VIDA, DIGNIDADE E ESPERANÇA

"A Campanha da Fraternidade tem como objetivos permanentes: despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum; educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor, exigência central do Evangelho; renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja na Evangelização, na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária..."

Para a história da Campanha da Fraternidade, o tema e o lema dos diversos anos e mais subsídios, procure na Página da CNBB: Campanha da Fraternidade. Aqui apresentamos uma síntese do Texto base de 2003.

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Introdução

  • No Brasil de 2002 15 milhões de brasileiros tinham mais de 60 anos de idade.

  • Vida mais longa é conquista, mas também traz problemas para a família e a sociedade.

Mitos e preconceitos

  • Todos querem viver muito, mas ninguém quer envelhecer.

  • Mitos que precisam desaparecer.

  • A inteligência diminui com a idade.

  • O idoso já não é capaz de aprender.

  • O idoso perde a capacidade sexual.

  • O idoso deve conviver com idosos.

  • A velhice é doença.

  • O idoso está mais perto da morte.

  • O idoso não tem futuro.

  • O aposentado é sustentado pelo governo.

  • Tarefa da Família, da Escola, da Igreja e dos Meios de Comunicação Social

  • Cultivar princípios e valores humanos e cristãos que dêem sentido à vida e à idade avançada.

  • Valorizar talentos, dons, cultura e capacidades dos idosos.

  • Compreender mais a velhice

  • O envelhecimento traz também ganhos e não apenas perdas.

  • Atualmente a velhice é a etapa mais longa da vida: deve pois ser aproveitada.

  • É uma etapa da vida com suas exigências próprias, como no tocante aos cuidados preventivos da saúde.

  • Políticas públicas de atenção ao idoso

  • Ainda falta no Brasil uma eficiente política para atender aos idosos, apesar de várias iniciativas já em andamento (no campo da saúde etc.).

  • Faltam mecanismos para eficiente participação política dos idosos.

  • Deve-se criar condições de trabalho para os idosos, bem como aposentadoria justa e condizente com suas necessidades.

  • Devem ser implantados e funcionar, nos estados e municípios, os "Conselhos do Idoso".

  • Questões importantes

  • Sistema Previdenciário que proporcione adequada manutenção do idoso e conveniente assistência à saúde.

  • Moradia adequada nas diversas situações.

  • Cidade acolhedora para os idosos: acessos facilitados, meios de transporte adequados, lazer etc.

  • Atenção aos portadores de necessidades especiais e deficiências.

  • Dioceses, paróquias e comunidades precisam prever assistência na velhice dos que a elas se dedicaram.

  • É preciso preparar (-se) para a velhice e para a morte física, psicológica, cultural e religiosamente.

  • Ex-presidiários idosos precisam de soluções especiais.

  • Necessidade de encontrar ocupação para o tempo livre, formação continuada etc.

  • JULGAR

    Dignidade da pessoa

  • O ser humano é o ponto mais alto da criação, chamado a partilhar da vida de Deus. É pessoa, não objeto. E como tal deve ser tratado.

  • Como pessoa, é princípio de sua ação, capaz de decidir, livre. Voltado para o outro (Deus e os outros), destinado à comunhão que lhe pode dar a plenitude na transcendência.

  • Perspectiva bíblica sobre a velhice

  • A velhice é dom de Deus.

  • Deve ser vivida em condições dignas (qualidade de vida).

  • Os idosos devem ser amados, respeitados, cuidados.

  • O idoso é testemunha, memória, mediação da obra divina da salvação; conselheiro sábio e experimentado.

  • É tempo privilegiado, "kairós" da experiência humana e da salvação.

  • Não é ponto terminal, mas etapa para a vida nova em Cristo.

  • A velhice e as ameaças de um tempo de mudanças

  • Ainda vivemos marcados pela modernidade: individualismo, subjetivismo tb. moral; tecnologismo; consumismo; secularização; pluralismo e confitividade...

  • Começamos a viver a pos-modernidade: desilusão ante as promessas da modernidade, desencanto.

  • Crise da ética; religiosidade subjetivista.

  • Problemas econômicos e sociais (neo-liberalismo, globalização, reduzida participação política, exclusão).

  • Instrumentalização das pessoas, desigualdades e discriminação, violência, eutanásia.

  • Perigos da velhice

  • Como todas as etapas da vida humana, é uma etapa crítica: crise de identidade, de autonomia e da dependência, de pertença e relacionamento.

  • O idoso, fator de continuidade na mudança

  •  Guardião da memória coletiva, laço entre gerações.

  • Uma espiritualidade para o idoso

  • Em primeiro lugar o idoso tem direito à assistência religiosa.

  • O evangelho deve ser-lhe anunciado de forma adequada à sua idade e à sua religiosidade.

  • Espiritualidade otimista e realista.

  • Espiritualidade de tranqüila contemplação.

  • Espiritualidade celebrativa: das experiências vividas e das etapas atingidas.

  • Espiritualidade da compreensão e da aceitação de si mesmo, auto-estima, adequação às limitações reais.

  • Espiritualidade de diálogo com Deus e os outros.

  • Espiritualidade de trabalho produtivo na medida do possível, da colaboração e da contribuição, da criatividade, da responsabilidade, da participação.

  • Espiritualidade do contínuo aprendizado.

  • Espiritualidade do amor: recebido e dado.

  • AGIR

    Introdução

  • A CF deve levar à ação do Governo, da Sociedade, da Família, da Igreja.

  • A CF quer valorizar as iniciativas já existentes.

  • A ação deve ser preventiva, orientadora e transformadora.

  • Políticas públicas

  • Criar grupos (fóruns e semelhantes) para acompanhar a atuação das autoridades em todos os níveis, também internacional, no tocante a políticas referentes aos idosos.

  • Preparação para o envelhecimento

  • Preparação de todos para envelhecer e ajudar os idosos.

  • Preparar e programar a aposentadoria; orientar aposentados.

  • Criar ambiente seguro nas casas, edifícios públicos, ruas etc.

  • Recursos institucionais e comunitários

  • Todos esses recursos (escolas, igrejas, clubes etc.) devem levar em conta direitos e necessidades dos idosos.

  • O "Plano de Ação Governamental para o desenvolvimento da Política Nacional do Idoso" prevê:

    1. Atendimento asilar.

    2. Centros de convivência.

    3. Casa-lar.

    4. Oficina abrigada de trabalho.

    5. Universidade aberta à terceira idade.

    6. Grupos de convivência.

    7. Centros de cuidados diurnos.

    8. Cuidadores de idosos.

  • Atenção ao idoso com dependência

  • Cerca de 40% dos idosos com mais de 65 anos precisam de algum tipo de ajuda ; pelo menos 10% precisam de ajuda para vestir-se, banho, alimentação.

  • Por isso urge a preparação e o acompanhamento de pessoas capacitadas para isso, no que a Igreja pode e deve colaborar.

  • Atenção ao idoso na fase final da vida

  • Atender a suas necessidades físicas (cuidados paliativos) e espirituais.

  • Desafios dos maus tratos

  • Abuso físico, psicológico, financeiro, sexual, negligência..., em instituições e mesmo na família.

  • Analisar, corrigir, denunciar.

  • Combater preconceitos e mitos

  • Através do esclarecimento e educação.

  • Influência dos MCS na família, na educação, na Igreja

  • Contatar os meios e os comunicadores, para que assumam as propostas da CF 2003. Fornecer material.

  • Educação e idosos

  • Fazer que as escolar ponham em prática os "Parâmetros Curriculares Nacionais".

  •  Que o ensino superior, na preparação de profissionais relacionados com atendimento a idosos, incluam as disciplinas relacionadas à Geriatria e à Gerontologia.

  • Desenvolver programas de ensino voltados para os idosos, criar oportunidades para debates, palestras, atividades culturais etc.

  • Família e idoso: caminhos de ação

  • Cada vez mais freqüente a presença de um ou mais idosos na família. Normalmente o ambiente familiar é o melhor para o idoso. É preciso, porém, que a família se prepare para proporcionar-lhe ambiente adequado e ao mesmo tempo crescer com sua presença.

  • Igrejas cristãs e idosos

  • Seria bom se também a CF 2003 tivesse repercussão ecumênica como a de 2000.

  • Ação pastoral junto aos idosos

  • Mais importante que criar uma Pastoral da Terceira Idade é fazer que todas as pastorais levem em conta os idosos, em conjunto com todas as iniciativas já existentes.

  • A atenção aos idosos é dever de toda a Igreja e de todos na Igreja.

  • Ações locais

  • A comunidade local deve criar possibilidades de atendimento às necessidades dos idosos, mas também abrir campo para que eles possam dar sua colaboração específica para a vida comunitária.

  • Atender também o idoso que não pode freqüentar a comunidade: comunicação, carinho, sacramentos etc.

  • Encaminhar os idosos para iniciativas já em funcionamento, promover, quando necessário, novas propostas: encontros, festas, excursões etc.

  • Gesto concreto da Campanha da Fraternidade 2003: Fundo nacional de solidariedade e Fundo diocesano de solidariedade

  • Gesto concreto, de âmbito nacional: coleta de solidariedade.

  • Os recursos serão destinados prioritariamente para projetos de:

  • Formação e capacitação de grupos de idosos e de agentes que trabalham com idosos e idosas, no sentido de fortalecimento da sua identidade;

  • Iniciativas de movimentos comunitários e sociais que promovam a autonomia, integração e participação de pessoas idosas na sociedade e convívio entre as gerações;

  • Articulação, mobilização e organização para exigir dos órgãos públicos, o cumprimento das Políticas Públicas e direitos em relação às pessoas idosas;

  • Apoio ao acolhimento, proteção e integração de idosos e idosas.

  • Os 40% arrecadados constituirão o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) e os 60% restantes ficarão nas dioceses, formando o Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS).

  • Dia nacional da coleta da solidariedade: Domingo de Ramos, 13 de abril de 2003 (inclusive o sábado, dia 12)