M E N S A G E N S

O Dízimo revela-se um sistema divinamente inspirado de participação e cooperação dos fiéis na realidade concreta do Reino de Deus que acontece em cada comunidade paroquial.

Por isso ele é justo e permite que cada um assuma a porção que lhe cabe na responsabilidade de todos, sem que ninguém fique sobrecarregado. O padre e demais agentes pastorais podem livremente realizar a missão de evangelizar, conduzir e animar o povo de Deus sem as amarras das urgências financeiras que poderiam imobilizar todo o apostolado na Igreja.

Uma comunidade tem, pelo menos, duas alternativas para alcançar a sua subsistência: a primeira é estabelecendo taxas para os serviços sagrados, criando equipes de festas e eventos com a finalidade de arrecadar fundos, realizando bingos, rifas, quermesses,

 

  jantares e chás beneficentes. Despendendo, enfim, toda a riqueza de seus recursos humanos e gastando tempo e talentos para poder viabilizar a obra de evangelização que é a sua finalidade essencial. Não é incomum acontecer que todos os recursos gerados desta forma, acabem sendo gastos nestas atividades meio, sem conseguir atingir o fim. A segunda alternativa é assumir o dízimo como uma pastoral, levar os fiéis a uma clara consciência de sua co-responsabilidade na obra da evangelização, de tal forma que todos se sintam encorajados a contribuir. Assim, a soma de todos os talentos, tempo e bens materiais  

partilhados na forma de dízimos e ofertas podem ser aplicados na essencial vocação e missão do ser igreja: congregar, celebrar, evangelizar! 

Tornar-se dizimista é um ato revestido de conseqüências que vai alcançar toda a vida do cristão ao assumir essa opção de participação comunitária. Vamos enumerar algumas:

A primeira conseqüência é o enfoque novo do sentido de pertença que é trazido pelo compromisso concretamente assumido pela opção dizimal.

 

A segunda conseqüência é a libertação experimentada pelo dizimista em relação a toda ganância e valorização excessiva do dinheiro. Afinal não é fácil para ninguém vencer o apego aos bens, o preconceito do mundo e "abrir mão" de uma parte considerável dos seus rendimentos.

 

A terceira conseqüência é adquirir a clara consciência de que todos os bens tem sua origem em Deus e que o seu bom uso promove uma revolução nas leis aritméticas: o dizimista percebe claramente que realiza agora mais com noventa do que antes conseguia com cem.

A quarta é a clareza nítida de que o dízimo não é uma moeda de troca: dar alguma coisa para receber outra em dobro. Não, ser dizimista é ser alguém que adquire consciência de seu papel na comunidade de irmãos: é responsável, é consciente, é conseqüente, nada desperdiça, faz bom uso dos bens materiais e espirituais, sente-se parte de um corpo e coopera com o corpo todo, sabendo que o bem dos outros é o seu próprio bem. Para ele, prosperar corresponde a avançar no caminho da fé e não acumular patrimônio e saldo bancário.  

  Compreende que o real sentido da existência experimenta-se na comunhão. Comunhão com Deus, consigo próprio, com a família e entre os irmãos na comunidade onde pode partilhar-se e tomar parte, integrado, feliz, bem-aventurado!