NORMAS PASTORAIS DA ARQUIDIOCESE DE GOIÂNIA

Nossa Arquidiocese, assumiu o Dízimo, depois de vários anos de experiência de sua prática em paróquias e comunidades, como dimensão participativa e pastoral para toda a Arquidiocese. Com forte fundamentação bíblica e canônica, o Dízimo foi vivamente recomendado pela CNBB, adotado já no tempo do pastoreio de Dom Fernando, e nós o retomamos como prescrição, dentro do espírito de comunidade, da vida fraterna. - Tudo vem de Deus e tudo deve servir ao Senhor.

Ele não tenha a conotação de aumento de arrecadação financeira, mas expresse a generosidade, o espírito de partilha e a assumência da pertença à Comunidade da Igreja. Ele não é uma contribuição a uma associação ou movimento, mas é uma expressão da participação na vida da Arquidiocese, através da Paróquia ou Comunidade. Hoje é expressão comunitária de nossa Igreja. Não o taxamos em uma percentagem fixa, mas o deixamos à consciência cristã de cada pessoa, segundo sua generosidade e, sempre, dentro de suas possibilidades. O dízimo será recolhido, mensalmente na Comunidade e, dentro do mês, a Comunidade repasse à Cúria Metropolitana 10% para os serviços comuns da Arquidiocese.

Em cada comunidade/Paróquia, haja a Equipe do Dízimo, trabalhando em comunhão com o Conselho Paroquial ou Comunitário. Esta equipe aja em sintonia com o Pároco ou animador(a) da Comunidade e tenha um representante no respectivo Conselho Administrativo. Deve prestar contas ao povo, mensalmente, do que se arrecada, das despesas e aplicações, de acordo com as finalidades especificadas. Uma vez por mês, na oração dos fiéis, haja uma prece pelos dizimistas, e, nos avisos paroquiais, uma breve comunicação e exortação sobre o sentido do Dízimo como participação comunitária. Não haja exageros de faixas e cartazes, sobretudo dando a impressão de que o dinheiro é o mais importante, ou denotando um comércio com Deus, ou a prática de prosperidade. Uma vez ao ano, haja um dia de formação, com densa espiritualidade sobre a Pastoral do Dízimo na Arquidiocese, como também, num domingo do Tempo Comum, haja uma celebração do Dízimo na Comunidade. A Equipe de Liturgia prestará sua ajuda na edição do folheto daquele domingo.

Pedimos aos padres, demais agentes de pastoral e animadores das comunidades seu apoio ao Dízimo.

Fica vedada a cobrança de taxas por ocasião da administração dos sacramentos.

A Arquidiocese instituiu a Comissão Arquidiocesana do Dízimo (CAD), que se encarregará da formação e sua organização nas várias comunidades/paróquias e terá seus membros nomeados pelo Arcebispo. O mandato para a CAD será de três anos e haverá um padre, nomeado pelo Arcebispo, para dar assistência pastoral à Comissão. A comissão elegerá um representante seu para fazer parte da Coordenação da Pastoral Arquidiocesana.

Todos os bens da Igreja devem ser destinados ao culto de Deus, à sustentação dos Agentes liberados, à ajuda aos pobres e para as dimensões de formação, manutenção e serviços da Comunidade. Por isto, em sintonia com o que se faz em outras Igrejas, o Dízimo conserve estas três dimensões:

Finalidade do Dízimo

a) Religiosa-comunitária. Corresponde à parte de arrecadação que deve atender ao culto, ao templo (igreja, capela, centro comunitário), salários dos funcionários e sustentação dos Agentes de Pastoral, respeitando a condigna e honesta manutenção dos padres;

b) Missionária. Somos responsáveis pelo caráter missionário da Igreja. Por isto, incluímos nas finalidades do Dízimo a manutenção do Seminário Arquidiocesano, formação dos leigos, especialmente na catequese e na liturgia, a aquisição de material catequético e pastoral necessários à evangelização. Cabe aqui a recomendação especial para se firmar a prática das “Comunidades Irmãs”.

c) Sócio-Caritativa. Dentro da opção evangélica pelos pobres, busque-se o socorro aos necessitados e excluídos. Uma Igreja cristã nunca deixa de seguir o exemplo de Jesus Cristo na caridade e compromisso para com os pobres, necessitados e, hoje, com tantos irmãos(ãs) excluídos. “Tudo é vosso, vós sois de Cristo e Cristo é de Deus”.

A Administração da Arquidiocese apoiará a Comissão Arquidiocesana do Dízimo e as equipes do Dízimo, na sua implantação e dinamização, e acompanhará a devida prestação de contas à Comunidade Arquidiocesana.

Coletas

Nas celebrações de final de semana e dias santos, far-se-á a coleta costumeira, também ela destinada à comunidade/Paróquia. Não se farão coletas extraordinárias, sem licença do Arcebispo, e não será permitida arrecadação de recursos do povo com finalidades estranhas à vida da Arquidiocese. O povo está sobrecarregado e não devemos pesar sobre pequenos e pobres, geralmente tão generosos.

As Coletas Pontifícias são prescritas, como sinal de partilha nas necessidades da Igreja, e toda sua arrecadação deve ser enviada à Cúria, na prestação de contas mensal. As Coletas Nacionais: da Campanha da Fraternidade e da Evangelização têm finalidades próprias e as comunidades enviem à Cúria, na 1ª prestação de contas seguinte à sua realização, as porcentagens destinadas à CNBB Nacional e Regional, Cáritas e Arquidiocese. A parte destinada às Regiões Pastorais deve ser entregue diretamente à Coordenação da respectiva Região Pastoral. Procuremos prestar contas das Coletas para que o povo saiba como são empregados os recursos vindos da sua participação.

As coletas pontifícias são:

1- Lugares Santos - Sexta Feira Santa

(10% para a Catholica Unio)

2- Óbolo de São Pedro - Festa de São Pedro e São Paulo

3- Missões - Penúltimo Domingo de outubro

(10% para a Santa Infância)

As coletas nacionais são:

1- Campanha da Fraternidade:

40% - Fundo Nacional da Solidariedade - Cáritas

30% - Arquidiocese

25% - Paróquia/Comunidade

5% - Região Pastoral

2- Campanha da Evangelização:

35% - CNBB Nacional

20% - CNBB Regional

20% - Arquidiocese

20% - Paróquia/Comunidade

05% - Região Pastoral

Não haverá outras coletas arquidiocesanas, a não ser por alguma necessidade urgente e somente com a aprovação do Arcebispo Metropolitano, ouvido o Colégio dos Consultores.