MANDAMENTOS  DO  DIZIMISTA

1º. Encarar o dízimo como expressão de partilha, em conseqüência de pertença a uma comunidade que se tem o dever de sustentar, sob pena de se adotar o comportamento incoerente dos que integram uma família e nada fazem para mantê-la;

2º. Banir, da mente, toda e qualquer idéia do dízimo como esmola, porquanto assim considerá-lo é passar, a Deus, o atestado de mendigo, coisa inadmissível por ser Ele o Senhor de todos e de tudo. Quando se Lhe dá alguma coisa não é para mostrar ser Ele necessitado daquilo que se Lhe dá, mas para revelar que tudo Lhe pertence;

3º. Dar o dízimo máximo que se puder oferecer, levando-se, em conta, as seguintes realidades - Se o que se está oferecendo é tudo que se pode ofertar, se aquilo com o que se está contribuindo em matéria de dízimo é proporcional ao que se gasta em outras coisas (roupa, viagens, bebida, fumo, diversões etc.);

4º. Oferecer o “dízimo” sem buscar, de Deus, recompensa, de imediato, pelo que se está Lhe ofertando, lembrando-se de que a recompensa da oferta está no próprio ofertar;

5º. Cumprir o sagrado dever do dízimo com fidelidade (assiduidade), sem jactância (isentando-se de fazer comparação entre o que dá e o que os outro dão), com alegria (sem reclamar do que se está contribuindo, ainda porque o Senhor só concede o prêmio ao doador alegre);

6º. Conscientizar pessoas outras não dizimistas a que o sejam mostrando-lhes que ninguém pode acreditar na convicção religiosa de alguém descomprometido do seu sustento;

7º. Manter o cumprimento do dízimo não em razão dos pastores de sua Igreja, mas em função da Igreja, sejam quais forem os seus pastores;

8º. Evitar fazer coro com aqueles que alegam a doação de seu dízimo, valendo-se de sua condição de dizimistas para exigir tudo da Igreja sem a contemplarem com qualquer outra generosa colaboração;

9º. Rezar diariamente a “oração do dizimista”, também, como meio de manter acesa a chama da partilha que culmina nas mãos, mas se acende no coração.

10º. Procurar crescer na fé e na caridade, como sustentáculos de sua capacidade de doação, consciente de que ser dizimista não é só conseqüência de possuir, mas, antes, de crer e, sobretudo, de amar.

padre José Gilberto de Luna-Jornal "A tarde" - Salvador - Bahia (15.03.2000)