O  QUE  É  DÍZIMO?

O dízimo, bem entendido, exclui o egoísmo e integra o amor, gratuidade, e deve ser buscado com desejo constante, ou seja, sentir a vontade e o amor em participam de coração do dízimo que é Fonte de graça, sinal de comunhão com Deus.

A experiência observada (em Caçapava SP e na Arquidiocese de Porto Alegre), mostra isso: a mudança na vida das pessoas que se tornaram dizimistas e foram agraciadas com todas as bênçãos; "Fazei a experiência - diz o Senhor dos exércitos - e vereis se não vos abro os reservatórios do céu e se não derramo a minha benção sobre vós muito ale´m do necessário" (Mal. 3,10). Só é possível entender o dízimo como fonte de graças, quando fazemos a experiência com Deus. E, torna-se realmente fonte de graça, porque é feito no templo, diante do altar, em uma celebração: "Pagai integralmente o dízimo no tesouro do templo." (Mal. 3,10). O dízimo no tesouro do templo é, para nós, o dízimo diante do Sacrário, ao "pé do altar", a fim de que seja sinal de comunhão com Deus, porque é dentro do templo que estaremos participando dessa comunhão; com a Palavra de Deus, e com a Eucaristia de Jesus Cristo.

Por isso, é inadmissível o dízimo como pagamento, mas sim, como uma devolução a Deus do que ele mesmo nos dá. Há várias formas errôneas de arrecadação do dízimo, como por exemplo:

01

por cobrança a domicílio: esta é uma forma cômoda de arrecadação, semelhante a dizer "não vá 'a Igreja, mas seu dinheiro sim";

02

por pagamento na secretaria através de fichas ou carnês: também é cômodo, pois, o dizimista se dirige à secretaria, "paga" seu dízimo e nem sequer entra na Igreja para Ter um encontro com Deus.

03

por boleto bancário ou débito em conta: esta é uma forma ridícula de arrecadação, reduzindo Igreja a mera instituição financeira. É uma forma fria e vazia. Não evangeliza e afasta ainda mais a pessoa da Igreja. Não tem nenhum sentido de sacrifício e amor. É tratar com desdém as coisas de Deus.

04

por associação (sócio): esta palavra nos leva a entender que a Igreja é um clube qualquer, menos Igreja. Sugere desprezo a casa de Deus, fazendo com que o dizimista se comporte como tal: "paga-se a mensalidade, mas exige-se algo em troca, benefícios".

 

O dízimo não deve ser visto dessa forma, como uma troca de favores. Deve ser feito com amor, "sem segundas intenções", sem exigir que a Igreja realiza obras para incentivar a participação. Mostrar obras é próprio de políticos, não da Igreja. Devemos participar do dízimo com apenas um sentimento - "Entrar em comunhão com Deus, participar de seu plano de salvação e estar em comum-união com a casa de Deus, com seu plano e a comunidade. O dízimo é pessoal, não deve ser visto como troca mas sim "eu e Deus". Eu devolvo a Deus, faço a minha parte, sem me preocupar com o que vai ser feito do meu dízimo. Deus faz a parte dele, que é a orientação das pessoas que irão trabalhar nesta pastoral, para que o dinheiro seja empregado na evangelização e nos custos da Igreja, obedecendo-se as três dimensões importantes:

01-Dimensão Religiosa: manter todos os gastos da Igreja; salários, folhetos litúrgicos, velas, despesas com água e luz, materiais de limpeza, etc.

02-Dimensão Missionária: investir nas diversas pastorais da Igreja; dos jovens, da família, dos idosos… e na formação de novos catequistas, líderes, etc.

03-Dimensão Social: investir em obras de caridade, ajudar aos mais necessitados cesta básica, remédios, etc. 

Dízimo é simplesmente fazer uma experiência com Deus. Quando nos permitimos ser conduzidos pelo Senhor, tudo acaba bem em nossa vida. É isso que está faltando às pessoas - fé - entregar-se a Deus e tê-lo como primeiro plano de vida.

Dízimo é entrar em comunhão com Deus e partilhar, mas, para chegarmos a isso, precisamos educar a fé. Uma fé educada impulsionada e bem orientada, gera dizimistas para toda a vida; nada vai abalar a sua oferta e fazer os desistir de participar da casa de Deus.