A ETERNIDADE

Um humilde monge estava na cozinha lavando pratos do mosteiro quando apareceu-lhe o anjo da morte que lhe disse: “Chegou a sua hora. Estou chamando-te para a eternidade.” “Espere um pouco” - respondeu o monge “vou terminar meu trabalho; porque não quero deixar este serviço pesado para os outros”. O anjo concordou.

Passado um tempo, o anjo veio procurá-lo quando estava cultivando a horta. O monge lhe pediu um pouco de tempo par terminar seu trabalho, pois não podia cortar a água com a qual irrigava as plantas. E o anjo concordou pela segunda vez.

Finalmente o anjo o procurou quando estava cuidando de um doente. “Estou disposto, mas não poderíamos esperar um pouco porque os outros monges estão no coro rezando e este doente sofre muito e somente eu posso cuidar de sua enfermidade.” O anjo decidiu ir embora novamente.

Muitos anos depois o monge estava bem idoso e doente. “Por que não vem o anjo agora?” – pensava. E o anjo se lhe apresentou dizendo: “Meus filho querido, você não precisa mais pedir para entrar na eternidade. Desde a primeira vez que vim visitá-lo, você já está na eternidade, porque você fez todas as coisas com amor e por amor aos irmãos. Cada vez que você amava, você já estava na eternidade.”