritas: esportes que praticava.

            - Alteração do aspecto físico (desleixo): não faz a barba, não toma banho.

            - Presença de instrumentos necessários para consumo de drogas (seringas, canudos ou similar, etc.).

            - Alterações acentuadas no apetite: a cocaína faz aumentar o apetite e a maconha tira o apetite, pois a droga emite informação ao cérebro de que está alimentado.

            - Excesso de distração: tem sempre um aspecto "desligado", "vive no mundo da lua".

            - Desaparecimento de objetos de valor em casa ou no trabalho: o adicto precisa vender objetos para conseguir dinheiro para a droga.

            - Lesões e irritações nasais constantes: característica do usuário de cocaína.

            - Afecções físicas incomuns, tais como: hepatite, sangramento pelo nariz: a droga enfraquece o sistema imunológico.

            - Ausências de casa ou do trabalho repentinas e por longo tempo.

A presença de no mínimo três desses itens já é o suficiente para se identificar o usuário de droga. A abordagem nessa situação jamais poderá ser punitiva ou de condenação. Conselhos fatalmente serão inúteis, pois o prazer (mesmo que momentâneo) que a droga trás, é superior a qualquer argumento. Procurar ajuda de um profissional da área, com certeza é o melhor caminho. C - ADOLESCÊNCIA X DROGA Desde que o mundo é mundo o que os adolescentes mais desejam é serem diferentes de suas pais. Querem conquistar sua própria identidade. E no afã de conquistá-la surgem as brigas, os conflitos familiares. O que o senso comum denomina: choque de gerações. Surgem então mecanismos de defesa na intenção de não perderem o controle total da situação. Um deles é a intelectualização: elabora teorias para tudo, tem a solução para todos os problemas do mundo. Outro mecanismo de defesa é o ascetismo: desvaloriza os prazeres sexuais. As meninas se acham feias e pensam que nenhum menino olha para elas. Os meninos muitas vezes se afastam das meninas com medo de "levarem um não".

As dificuldades de trabalharem as diferenças sexuais, não permitem, a eles, que procurem o outro. Sob o ponto de vista psicológico, essas transformações, geradoras de tantos conflitos, objetivam um ajuste de comportamentos e de atitudes, o que irá caracterizar o término da adolescência. Essas mudanças se encontram nas áreas:

Sexual: definição da sexualidade, capacidade de manter relações duradouras de amor terno e genital, nas relações heterossexuais.

Social: independência econômica, aceitar o trabalho como parte integrante do cotidiano.

Ideológica: formação de um conjunto de valores morais, ter suas próprias ideias em relação ao mundo

Vocacional: se definir e se estabelecer profissionalmente, entrada no mercado de trabalho.

Emancipação das figuras parentais: se independer dos pais tanto financeiramente como emocionalmente. Pode ocorrer alguns casos em que o indivíduo passe pela fase da adolescência e não amadureça em algumas dessas áreas. Vivendo sempre dependente, emocionalmente, das figuras parentais.

A emancipação dos pais, é importante para que haja, futuramente, um retorno às figuras parentais numa nova relação baseada numa relativa igualdade. Os pais sempre serão pais e os filhos sempre serão filhos, mas a relação passará a ser de amizade. Até que num tempo futuro ocorrerá a inversão dos papéis. Os filhos é que cuidarão dos pais, levando ao médico, etc. Uma das queixas mais freqüentes dos adolescentes é não serem ouvidos pelos pais. Nem sempre esse "não-ouvir" é proposital. Na maioria das vezes os pais até ouvem seus filhos, mas não conseguem estabelecer um diálogo. E a isto os filhos denominam como "não-escuta". Na era da tecnologia, a TV, o computador, a internet (com papos virtuais), ocupam a vez das saudáveis conversas familiares. Existem famílias que quando desligam a TV, somem da sala, deixando-a vazia. Cada um vai para seu quarto. Não há ambiente para conversas. Nesse espaço vazio, o adolescente/jovem vai em busca de grupos em que possa colocar suas ideias, possa ser ouvido, ser entendido e ser aceito. Pois ali todos vivem a mesma situação de conflito. Ocorre que nem sempre esses grupos são de um convívio saudável. Esse agrupamento é um lugar em que muitas vezes a droga é apresentada como uma substância capaz de trazer alívio, descontração, prazer e relaxamento. Pois do contrário, se fosse apresentada como causadora de dor e morte, com certeza seus usuários seriam em menor número. Para o adolescente/jovem, o prazer imediato que a droga oferece, é mais interessante do que qualquer perigo que ela possa trazer. Pois não teme a morte, ele pensa que é "invencível", "onipotente". O efeito que as drogas exercem no organismo, vai depender de qual for usada.

Existem três tipos de drogas: as depressoras, as estimulantes e as perturbadoras do Sistema Nervoso Central (SNC). No cérebro, existem centenas de milhões de neurônios onde se veiculam as informações entre ele e as outras partes do corpo. Os neurônios emitem e recebem informações através de substâncias químicas denominadas neurotransmissores. As drogas atuam deprimindo, estimulando ou perturbando a ação desses neurotransmissores. Entre as drogas depressoras estão o álcool, a heroína, a morfina, os analgésicos, os ansiolíticos (benzodiazepínicos), o éter, a gasolina, o thiner, a benzina, as colas, o esmalte de unha. No grupo das drogas estimulantes estão as anfetaminas, a nicotina, a cocaína (o crack), a cafeína. As drogas perturbadoras englobam a maconha, skank (mutação genética da Cannabis), o LSD, o cogumelo, a merla (folha da cocaína adicionada ao querosene e/ou a gasolina.). Entre essas podemos destacar as drogas lícitas, ou seja, as que são usadas sem nenhuma discriminação, ou controle: o álcool e a nicotina. A cada ano o tabaco mata cerca de 3 milhões de pessoas em todo o mundo e este número tende a ser crescente. Se este quadro não for revertido, a estimativa é de que nos próximos 30, 40 anos, o tabagismo responderá por cerca de 10 milhões de mortes por ano. Sendo que 70% delas ocorrerão em países em desenvolvimento. Noventa e cinco por cento da população fumante, iniciou antes dos 21 anos de idade, ou seja, na fase da adolescência. Segundo o Banco Mundial, o consumo do fumo gera uma perda mundial de US$ 200 bilhões/ano, por mortes precoces, faltas ao trabalho, gastos com seguros, menor rendimento no trabalho, perdas com incêndios, sobrecarga do sistema de saúde com tratamento das doenças causadas pelo fumo, redução da qualidade de vida do fumante e de sua família. Sendo que o uso do cigarro associado ao álcool, aumenta o risco de câncer de faringe, laringe e boca. "A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até o ano 2025, o tabagismo matará um total de 500 milhões de pessoas da população atual. Sendo que deste montante, 200 milhões corresponderão às crianças e adolescentes de hoje. Cerca da metade dessas mortes atingirão pessoas entre 35 e 69 anos de idade, que perderão, em média, 20 anos de vida." (Fonte: INCA, 1998). No tratamento clínico para desintoxicação do usuário de drogas, é importante que a família acompanhe todo tempo, pois sem a ajuda desta, o recuperando poderá retornar ao seu uso. É bastante comum vermos casos em que depois do dependente químico estar limpo, ou seja, desintoxicado, uma vez voltando ao convívio da família, o sintoma da dependência retorne.

É fato que as drogas atingem qualquer pessoa de qualquer credo, raça, cor, sexo e idade. Mas ela só alcança você, se você deixar ou quiser que isso aconteça. Nunca se considere imune à elas. Nunca duvide dos poderes que elas possuem. Amar a vida não é ser careta.

Sueli Menezes Psicóloga Clínica

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