CATECISMO  DO  CATÓLICO  HOJE (2)

6. O Espírito Santo

O Espírito que habita em nós

De uma maneira rudimentar Deus está presente em todo ser criado. São Paulo aludiu a esta presença de Deus que tudo envolve, quando citou um poeta que dizia: "Nele vivemos, nos movemos e somos" (At 17,28).

Há, porém, uma outra presença de Deus, inteiramente pessoal, no íntimo daqueles que o amam. O próprio Jesus fala dela no Evangelho de São João, ao dizer: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e viremos a ele e nele faremos nossa morada" (Jo 14, 23).

Essa presença especial da Trindade é com razão atribuída ao Espírito Santo, pois como São Paulo proclama, "o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado" (Rom 5,5). Essa presença do Espírito, o Dom divino do amor dentro de você, chama-se a inabitação divina.

Os Dons do Espírito

O Espírito Santo não só está intimamente presente dentro de você, mas está também trabalhando ativamente, embora em silêncio, para o transformar. Se você acolhe suas silenciosas inspirações, então os dons do Espírito Santo se tornam realidades sensíveis na sua vida.

Há duas espécies de dons do Espírito. Os dons da primeira espécie são destinados à santificação da pessoa que os recebe. São qualidades sobrenaturais permanentes que fazem a pessoa entrar em especial sintonia com as inspirações do Espírito Santo. São estes: sabedoria (que ajuda a pessoa a apreciar as coisas do céu), inteligência (que permite à pessoa compreender as verdades da religião), conselho (que auxilia a gente a ver e a escolher corretamente na prática o melhor modo de servir a Deus), fortaleza (que dá força à deliberação da pessoa para superar os obstáculos a fim de viver a fé), conhecimento (que ajuda a pessoa a ver o caminho a seguir, e os perigos para sua fé), piedade (que comunica à pessoa muita confiança em Deus e vontade de servi-lo), e temor de Deus (que dá à pessoa uma profunda consciência da soberania de Deus e do respeito devido a Ele e às suas leis).

Uma segunda espécie de dons do Espírito Santo são os chamados carismas. São favores extraordinários concedidos principalmente para o bem dos outros. Em 1Cor 12,6-11 mencionam-se nove carismas, a saber, os dos de falar com sabedoria, de falar com conhecimento, fé, dom das curas, milagres, profecia, discernimento dos espíritos, línguas e interpretações dos discursos.

Outras passagens de São Paulo (como 1Cor 12,28-31 e Rom 12, 6-8) mencionam outros carismas.

7. Graça e virtudes teologais

Graça: a vida divina dentro de você

Com certeza você conhece a distinção entre graça habitual (o estado de graça santificante) e graça atual (auxílio divino concedido para realizar determinados atos). Estes são dois aspectos da vida que você vive, quando possui a própria graça: o Espírito de Deus que é "derramado em nossos corações". (Rom 5, 5).

A graça, em última análise, é a presença em você do Espírito vivo e dinâmico de Deus. Em razão desta presença, você vive uma nova e abundante vida interior, que o faz "participante da natureza divina" (2Pdr 1,4), filho de Deus, irmão e co-herdeiro de Jesus, "o primogênito entre muitos irmãos" (leia a carta de Paulo aos Romanos, cap. 8).

Como conseqüência da presença do Espírito, você vive e dialoga com Deus dum modo totalmente novo. Você vive uma vida "abençoada" que é santa e realmente agrada a Deus. Sob o influxo do Espírito você vive uma vida de amor que edifica o Corpo de Cristo, a Igreja. Estando "no Espírito" junto com o resto da Igreja, você vive em união com os outros de tal modo que cria um Espírito de amor e de comunhão onde você estiver.

A graça - a vida divina dentro de você - transforma todo o sentido e a orientação da sua vida. Vivendo na graça, São Paulo declarou: "para mim o viver é Cristo, e morrer é lucro" (Fl 1,21). Finalmente a graça - o dom espontâneo que Deus faz de si mesmo a você - é a vida eterna, vida que já começou. Já agora, enquanto você ainda é um peregrino nesta terra, a graça é "Cristo em você, a esperança da glória" (Col 1,27).

Fé, esperança e caridade

Como ser humano, você é capaz de crer, confiar e amar os outros. A graça transforma esses modos de você se relacionar com outras pessoas nas virtudes teologais (orientadas para Deus) da fé, esperança e caridade - capacidade para se relacionar com Deus e com os outros como um de seus filhos ternamente amados.

No estado da graça, você tem : você crê em Deus, entregando todo o seu ser a Ele como a fonte pessoal de toda verdade, realidade e do seu próprio ser. Você tem esperança: você deposita todo o seu sentido e seu futuro em Deus, cuja promessa feita a você de vida eterna com Ele, está sendo cumprida dum modo velado já agora através da sua existência na graça. E você tem caridade: ama a Deus como Aquele que é pessoalmente Tudo na sua vida, e todos os homens como participantes do destino que Deus quer para todos: a eterna comunhão com Ele.

(Se alguém se afasta de Deus pelo pecado grave, perde a graça habitual e a virtude da caridade. Mas essa perda não lhe retira a fé nem a esperança, a não ser que ele peque direta e gravemente contra essas virtudes.)

Amor a Deus, a si mesmo e aos outros

Nesta vida, seu amor a Deus está ligado a seu amor aos outros - e esses amores estão também ligados com seu amor para consigo mesmo. Você não ama a Deus, a quem você não pode ver, a não ser que ame seu irmão a quem você pode ver (1Jo 4,20). E, por preceito do próprio Deus, você deve amar ao próximo como a si mesmo (Mt 19,19; 22,39). Falando em termos práticos, da vida real, o cumprimento do preceito divino de amar começa com um autêntico amor a si mesmo. A fim de amar a Deus como Ele quer, você precisa respeitar, estimar e reverenciar a si mesmo.

Você aumenta seu amor por si mesmo, fazendo com que você possa perceber, cada vez e mais profundamente à medida que os anos passam, que Deus realmente o ama com um amor que não tem fim. Você é amado e é digno de amor. Sempre que você tenta adquirir ou aprofundar esta atitude a seu respeito, você está cooperando com a graça de Deus.

Você também aumenta seu amor para consigo procurando intensificar seu conhecimento dos outros que o rodeiam: ouvindo e confiando: amando e (o que é difícil) deixando-se amar; perdoando de coração e (o que é mais difícil) buscando um verdadeiro perdão pessoal; ampliando seu círculo de bondade até abranger todas as criaturas vivas e toda a natureza na sua beleza.

No Novo Testamento, nos escritos de São João, há um princípio básico que diz: "Caríssimos, amemo-nos uns aos outros; pois o amor é de Deus, e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conheceu a Deus; pois Deus é amor" (1Jo 4, 7-8). É amando que você aprende o que é o amor; amando você chega a conhecer a Deus.

8. A Igreja Católica

Igreja: fundada por Jesus Cristo

Todo o período da vida de Jesus, Verbo feito carne, foi para a Igreja o tempo da sua fundação.

Jesus reuniu ao seu redor seguidores que se entregaram completamente a Ele. Antes de escolher seu grupo íntimo - os Doze - Jesus rezou. Aos Doze revelou o conhecimento pessoal dele próprio, falou da sua futura Paixão e morte, e deu profunda instrução sobre o que acarretava seguir tal caminho. Só os Doze tiveram permissão de celebrar a sua Última Ceia com Ele.

Os Doze eram chamados apóstolos, isto é, emissários, cuja missão era serem os representantes pessoais de Jesus. Deu a esses apóstolos o pleno poder de autoridade que Ele tinho do Pai. A plenitude dessa autoridade vem indicada nas palavras do Evangelho: "Em verdade, Eu vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu" (Mt 18,18).

O clímax da formação da Igreja por Jesus foi a Última Ceia. Nesta refeição Ele tomou pão e vinho e disse: "Tomai e comei, isto é meu corpo; tomai e bebei, isto é meu sangue". Com essas palavras Ele realmente se deu a eles. Recebendo-o desta forma, os Doze entraram numa intimidade tão completa com Ele e com os outros, que jamais havia sucedido algo semelhante. Nessa refeição tornaram-se um só corpo em Jesus. A Igreja primitiva estendeu a profundidade desta comunhão: é o que nos mostra a mais antiga narração da Eucaristia, onde São Paulo diz: "Porque há um pão, nós que somos muitos, formamos um só corpo, porque todos nós participamos de um só pão" (1Cor 10,17).

Na Ceia, Jesus também falou do "novo testamento". Deus estava estabelecendo um novo pacto com a humanidade, uma aliança selada com o sangue sacrificial por uma nova lei: o mandamento do amor.

A mais antiga narração Eucarística, contida na primeira Carta aos Coríntios, revela o que a Última Ceia significou para o futuro da Igreja. Lá se recorda que Jesus disse: "Fazei isto em memória de mim" (1Cor 11,24). Jesus previu um longo período no qual sua presença não seria visível para seus seguidores. Seu desejo foi que a Igreja repetisse esta Ceia sempre de novo durante este período. Nestas celebrações, Ele estaria intimamente presente, como Senhor da história, Ressuscitado, conduzindo Seu povo para aquele dia vindouro, no qual Ele fará "novas todas as coisas", no qual haverá "um novo céu e uma nova terra" (Apoc 21, 1-5).

A Última Ceia foi a etapa final de Jesus, antes de sua morte, na preparação dos Doze. Esta celebração revelou como eles e seus sucessores, através dos tempos, deveriam exercer sua missão de ensinar, santificar e governar.

Segundo os Evangelhos (Mt 16, 13-19; Lc 22,31ss; Jo 21, 15-17), a responsabilidade conferida aos apóstolos, foi conferida de modo especial a São Pedro. No Evangelho de Mateus encontram-se estas palavras de Jesus: "E eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, e as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela". Pedro deve ser a rocha, o representante visível de Jesus que é o alicerce da Igreja. Pedro fornecerá à igreja a liderança inabalável contra "os poderes da morte", contra quaisquer forças que queiram destruir o que Jesus trouxe ao seu povo.

A fundação da Igreja por Jesus foi completada pelo envio do Espírito Santo. O nascimento efetivo da Igreja teve lugar no dia de pentecostes. Este envio do Espírito realizou-se publicamente como também se tinha realizado à vista de todos a crucifixão de Jesus. Desde aquele dia, a Igreja se tem mostrado como uma realidade humano-divina, como a soma da obra do Espírito e do esforço dos homens, à maneira humana, para cooperar com o dom da sua presença e do Evangelho de Cristo.

A Igreja como o Corpo de Cristo

A imagem da Igreja como o Corpo de Cristo encontra-se no Novo Testamento, nos escritos de São Paulo. No cap. 10 da primeira Carta aos Coríntios, Paulo diz que a nossa comunhão com Cristo provém do "cálice de bênção" que nos une em seu sangue, e do "pão que partimos" que nos une em seu corpo. Já que o pão é um só, todos nós, embora sendo muitos, somos um só corpo. O corpo Eucarístico de Cristo e a Igreja são, juntos, o Corpo (místico) de Cristo.

No capítulo 12 da primeira Carta aos Coríntios (e no capítulo 12 de Romanos), Paulo sublinha a dependência e a relação mútuas que temos como membros uns dos outros. Nas Cartas aos Efésios e aos Colossenses o que se destaca é Cristo como nossa cabeça. Deus deu Cristo à Igreja como sua cabeça. Através de Cristo, Deus está revelando seu plano, "o mistério oculto através dos séculos", de unir todas as coisas e reconciliar-nos com Ele. Porque esse mistério está sendo manifestado na Igreja, a Carta aos Efésios chama a Igreja de "o mistério de Cristo"

A Igreja como o sacramento de Cristo

Nos nossos dias, o Papa Paulo VI expressou a mesma verdade com estas palavras: "A Igreja é um mistério. É uma realidade impregnada da presença oculta de Deus".

 Quado São Paulo e Paulo VI chamam a Igreja de "mistério", a palavra tem o mesmo significado que a palavra "sacramento", Designa um sinal visível da invisível presença de Deus.

Assim como Cristo é o sacramento de Deus, assim a Igreja é para você o sacramento, o sinal visível de Cristo. Mas a Igreja não é um sacramento "só para seus membros". Na Constituição Lumen Gentium, sobre a Igreja, o Concílio Vaticano II afirma claramente: "Pela sua relação com Cristo, a Igreja é um sacramento ou sinal da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano. Ela é também um instrumento para a realização desta união e desta unidade" (Lumen Gentium, nº 1).

No plano que Deus tem para a raça humana, a Igreja é o sacramento, o primeiro instrumento visível pelo qual o Espírito Santo vem realizando a unidade total que para todos nós está reservada.

Entretanto, este processo de salvação é uma aventura divino-humana. Nós todos participamos dele. Nossa cooperação com o Espírito Santo consiste em nos tornarmos uma Igreja que de tal modo vê Cristo nos outros, que os outros vejam Cristo em nós.

O Povo católico de Deus

Falando da igreja, o Concílio Vaticano II destaca a imagem do Povo de Deus mais que qualquer outra.

Estritamente falando, todos os povos são de Deus; nos cap. 8 e 9 dos Gêneses, a Bíblia afirma que Deus tem um relacionamento de aliança com toda a humanidade. Mas a imagem do Povo de Deus aplica-se de modo especial aos seguidores de Cristo no Novo Testamento e esclarece importantes traços da comunidade católica.

Um fato importante com relação aos católicos é este: nós temos o senso de sermos um povo. Muito embora sejamos constituídos de grupos nacionais e étnicos os mais variados, temos a consciência de pertencer à mesma família espalhada por todo o universo.

Outra característica dos católicos é nosso senso de história. Nossa ascendência familiar remonta até à cristandade primitiva. Poucos de nós conhecem o panorama completo de nossa história como Igreja. Mas muitos de nós conhecem histórias de mártires e de santos. Sabemos de grupos, antigos e modernos, que sofreram perseguição por causa da fé. E no fundo nos identificamos com essa gente e sua história. Todas aquelas gerações que existiram antes de nós são gente sua e minha.

Nossa consciência de sermos um povo tem raízes profundas. Pode haver católicos que falham e católicos não-praticantes. Mas bons ou maus, eles são católicos. Quando retornarem, sabem onde é sua casa. E quando, de fato, retornam, são bem-vindos. A Igreja tem suas imperfeições; mas no seu coração acha-se a inesgotável torrente da misericórdia e do perdão de Deus.

A comunidade católica não é todo o povo de Deus. mas é aquele grupo central, forte e identificável, que sabe perfeitamente para onde todos estamos indo. Como o povo do Antigo Testamento em marcha para a Terra Prometida, estamos profundamente para onde todos estamos indo. Como o povo do Antigo Testamento em marcha para a Terra Prometida, estamos profundamente conscientes de que "não temos aqui morada permanente, mas estamos à procura da cidade que está para vir" (Hb 13,14). Nosso instinto de fé nos diz que Deus está no nosso futuro, e que necessitamos uns dos outros para alcançá-lo. Isto faz parte de nossa força, é uma faceta do nosso mistério.

A Igreja católica: uma instituição única

No século XVI escreveu o Cardeal Roberto Belarmino: "A única e verdadeira Igreja é a comunidade de homens reunidos pela profissão da mesma fé cristã e pela comunhão dos mesmos sacramentos, sob o governo dos legítimos pastores e especialmente do vigário de Cristo na terra, o Romano Pontífice".

Como definição da Igreja, a frase de Belarmino é incompleta: fala da Igreja apenas como instituição visível. Uma definição mais completa afirmaria, como o fez Paulo VI, que "a Igreja é um mistério... impregnado da presença oculta de Deus". Mas a definição de Belarmino acentua um ponto importante: a Igreja é um realidade social visível: possui um aspecto institucional que a compõe. Desde os primeiros anos da sua história, a cristandade sempre teve uma estrutura visível: nomeou chefes, prescreveu formas de culto e aprovou fórmulas de fé. Vista a partir desses elementos, a Igreja católica é uma sociedade visível. Mas porque é também um mistério, a Igreja é diferente de qualquer outro grupo organizado.

Como sociedade visível, a Igreja católica é única. Outras Igrejas cristãs possuem em comum com ela alguns "elementos" bem fundamentais, tais como "um Senhor, uma fé, um batismo, um Deus e Pai de todos nós" (Ef 4,5). Mas, como afirma o Vaticano II, "esses elementos, como dons próprios à Igreja de Cristo, impelem à unidade católica" (Lumen Gentium, nº 8). Esta afirmação fundamental ensina que a plenitude básica da Igreja, a fonte vital da completa unidade cristão no futuro, encontra-se unicamente na Igreja católica visível.

A Infalibilidade na Igreja

Cristo deu à Igreja a tarefa de proclamar sua Boa Nova (Mt 28, 19-20). Prometeu-nos também seu Espírito, que nos guia "para a verdade" (Jo 16,13). Este mandato e esta promessa garantem que nós, a Igreja, jamais apostaremos do ensinamento de Cristo. Esta incapacidade da Igreja em seu conjunto de extraviar-se no erro com relação aos temas básicos da doutrina de Cristo chama-se infalibilidade.

É responsabilidade do Papa preservar e nutrir a Igreja. Isto significa esforçar-se por realizar o pedido de Cristo a seu Pai na Última Ceia: "que todos sejam um; como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, que eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste" (Jo 17,21).

O magistério da Igreja tem um aspecto sacramental: está destinado a ser um sinal e sacramento de unidade. Já que também é responsabilidade do Papa ser uma fonte sacramental de união, tem ele uma função especial com relação à infalibilidade da igreja.

A infalibilidade sacramental da Igreja é preservada pelo seu principal instrumento de infalibilidade, o Papa. A infalibilidade que toda a Igreja possui, pertence ao Papa dum modo especial. O Espírito de verdade garante que quando o Papa declara que ele está ensinando infalivelmente como representante de Cristo e cabeça visível da Igreja sobre assuntos fundamentais de fé ou de moral, ele não pode induzir a Igreja a erro. Esse dom do Espírito se chama infalibilidade papal.

Falando da infalibilidade da igreja, do Papa e dos Bispos, o Concílio Vaticano II diz: "Esta infalibilidade, da qual quis o Divino Redentor estivesse sua Igreja dotada... é a infalibilidade de que goza o Romano Pontífice, o Chefe do Colégio dos Bispos, em virtude de seu cargo... A infalibilidade prometida à Igreja reside também no Corpo Episcopal, quando, como o Sucessor de Pedro, exerce o supremo magistério" (Lumen Gentium, nº 25).