SACRAMENTO  DA  ORDEM: DIACONATO,  PRESBITERATO E  EPISCOPADO

Jesus Cristo o "Sumo e Eterno Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque" (Hbr.5,6; 5,10; 8,6) instituiu o sacramento da ordem que imprime um caráter indelével a quem o recebe , cabendo à autoridade da Igreja a decisão de aceitar os candidatos ao sacerdócio, depois de uma preparação doutrinal , litúrgica e pastoral adequada

O "sacerdote" "sacer-facere" é o mediador entre o homem e Deus no exercício do culto sagrado; entre católicos e ortodoxos.

Todo batizado é um sacerdote; contudo para exercer um sacerdócio ministerial, como por exemplo, celebrar a missa,  o sacramento da penitência , a unção dos enfermos, os batizados necessitam das ordens sagradas.

As sagradas ordens eram - ordens menores - o ostiarato, o leitorato, o exorcistato  e o acolitato;  o subdiaconato é considerado um sacramental. As ordens maiores  são o diaconato, o presbiterado e o bispado.

Com as modificações do papa Paulo VI , na década de setenta, permaneceram três graus no sacramento da ordem (as antigas ordens maiores): o episcopado, o prebiterato e o diaconato. São ordens da Igreja, portanto: o episcopado, o presbiterado e o diaconato.

O leitorato e o acolitato transformaram-se em ministérios, e foi criado o diaconato permanente para leigos que não seguirão na carreira eclesiástica.O Concílio Vaticano II instituiu o diaconato como grau permanente conferível também a casados.

Nas comunidades cristãs primitivas, o diaconato era conferido também às mulheres, geralmente viúvas.

Os sacerdotes regulares estão vinculados à regra de uma ordem religiosa; os padres seculares, submetem-se diretamente ao bispo e operam no âmbito da diocese de sua jurisdição.

O termo bispo vem do grego "epíscopos", ou seja, vigiar , atuar como supervisor . O sucessor dos apóstolos, recebe com a sagração episcopal a missão de santificar, ensinar e governar , a ele confiada no âmbito de um território definido, a "diocese".

O episcopado é o último grau do sacramento da ordem.O bispo é a autoridade máxima da Igreja em ordem , jurisdição e magistério.Ao bispo compete governar a diocese com o auxílio dos ordinários.O bispo exerce o poder executivo , legislativo e judiciário na Igreja.

Aos bispos compete ministrar os sacramentos da ordem e da crisma de modo exclusivo.Ordenar diáconos e conferir ministérios como o leitorato e o acolitato permanente também é função exclusiva do bispo.

Aos bispos e presbíteros cabe a ministração do sacramento do batismo , da eucaristia , da confissão , do matrimônio e da unção.

Diáconos e leigos em situação especial podem batizar , diáconos devidamente autorizados podem celebrar matrimônios.

A ordenação de presbíteros e a sagração de bispos se realiza no ritual da missa.

Os bispos são herdeiros dos apóstolos e formam o Colégio Episcopal - ao lado do Papa a autoridade máxima da Igreja.

Os bispos só se submetem ao poder papal ou às decisões da cúria romana e do colégio universal.

O Arcebispo não é superior ao bispo , sua função é de caráter administrativo.

O Arcebispo coordena as dioceses de uma província eclesiástica, convoca o sínodo provincial, define as linhas pastorais, trata da educação confessional nas escolas de ordens religiosas.

Define também temas com os superiores das ordens religiosas e pode exercer funções dos bispos dos ritos orientais sem representação no país.

Os Cardeais não são superiores aos bispos , eles são bispos que auxiliam mais de perto o Papa ocupando cargos na Cúria romana e possuem a prerrogativa até os 75 anos , de eleger o sucessor do Pontífice.

Somente o papa tem o poder de erigir, modificar ou suprimir uma diocese. Atualmente, estão em vigor três modos de nomear os bispos:

- eleição, nomeação, ou designação da autoridade civil;

- legítima eleição, segundo o direito universal, confirmada pelo romano pontífice, que confere a missão canônica;

- livre nomeação por parte do romano pontífice; é o modo principal em uso na Igreja latina.

O bispo deve ter pelo menos 35 anos de idade e 5 de sacerdócio ativo.

Os bispos distinguem-se em:

- diocesanos sufragâneos, quando dependem de um metropolita e fazem parte de uma província eclesiástica;

- diocesanos isentos, quando dependem diretamente da Santa Sé;

- titulares coadjutores, quando servem de ajuda ao bispo diocesano, com direito de sucessão;

- titulares auxiliares, de ajuda ao bispo diocesano, com ou sem faculdades especiais;

- eméritos, se perderam o ofício por limite de idade ou por renúncia aceita.

Faltas passíveis de excomunhão para leigos e clérigos: agredir física ou moralmente os bispos da Igreja, desrespeitar os sacramentos, consagrar bispo sem autorização, defender heresias, apoiar ou realizar aborto, aliar-se ao comunismo ou à maçonaria, e etc.

Excomungado o leigo ou clérigo perde todos os direitos e deveres de um católico não pode participar na missa, receber sacramentos, ser padrinho, receber indulgências ou um funeral cristão.

Padres casados ficam impedidos de exercer suas funções eclesiásticas, só podem ministrar os sacramentos em caso extremo onde haja risco de vida.

Padres com pecados graves e com pecado mortal não deve ministrar os sacramentos, mas se ministrá-los, eles são válidos, se obedecidas às regras e às fórmulas exigidas, até vir uma punição de foro externo da autoridade eclesiástica.

Documentos da Sé Apostólica dando novas instruções e regulamentações ao sacramento da ordem e seu ritual, sob o pontificado de Paulo VI

Carta Apostólica "Ministeria Quaedam" 15 de agosto de 1972, traça as normas sobre as ordens menores, o subdiaconato e o diaconato;

Motu proprio "Ad Pascendum" de 15 Agosto de 1972 , versa sobre o ritual do sacramento da ordem de modo geral , extinguindo a tonsura, substituída pelo juramento público à Igreja, exigindo, outrossim, o celibato ao diácono.

Carta Apostólica " Sacrum diaconatus ordinem " de 18 de Junho de 1967, apresenta norma canônica sobre o diaconato permanente ,

Costituição apostólica "Pontificalis romani recognitio " de 18 de junho de 1968 , estabelece o novo rito para o conferimento da ordem do diaconato, do presbiterato e do episcopado.

Paulo VI também criou a figura do ministro extraordinário da eucaristia que pode ser exercido por um leigo e tem por objetivo auxiliar o sacerdote na ministração dos sacramentos na missa ou nos lares das pessoas impossibilitadas de ir à missa , havendo um acólito deve ser dada preferência a esse ministro ordinário para exercer funções de um ministro extraordinário.

O objetivo principal é facilitar o acesso ao santíssimo sacramento a todos os fiéis.

prof. Everton Jobim