DEUS UNO E TRINO

A Igreja Católica ensina que o insondável mistério que chamamos Deus, revelou-se à humanidade como uma Trindade de Pessoas: Pai. Filho e Espírito Santo.

 

Três Pessoas, Um só Deus

 

O mistério da Trindade é a doutrina central da fé católica. Sobre ele estão baseados todos os outros ensinamentos da Igreja. No Novo Testamento há freqüente menção do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Uma leitura atenta destas passagens escriturísticas leva-nos a uma inconfundível conclusão: cada uma destas Pessoas é apresentada como tendo qualidades que só a Deus podem pertencer. Mas se há apenas um só Deus, como pode ser isso?

 

Crer em Deus 

 

Crer que Deus é Pai significa crer que você é filho, ou filha; que Deus, seu Pai, o acolhe e o ama; que Deus, seu Pai, criou você como um ser humano digno de amor.

Crer que Deus é Palavra salvadora significa crer que você é um ouvinte; que a sua resposta à Palavra de Deus é abrir-se ao Seu Evangelho libertador que o liberta para optar pela união com Deus e pela fraternidade com o próximo.

Crer que Deus é Espírito significa crer que neste mundo você está destinado a viver uma vida santificada, sobrenatural, que é uma participação limitada na própria natureza divina - uma vida que é o início da vida eterna.

 

 Deus, o Pai de Jesus Cristo
Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem

 

A segunda Pessoa da Santíssima Trindade tornou-se um homem. Jesus Cristo. Sua mãe foi Maria de Nazaré, filha de Joaquim e Ana. José, esposo de Maria, era como um pai para Jesus. O verdadeiro e único Pai de Jesus é Deus; Ele não teve pai humano.

Concebido no seio de Maria pelo poder do Espírito Santo, Jesus nasceu em Belém da Judéia entre os anos 6 e 4 A.C.. Ele morreu no Calvário.

Ele é uma só Pessoa, mas tem ambas as naturezas, a divina e a humana, É verdadeiramente Deus e é também verdadeiramente homem. Tem todas as qualidades e atributos de Deus.E tem corpo humano, alma humana, inteligência e vontade humanas, imaginação humana e sentimentos humanos. Sua divindade não suplanta sua humanidade, nem interfere nela e vice-versa.

No Calvário morreu ; igual todos os seres humanos . Mas ao morrer, tanto na morte como depois dela, Ele permaneceu Deus.

Jesus ressuscitou dos mortos na manhã de Páscoa. Hoje Ele está vivo com o Pai e o Espírito Santo - e também no meio de nós. Ele ainda é Deus e homem, e sempre o será.

Ele vive. E Sua passagem da morte para a vida é o mistério de salvação a que todos nós somos destinados a partilhar.  

 

Cristo, o Centro da sua vida 

 

Hoje Jesus vem a você, influenciando positivamente sua vida de várias maneiras. Ele vem a você na sua Palavra: quando lhe é de pregada a Palavra de Deus, ou quando você lê a Bíblia com respeitosa atenção. Ele também está ativamente presente a você nos sete sacramentos, especialmente na Eucaristia. Um outro modo de você encontrar Jesus é nas outras pessoas. É o que lemos na cena do juízo final no Evangelho de São Mateus: "Então os justos lhe responderão: 'Senhor, quando foi que te vimos com fome e te alimentamos, ou com sede e te demos de beber?'... Ao que lhes responderá o rei: 'Em verdade vos digo: cada vez que o fizestes a um desses meus irmão mais pequeninos, a mim o fizestes' " (Mt 25, 37-40)

 

O Espírito Santo

O Espírito que habita em nós

 

. São Paulo aludiu a esta presença de Deus que tudo envolve, quando citou um poeta que dizia: "Nele vivemos, nos movemos e somos" (At 17, 28).

Há, porém, uma outra presença de Deus, inteiramente pessoal, no íntimo daqueles que o amam. O próprio Jesus fala dela no Evangelho de São João, ao dizer: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e viremos a ele e nele faremos nossa morada" (Jo 14, 23).

Essa presença especial da Trindade é com razão atribuída ao Espírito Santo, pois como São Paulo proclama, "o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado" (Rom 5,5). Essa presença do Espírito, o Dom divino do amor dentro de você, chama-se a inabitação divina.

 

Os Dons do Espírito

 

O Espírito Santo não só está intimamente presente dentro de você, mas está também trabalhando ativamente, embora em silêncio, para o trasformar. Se você acolhe suas silenciosas inspirações, então os dons do Espírito Santo se tornam realidades sensíveis na sua vida.

Há duas espécies de dons do Espírito. Os dons da primeira espécie são destinados à santificação da pessoa que os recebe. São qualidades sobrenaturais permanentes que fazem a pessoa entrar em especial sintonia com as inspirações do Espírito Santo. São estes: sabedoria (que ajuda a pessoa a apreciar as coisas do céu), inteligência (que permite à pessoa compreender as verdades da religião), conselho (que auxilia a gente a ver e a escolher corretamente na prática o melhor modo de servir a Deus), fortaleza (que dá força à deliberação da pessoa para superar os obstáculos a fim de viver a fé), conhecimento (que ajuda a pessoa a ver o caminho a seguir, e os perigos para sua fé), piedade (que comunica à pessoa muita confiança em Deus e vontade de servi-lo), e temor de Deus (que dá à pessoa uma profunda consciência da soberania de Deus e do respeito devido a Ele e às suas leis).

Uma segunda espécie de dons do Espírito Santo são os chamados carismas. São favores extraordinários concedidos principalmente para o bem dos outros. Em 1Cor 12,6-11 mencionam-se nove carismas, a saber, os dos de falar com sabedoria, de falar com conhecimento, fé, dom das curas, milagres, profecia, discernimento dos espíritos, línguas e interpretações dos discursos.

Outras passagens de São Paulo (como 1Cor 12,28-31 e Rom 12, 6-8) mencionam outros carismas.  

 

As  três  virtudes teologais

Fé, esperança e caridade

 

Como ser humano, você é capaz de crer, confiar e amar os outros. A graça transforma esses modos de você se relacionar com outras pessoas nas virtudes teologais (orientadas para Deus) da fé, esperança e caridade - capacidade para se relacionar com Deus e com os outros como um de seus filhos ternamente amados.

No estado da graça, você tem : você crê em Deus, entregando todo o seu ser a Ele como a fonte pessoal de toda verdade, realidade e do seu prórpio ser. Você tem esperança: você deposita todo o seu sentido e seu futuro em Deus, cuja promessa feita a você de vida eterna com Ele, está sendo cumprida dum modo velado já agora através da sua existência na graça. E você tem caridade: ama a Deus como Aquele que é pessoalmente Tudo na sua vida, e todos os homens como participantes do destino que Deus quer para todos: a eterna comunhão com Ele.

(Se alguém se afasta de Deus pelo pecado grave, perde a graça habitual e a virtude da caridade. Mas essa perda não lhe retira a fé nem a esperança, a não ser que ele peque direta e gravemente contra essas virtudes.)

 

Amor a Deus, a si mesmo e aos outros

 

Nesta vida, seu amor a Deus está ligado a seu amor aos outros - e esses amores estão também ligados com seu amor para consigo mesmo. Você não ama a Deus, a quem você não pode ver, a não ser que ame seu irmão a quem você pode ver (1Jo 4,20). E, por preceito do prórpio Deus, você deve amar ao próximo como a si mesmo (Mt 19,19; 22,39). Falando em termos práticos, da vida real, o cumprimento do preceito divino de amar começa com um autêntico amor a si mesmo. A fim de amar a Deus como Ele quer, você precisa respeitar, estimar e reverenciar a si mesmo.

 

Obras de Misericórdia: (Mt 25,3l-46)

 

Corporais: 1- Dar de comer a quem tem fome. 2-Dar de beber aquem tem sede. 3- Vestir os nus.

4- Dar abrigo ao peregrinos. 5-Visitar doentes e encarcerados. 7 Sepultar os mortos.

Espirituais: 1- Dar bom conselho. 2-Ensinar aos que não sabem. 3-Corrigir os que erram. 4-Consolar os aflitos

5- Perdoar as ofensas. 6-Suportar as fraquezas do próximo. 7-Orar pelos vivos e defuntos.

 

A Igreja católica

Igreja: fundada por Jesus Cristo

 

Jesus escolheu doze seguidores que se entregaram completamente a Ele. Aos Doze revelou o conhecimento pessoal dele prórpio, falou da sua futura Paixão e morte, e deu profunda instrução sobre o que acarretava seguir tal caminho. Só os Doze tiveram permissão de celebrar a sua Última Ceia com Ele.

Os Doze eram chamados apóstolos, isto é, emissários, cuja missão era serem os representantes pessoais de Jesus. Deu a esses apóstolos o pleno poder de autoridade que Ele tinho do Pai. A plenitude dessa autoridade vem indicada nas palavras do Evangelho: "Em verdade, Eu vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu" (Mt 18,18).

O clímax da formação da Igreja por Jesus foi a Última Ceia. Nesta refeição Ele tomou pão e vinho e disse: "Tomai e comei, isto é meu corpo; tomai e bebei, isto é meu sangue". Com essas palavras Ele realmente se deu a eles. Recebendo-o desta forma, os Doze entraram numa intimidade tão completa com Ele e com os outros, que jamais havia sucedido algo semelhante. Nessa refeição tornaram-se um só corpo em Jesus. A Igreja primitiva estendeu a profundidade desta comunhão: é o que nos mostra a mais antiga narração da Eucaristia, onde São Paulo diz: "Porque há um pão, nós que somos muitos, formamos um só corpo, porque todos nós participamos de um só pão" (1Cor 10,17).

Na Ceia, Jesus também falou do "novo testamento". Deus estava estabelecendo um novo pacto com a humanidade, uma aliança selada com o sangue sacrificial por uma nova lei: o mandamento do amor.

A Última Ceia foi a etapa final de Jesus, antes de sua morte, na preparação dos Doze. Esta celebração revelou como eles e seus sucessores, através dos tempos, deveriam exercer sua missão de ensinar, santificar e governar.

Segundo os Evangelhos (Mt 16, 13-19; Lc 22,31ss; Jo 21, 15-17), a responsabilidade conferida aos apóstolos, foi conferida de modo especial a São Pedro. No Evangelho de Mateus encontram-se estas palavras de Jesus: "E eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, e as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela". Pedro deve ser a rocha, o representante visível de Jesus que é o alicerce da Igreja. Pedro fornecerá à igreja a liderança inabalável contra "os poderes da morte", contra quaisquer forças que queiram destruir o que Jesus trouxe ao seu povo.

A fundação da Igreja por Jesus foi completada pelo envio do Espírito Santo. O nascimento efetivo da Igreja teve lugar no dia de pentecostes. Este envio do Espírito realizou-se publicamente como também se tinha realizado à vista de todos a crucifixão de Jesus. Desde aquele dia, a Igreja se tem mostrado como uma realidade humano-divina, como a soma da obra do Espírito e do esforço dos homens, à maneira humana, para cooperar com o dom da sua presença e do Evangelho de Cristo.  

 

Igreja como o Corpo de Cristo

 

A imagem da Igreja como o Corpo de Cristo encontra-se no Novo Testamento, nos escritos de São Paulo. No cap. 10 da primeira Carta aos Coríntios, Paulo diz que a nossa comunhão com Cristo provém do "cálice de bênção" que nos une em seu sangue, e do "pão que partimos" que nos une em seu corpo. Já que o pão é um só, todos nós, embora sendo muitos, somos um só corpo. O corpo Eucarístico de Cristo e a Igreja são, juntos, o Corpo (místico) de Cristo.

No capítulo 12 da primeira Carta aos Coríntios (e no capítulo 12 de Romanos), Paulo sublinha a dependência e a relação mútuas que temos como membros uns dos outros. Nas Cartas aos Efésios e aos Colossenses o que se destaca é Cristo como nossa cabeça. Deus deu Cristo à Igreja como sua cabeça. Através de Cristo, Deus está revelando seu plano, "o mistério oculto através dos séculos", de unir todas as coisas e reconciliar-nos com Ele. Porque esse mistério está sendo manifestado na Igreja, a Carta aos Efésios chama a Igreja de "o mistério de Cristo".
 

A Igreja como o sacramento de Cristo

 

Nos nossos dias, o Papa Paulo VI expressou a mesma verdade com estas palavras: "A Igreja é um mistério. É uma realidade impregnada da presença oculta de Deus".

 Quado São Paulo e Paulo VI chamam a Igreja de "mistério", a palavra tem o mesmo significado que a palavra "sacramento", Designa um sinal visível da invisível presença de Deus.

Assim como Cristo é o sacramento de Deus, assim a Igreja é para você o sacramento, o sinal visível de Cristo.

Entretanto, este processo de salvação é uma aventura divino-humana. Nós todos participamos dele. Nossa cooperação com o Espírito Santo consiste em nos tornarmos uma Igreja que de tal modo vê Cristo nos outros, que os outros vejam Cristo em nós.  

 

A Igreja católica: uma instituição única

 

No século XVI escreveu o Cardeal Roberto Belarmino: "A única e verdadeira Igreja é a comunidade de homens reunidos pela profissão da mesma fé cristã e pela comunhão dos mesmos sacramentos, sob o governo dos legítimos pastores e especialmente do vigário de Cristo na terra, o Romano Pontífice".

Como definição da Igreja, a frase de Berlarmino é incompleta: fala da Igreja apenas como instituição visível. Uma definição mais completa afirmaria, como o fez Paulo VI, que "a Igreja é um mistério... impregnado da presença oculta de Deus". Mas a definição de Belarmino acentua um ponto importante: a Igreja é um realidade social visível: possui um aspecto institucional que a compõe. Desde os primeiros anos da sua história, a cristandade sempre teve uma estrutura visível: nomeou chefes, prescreveu formas de culto e aprovou fórmulas de fé. Vista a partir desses elementos, a Igreja católica é uma sociedade visível. Mas porque é também um mistério, a Igreja é diferente de qualquer outro grupo organizado.

Como sociedade visível, a Igreja católica é única. Outras Igrejas cristãs possuem em comum com ela alguns "elementos" bem fundamentais, tais como "um Senhor, uma fé, um batismo, um Deus e Pai de todos nós" (Ef 4,5). Mas, como afirma o Vaticano II, "esses elementos, como dons próprios à Igreja de Cristo, impelem à unidade católica" (Lumen Gentium, nº 8). Esta afirmação fundamental ensina que a plenitude básica da Igreja, a fonte vital da completa unidade cristão no futuro, encontra-se unicamente na Igreja católica visível.  

 

Maria, Mãe de Jesus e Mãe da Igreja

 

"DE AGORA EM DIANTE TODAS AS GERAÇÕES ME CHAMARÃO DE BEM-AVENTURADA, POIS O TODO PODEROSO FEZ EM MIM GRANDES COISAS" (Lc 1, 48-49)

No seu livro Maria em Sua Vida Diária, o teólogo Bernardo Häring observa: "O Concílio Vaticano II coroou a Constituição Dogmática sobre a Igreja com um belo capítulo sobre Maria, como protótipo e modelo da Igreja. A Igreja não pode chegar a entender plenamente a união com Cristo e o serviço a seu Evangelho, sem um amor e um conhecimento profundos de Maria, Mãe de Nosso Senhor e nossa Mãe". Com uma visão penetrante na natureza profundamente pessoal da salvação, o Vaticano II abordou o influxo de Maria em nossas vidas.

Por ser mãe de Jesus, Maria é a Mãe de Deus. É o que afirma o Vaticano II: "Na Anunciação do Anjo, a Virgem Maria recebeu o Verbo de Deus no coração e no corpo, e trouxe ao mundo a Vida. Por isso, é reconhecida e honrada como verdadeira Mãe de Deus e do Redentor"(Lumen Gentium, nº 53). 

Como Mãe do Senhor, Maria é uma pessoa inteiramente singular. Como seu Filho, ela foi concebida como ser humano (e viveu toda a sua vida) isenta de qualquer vestígio do pecado original, isto se chama sua Imaculada Conceição. 

Antes, durante e após o nascimento de seu filho Jesus, Maria permaneceu fisicamente virgem.

No final da sua vida Maria foi assunta - isto é, elevada - ao céu, de corpo e alma; a isso chamamos sua Assunção. 

Na qualidade de Mãe de Cristo, cuja vida vivemos, Maria é também a mãe de toda a Igreja. Ela é membro da Igreja, mas um membro totalmente singular. O Vaticano II exprime sua relação conosco como a de um membro supereminente e de todo singular da Igreja, como seu modelo... na fé e na caridade. "E a Igreja católica, instruída pelo Espírito Santo, honra-a com afeto de piedade filial como mãe amantíssima"(Lumen Gentium, nº 53). 

Como uma mãe que aguarda a volta dos seus filhos adultos para casa, Maria nunca cessa de influenciar o curso de nossas vidas. Diz o Vaticano II: "Ela concebeu, gerou, nutriu a Cristo, apresentou-o ao Pai no templo, compadeceu com seu Filho que morria na cruz... Por tal motivo ela se tornou para nós Mãe, na ordem da graça"(Lumen Gentium, nº 61). "por sua maternal caridade cuida dos irmãos de seu Filho, que ainda peregrinam na terra rodeados de perigos e dificuldades, até que sejam conduzidos à feliz pátria"(Lumen Gentium, nº 62). 

Essa Mãe, que viu seu próprio Filho feito homem morrer pelo resto de seus filhos, está esperando e preparando seu lugar para você. Ela é, nas palavras do Vaticano II, seu "sinal da esperança segura e do conforto" (Lumen Gentium, nº 68). 

A igreja venera também os outros santos que já estão com o Senhor no céu. São pessoas que serviram a Deus e ao próximo dum modo tão notável, que foram canonizados, isto é, a Igreja declarou oficialmente heróicos, e nos exorta a rezarmos a eles, pedindo sua intercessão por todos nós junto a Deus.

 

Os Sacramentos da Igreja  

 

Batismo:

"Uma voz veio do Céu:- Tu és o meu filho querido, e eu te amo muito(Mc 1,11)

O sacramento do batismo celebra o nosso nascimento para a vida nova em Jesus Cristo.

 

Crisma ou confirmação:

"o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo seu Espírito Santo que habita em nós"(Rm 5,5)

Para entender Jesus é preciso receber seu espírito.

 

Eucaristia:

"Já que há um único Pão, nós embora muitos, somos um só corpo, visto que todos participamos desse único Pão"(Cor 10,17)

Jesus celebrou a Última Ceia como o rito permanente do seu amor infinito pela sua Comunidade.

 

Reconciliação(confissão)O Dom do Perdão Divino:

"aqueles a quem perdoardes os pecados serão perdoados"(Jo 20,23)

Deus tudo faz para que as pessoas e a sociedade sejam felizes.Existe um caminho de volta par o Pai.

 

A Ordem : O Dom do serviço comunitário

"vinde comigo, farei de vós pescadores de homens"( Mc 1,17)

Cada um de nós recebeu de Deus dons pessoais para servir a comunidade.A ordem é um ministério sacramental.

 

O Matrimônio: O Dom do Amor Fiel

"O que Deus uniu o homem não separe" (Mt 19,6)

O matrimônio é o sacramento que celebra o amor que naturalmente brota entre um homem e uma mulher cristãos

 

A Unção dos Enfermos: O Dom da Cura-perdão

"A oração da fé salvará o doente e o Senhor o porá de pé"(Tg 5,15)

A situação de doença e de velhice representa um momento de crise na existência humana.Jesus é o senhor da vida.

 

O Pecado

Pecado Pessoal

 

Aos efeitos do pecado original deve-se acrescentar o pecado pessoal, o pecado cometido por um indivíduo. Pecamos pessoalmente toda vez que consciente e deliberadamente violamos a lei moral. Pelo pecado deixamos de amor a Deus. Desviamo-nos - ou até mesmo retrocedemos - da meta da nossa vida que é fazer a vontade de Deus.

Pecado mortal é a rejeição fundamental do amor de Deus. Por ele a presença da graça divina é retirada do pecado. Mortal, que dizer &ldquoque causa a morte&rdquo .  Este pecado mata a vida e o amor divinos na pessoa que peca. Para que o pecado seja mortal, deve haver (1) matéria grave, (2) reflexão suficiente, e (3) pleno consentimento da vontade.

Pecado venial é uma rejeição menos séria do amor de Deus. Venial significa &ldquoque se perdoa facilmente&rdquo.  O pecado é venial quando a falta não é grave, ou - se a matéria é grave - a pessoa não está suficientemente cônscia do mal existente, ou não consente plenamente o pecado.

O pecado venial é como uma doença espiritual que magoa mas não mata a presença da graça divina dentro da pessoa. Pode haver graus de gravidade no pecado, como as diferentes doenças podem ser mais graves ou menos graves. mesmo os pecados  menos graves não devem ser considerados levianamente. Pessoas que se amam não querem ofender uma à outra de maneira alguma, nem sequer do modo mais insignificante.

Para haver pecado, de qualquer gravidade, não é preciso que haja ações. Pode-se pecar por pensamento ou desejo ou por omissão de fazer algo que devia ser feito.

Deus perdoa  qualquer pecado - mesmo os mais graves - um sem número de vezes, se a pessoa está realmente arrependida.

Quem se considera em pecado mortal deve confessar tal pecado e reconciliar-se com Cristo e com a Igreja, antes de receber a Santa Comunhão (1 Cor 11, 27-28)  

 

Pecado pessoal e mal social

 

Os padrões do mal podem ser institucionalizados.  Por exemplo, a injustiça pode vir a ser parte do modo de viver de um grupo, sendo incluída nas leis e nos costumes sociais.  Esses (padrões), numa reação em cadeia, contaminam as atitudes e ações das pessoas naquele ambiente.  A influência desses padrões pode ser tão sutil que as pessoas neles comprometidas podem efetivamente não ter consciência do mal que provocam.

O mistério do pecado original tem uma dimensão social, e a cooperação em padrões de pecado intensificam presença do mal no mundo.  Contribui para o sofrimento humano.  Por isso, o Vaticano li faz questão de enfatizar - especialmente durante o tempo penitencial da quaresma - "as conseqüências sociais do pecado" (Constituição Sacrosanctum Concilium, sobre a Sagrada Liturgia, nº  109).

Quem se associa ao mal institucional torna-se "parte do problema" - um descendente atuante do Velho Homem, Adão.  Quem resiste ou se opõe ao mal social torna-se "parte da solução" - alguém que vive da vida conquistada para nós pelo Homem Novo, Jesus Cristo.  

 

O Purgatório e a Comunhão dos Santos

 

Se você morre no amor de Deus mas está com "manchas de pecado", estas manchas são eliminadas num processo de purificação chamado purgatório.  Tais manchas de pecado são principalmente as penas temporais devidas aos pecados veniais ou mortais já perdoados, mas para os quais não foi feita expiação suficiente durante sua vida.  Esta doutrina do purgatório, contida na Escritura e explanada na tradição, foi claramente expressa no li Concílio de Lião (l274 d.C.).

Tendo passado pelo purgatório, você estará plenamente livre do egoísmo e será capaz do amor perfeito.  Seu eu egoísta, aquela parte de você que sem cessar procurava auto-satisfação, terá morrido para sempre.  O seu "novo eu" será sua - mesma pessoa íntima, transformada e purificado pela intensidade do amor de Deus por você.

Além de ensinar a realidade do Purgatório, o 11 Concílio de Lião afirmou também que "os fiéis na terra podem ser de grande ajuda" para os que sofrem o purgatório, oferecendo por eles "o Sacrifício da Missa, orações, esmolas e outros atos religiosos".

Está incluído nesta doutrina o laço de unidade - chamado Comunhão dos Santos - que existe entre o Povo de Deus na terra, e os que partiram à nossa frente.  O Vaticano li, refere-se a este vínculo de união dizendo que "recebe com grande respeito aquela venerável fé de nossos antepassados sobre o consórcio vital com os irmãos que estão na glória celeste ou ainda se purificam após a morte" (Lumen Gentium, nº 51).

 

O Inferno

 

Deus, que é infinito amor e misericórdia, é também justiça infinita.  Por causa da justiça de Deus e também por causa do seu total respeito pela liberdade humana, o inferno é uma possibilidade real como destino eterno de uma pessoa. É difícil para nós entender este aspecto do mistério de Deus.  Mas o próprio Cristo o ensinou e também a Igreja o ensina.
A doutrina do inferno está claramente na Escritura.  No Evangelho de Mateus Cristo diz aos justos: "Vinde, benditos de meu Pai, recebei por herança o Reino preparado para vós desde a fundação do mundo".  Mas aos ímpios Ele dirá: "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno preparado para o diabo e para os seus anjos" (Mt25,34.41). Em outro lugar se recorda que Jesus disse: "É melhor entrares mutilado para a Vida do que, tendo as duas mãos, ires para a geena, para o fogo inextinguível" (Mc 9,43).

 

O Céu

 

A graça, presença de Deus dentro de você, é como uma semente, uma semente vital, que cresce, e está destinada, um dia, a desabrochar na sua plenitude.

Na sua primeira carta, São João nos diz: "Caríssimos, desde já somos filhos de Deus; mas o que nós seremos ainda não se. manifestou.  Sabemos que por ocasião desta manifestação seremos semelhantes a Ele, porque o veremos tal como Ele é" (l Jo 3,2).

E, na sua primeira carta aos Coríntios, São Paulo escreve: "Agora vemos em espelho e de maneira confusa, mas depois veremos face a face.  Agora o meu conhecimento é limitado, mas depois conhecerei totalmente, como sou conhecido" (I Cor 13,12). Isto é o céu: a direta visão de Deus face a face como Ele é Pai, Filho e Espírito Santo; união perfeita e total com Deus.

 

O PARAÍSO

 

A fé no juízo final no último dia está claramente expressa nos credos da Igreja.  Naquele dia, todos os mortos ressuscitarão. Quando chegará este dia?  Numa passagem notável, repleta da esperança em todas as coisas humanas, o Vaticano II, faz essa pergunta e expressa a visão da Igreja: "Nós ignoramos o tempo da consumação da terra e da humanidade e desconhecemos a maneira da transformação do universo.  Passa certamente a figura deste mundo deformada pelo pecado, mas aprendemos que Deus prepara morada nova e terra nova.  Nela habita a justiça e sua felicidade irá satisfazer e superar todos os desejos da paz que sobem nos corações dos homens".

Enquanto isso, durante o tempo que nos resta, "cresce aqui o corpo de uma nova família humana, que já pode apresentar algum esboço do novo século".

 

Para Maior conhecimento consulte o livro "Caticismo da Igreja Católica"
editoras: Paulina- Vozes - Edições Loyola.