Deus criou os anjos

INTRODUÇÃO

Na Sagrada Escritura encontram-se muitas passagens nas quais vemos a intervenção dos anjos: ao nascer Jesus um anjo anuncia aos pastores a boa notícia; o arcanjo Rafael aparece na história de Tobias, e o arcanjo Gabriel é quem anuncia à Virgem que Deus quer que ela seja Sua Mãe; outro anjo tira Pedro do cárcere; etc..

Este tema quer ajudar-nos a conhecer quem são os anjos e também  os demônios ou espíritos maus.

IDÉIAS  PRINCIPAIS

1. A existência de anjos e demônios, verdade de fé.

Às vezes contam-se coisas que são fábulas: fala-se de bruxas, de horóscopos e coisas semelhantes. Sabemos que não são coisas verdadeiras, senão contos....

Quando se fala dos anjos e dos demônios, não estamos falando de contos; os anjos e os demônios existem de verdade. Deus nos falou  deles. E Deus não pode enganar-nos, nem mesmo para que fossemos melhores. Deus sempre diz a verdade. Cremos, portanto, que existem Anjos e demônios – assim como nós existimos – porque Deus assim no-lo revelou.

2. Os demônios são espíritos que pecaram contra Deus

Deus criou bons, por natureza, a todos os espíritos e os fez seus filhos, pela graça. Mas, capitaneados por Lúcifer, muitos deles se rebelaram e disseram: “Não queremos servir a Deus”. Os anjos foram fiéis a Deus, dizendo “Queremos servir a Deus”. O chefe dos Anjos fiéis era são Miguel.  Realizou-se uma batalha no céu e venceram os anjos fiéis. Os espíritos rebeldes, ou demônios, junto com Lúcifer  foram condenados eternamente ao inferno porque desobedeceram a Deus e pecaram gravemente.

3. Os demônios tentam os homens

Os demônios, desde o momento em que pecaram, odeiam a Deus e a todos os que amam a Deus. Por isso desejam que os homens ofendam a Deus e sejam condenados ao inferno. Este é o motivo pelo qual os demônios tentam os homens. São muitos os exemplos na Sagrada Escritura: a tentação de Eva, quando o demônio se apresenta na forma de serpente (Gn. 3,1 - 24); as tentações de Jesus, no deserto (Mateus 4,1 - 11); etc.

Eles nos tentam também, de muitas maneiras, levando-nos a fazer o que é contra a vontade de Deus. A forma habitual que usam para tentar-nos é a de  incitar nossas más inclinações ou aproveitando-se delas. A tentação não é pecado; é pecado se fazemos caso do que nos pede o demônio. Por isso, ao dar-nos conta da tentação, devemos acudir a Deus e dizer com todo o coração: “Afasta-te de mim, Satanás!”. Também devemos acudir à Santíssima Virgem Maria, nossa Mãe e a nosso Anjo da Guarda.

4. A proteção dos anjos da guarda

No Antigo Testamento há um livro muito bonito, no qual se narra que Tobias devia fazer uma longa viagem, cheia de perigos. Então, busca um companheiro de viagem, e Deus envia o arcanjo Rafael que o acompanha e lhe mostra o bom caminho, devolvendo-o feliz a sua casa.

Nós também vamos a caminho do céu; neste caminho existem muitos perigos para a nossa alma e o nosso corpo. Deus nos dá um companheiro de viagem que está sempre a nosso lado, ainda que não o vejamos: é o Anjo da Guarda.

Nosso Anjo nos ama como o melhor dos amigos, nos protege dia e noite, e nos fala ao coração convidando-nos a fazer as coisas boas. Quando rezamos, ele apresenta nossa oração a Deus.

5. Uso da água benta

A Igreja recomenda aos cristãos usar a água benta, que é um sacramental, para implorar o perdão dos pecados veniais e alcançar a proteção de Deus contra as insinuações do demônio. Santa Teresa de Jesus dizia: “De nenhuma coisa foge mais o demônio, para não voltar, do que da água benta.”

6. Propósitos de vida cristã

Aprender a oração do anjo da guarda: “SANTO ANJO DO SENHOR, MEU ZELOSO GUARDADOR, SE A TI ME CONFIOU A PIEDADE DIVINA, HOJE E SEMPRE, ME REGE, GUARDA, ILUMINA. AMÉM.

Jayme Pujoll e Jesus Sanches Biela
livro "Curso de catequesis" do Editorial Palavra - España - tradução: padre Antonio Carlos Rossi Keller