HAENDEL

Contam os biógrafos que Haendel dirigiu seu célebre oratório, O Messias, na presença de Jorge II, rei da Inglaterra, que ao escutar os primeiros compassos do Aleluia se pôs de pé, junto com todo o auditório.

Mas antes de compor O Messias, Haendel estava enfermo. Tinha dívidas e estava ameaçado de ser levado aos tribunais e parar no xadrez. Ainda não estava cego, mas não conseguia se alimentar, deprimido e sem vontade de viver, acabado como estava aos 56 anos. Um belo dia, enquanto estava orando, dirigiu-se a Jesus pedindo entre lágrimas: “Senhor, por que me abandonaste?” Haendel conta que teve a impressão de que a sala se iluminava e seu coração batia com nova força. Desapareceu o cansaço, o abatimento e a depressão. Sentou-se diante do piano e começou a compor durante 14 dias, quase sem interrupção. Essa sua obra prima, a mais conhecida, O Messias, porque ele tinha renascido das lágrimas do desespero à vida nova da esperança. Daí o agradecido e triunfal final do Aleluia.